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Recife transforma inteligência artificial em ferramenta de negócios no Porto Digital

Recife coloca a inteligência artificial no centro dos negócios com evento do Porto Digital e Sebrae que discute aplicações práticas da tecnologia.
Eliseu Lins, da Agência NE9
16 de setembro de 2026 - às 10:16
Atualizado 16 de setembro de 2026 - às 10:16
5 min de leitura
porto digital em Recife Programa de Preincubação de negocios foto divulgação
Porto Digital em Recife Programa de Preincubação de negocios foto divulgação

REC’n’Play Capítulo IA reúne empresas, startups, especialistas e profissionais para discutir como a tecnologia pode gerar produtividade, novos produtos e negócios

O Recife coloca a inteligência artificial no centro da discussão sobre o futuro dos negócios. Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, o Porto Digital e o Sebrae Pernambuco realizam o REC’n’Play Capítulo IA, no NERD, no Bairro do Recife, com uma proposta que vai além das tradicionais palestras sobre tecnologia: mostrar como a IA pode resolver problemas reais e gerar resultados dentro das empresas.

A princípio, a iniciativa ganha importância porque a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tecnologia associada ao setor de informática. Hoje, empresas de indústria, comércio, serviços, saúde e educação também começam a incorporar ferramentas de IA em processos, produtos e decisões.

É justamente essa mudança que o evento pretende discutir.

Recife aposta na aplicação prática da inteligência artificial

O REC’n’Play Capítulo IA será o segundo evento da série REC’n’Play Capítulo, criada para aprofundar temas específicos do ecossistema de inovação. A primeira edição, dedicada à saúde, aconteceu em agosto e reuniu mais de 60 atividades entre painéis, oficinas e rodadas de negócios.

Dessa maneira, agora, o foco passa para uma tecnologia que pode alterar praticamente todos os setores da economia.

Contudo, em vez de concentrar a programação apenas em apresentações sobre o que a inteligência artificial pode fazer, o Capítulo IA aposta em oficinas práticas e desafios reais de empresas.

A programação será organizada em cinco grandes frentes:

TrilhaO que será discutido
Vibe coding e engenharia assistida por IAFerramentas para aumentar a produtividade de equipes técnicas
Agentes e empresas AI-firstNovos processos e modelos de negócio baseados em IA
Product BuildingDesenvolvimento rápido de produtos a partir de problemas reais
Liderança e sociedadeMudanças na gestão, cultura e relações de trabalho
IA nos setores tradicionaisAplicações na indústria, varejo, serviços, saúde e educação

A proposta mostra uma mudança importante: a discussão deixa de ser apenas “o que a IA consegue fazer?” e passa a ser “como uma empresa pode usar a IA para fazer melhor?”

Um novo momento para o Porto Digital

O evento também acontece em um momento de expansão do ecossistema de inovação do Recife.

O Porto Digital ultrapassou 24 mil colaboradores e reúne centenas de empresas, enquanto o NERD foi criado justamente para ampliar a conexão entre empresas, startups, talentos e investidores.

Em entrevista recente, o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, afirmou que o próximo ciclo do ecossistema deve buscar negócios mais complexos e de maior valor agregado, com inteligência artificial, empreendedorismo, aproximação com universidades e interiorização entre os eixos dessa nova fase.

Nesse cenário, colocar a IA no centro de um evento voltado a negócios tem um significado maior.

O Recife não está apenas acompanhando a discussão sobre inteligência artificial. O objetivo é transformar conhecimento tecnológico em empresas, produtos, produtividade e novas oportunidades econômicas.

IA também chega às empresas tradicionais

Um dos pontos mais importantes da programação está justamente na abertura para setores que não nasceram na tecnologia.

Assim, a iniciativa reúne executivos e tomadores de decisão de empresas tradicionais, equipes técnicas e de negócios, startups, consultorias, pesquisadores, estudantes e representantes do setor público.

Isso amplia o alcance da discussão.

Uma indústria pode utilizar IA para melhorar processos. Um comércio pode analisar dados e comportamento de clientes. Uma empresa de serviços pode automatizar tarefas. Hospitais e instituições de ensino também podem encontrar novas aplicações.

Por isso, a inteligência artificial tende a ganhar espaço não apenas como ferramenta de tecnologia, mas como infraestrutura para novos modelos de negócio.

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A importância do Capítulo IA está justamente nessa aproximação entre quem desenvolve tecnologia e quem precisa resolver problemas concretos.

Entretanto, o desafio agora é formar profissionais capazes de utilizar essas ferramentas, preparar empresas para incorporá-las e criar negócios capazes de desenvolver soluções próprias.

Para Pernambuco e para o Nordeste, essa agenda ganha ainda mais relevância porque a economia digital permite que empresas e profissionais da região disputem mercados nacionais e internacionais sem depender da proximidade física com os grandes centros econômicos.

O REC’n’Play Capítulo IA representa, portanto, mais do que dois dias de programação sobre inteligência artificial. Afinal, o evento coloca em discussão uma das principais transformações econômicas da atualidade e mostra como o Recife pretende participar dela: aproximando tecnologia, empresas, talentos e negócios.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.