O comércio exterior cearense encerrou o acumulado de janeiro a agosto de 2026 com crescimento de 8,3% das exportações. Além disso, também registrou avanço da corrente de comércio e melhora expressiva do saldo comercial.
Antes de mais nada, os dados são do estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
Mesmo diante do cenário de tensão comercial provocado pelo tarifaço de Trump, o estado do Nordeste mostrou resiliência e registrou números positivos em todos os principais indicadores.
Os números do período
No acumulado de janeiro a agosto, a corrente de comércio movimentou US$ 3,47 bilhões, alta de 4,3% em relação aos oito primeiros meses de 2025.
| Indicador | Jan–Ago 2026 | Variação |
|---|---|---|
| Corrente de comércio | US$ 3,47 bilhões | +4,3% |
| Exportações | US$ 1,63 bilhão | +8,2% |
| Importações | US$ 1,84 bilhão | +1,2% |
| Déficit comercial | US$ 212,4 milhões | −32,4% |
Assim, o déficit da balança comercial foi reduzido em 32,4%, passando de US$ 314,3 milhões para US$ 212,4 milhões. Em suma, esse é o menor déficit no acumulado de janeiro a agosto da série apresentada, de 2022 a 2026.
Agosto: o mês que impulsionou o resultado
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo mês de agosto, quando o Ceará registrou US$ 341,6 milhões em exportações. Em suma, este é o maior valor mensal do ano e um crescimento de 124,5% na comparação com agosto de 2025.
Ao mesmo tempo, o resultado também garantiu um superávit de US$ 65,3 milhões no mês, revertendo o cenário de déficit observado no mesmo período do ano anterior.
Siderurgia puxa as vendas externas
A siderurgia permaneceu como principal força das vendas externas cearenses. O segmento de ferro fundido, ferro e aço exportou US$ 218 milhões apenas em agosto, representando 63,8% de todas as exportações do mês.
Além do setor siderúrgico, o estudo destaca o avanço de outros segmentos que também contribuíram para o crescimento acumulado das exportações em 2026:
- Máquinas e materiais elétricos
- Alumínio
- Combustíveis minerais
- Produtos minerais

Resiliência diante do tarifaço
Portanto, o crescimento das exportações cearenses ocorre em um contexto desafiador para o comércio internacional, marcado pelo tarifaço de Trump e pela instabilidade nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Ainda assim, o Ceará conseguiu não apenas manter, mas ampliar suas vendas externas — especialmente no setor siderúrgico, que segue como carro-chefe da pauta de exportação do estado.
Em resumo, com o melhor resultado mensal do ano em agosto e o menor déficit da série histórica recente, o comércio exterior cearense dá sinais claros de que o estado do Nordeste está conseguindo driblar as adversidades do cenário global e consolidar sua posição como player relevante no comércio internacional.


