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Habitação tem deflação histórica e derruba IPCA de agosto

A inflação oficial brasileira deu um alívio significativo em agosto de 2026. A princípio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32%, resultado 0,39 ponto percentual abaixo do 0,07% observado em julho e ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
11 de setembro de 2026 - às 11:17
Atualizado 11 de setembro de 2026 - às 11:17
3 min de leitura
Entrega de 528 novas moradias do programa de habitação de interesse social do Governo Federal, em São Sebastião, Distrito Federal

A inflação oficial brasileira deu um alívio significativo em agosto de 2026. A princípio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32%, resultado 0,39 ponto percentual abaixo do 0,07% observado em julho e muito melhor do que a projeção do mercado, que esperava queda de 0,23%. Antes de mais nada, o grande destaque é a habitação.

Em suma, esta é a primeira deflação em um ano — desde agosto de 2025, quando o índice havia ficado em -0,11% — e a maior queda para o mês desde agosto de 2022 (-0,36%) .

O que puxou a inflação para baixo?

Ao mesmo tempo, quatro dos nove grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram deflação em agosto. Dessa forma, destaca-se a Habitação, que recuou 1,87% e registrou o menor resultado para um mês de agosto desde o início do Plano Real, em 1994 .

Contudo, o principal vetor desse movimento foi a energia elétrica, que caiu 7,63% no mês devido à incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto . Assim, o crédito reduziu o valor pago pelos consumidores e teve contribuição de -0,33 p.p. no índice geral .

Variação do IPCA por grupo – Agosto de 2026

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
Índice Geral-0,32-0,32
Habitação-1,87-0,29
Transportes-0,86-0,17
Alimentação e bebidas-0,34-0,07
Comunicação-0,090,00
Vestuário0,120,00
Saúde e cuidados pessoais0,230,03
Educação0,470,03
Artigos de residência0,640,02
Despesas pessoais1,300,13

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas 

Alimentos e Transportes também caem

Além de Habitação, outros setores relevantes contribuíram para a deflação:

Alimentação e bebidas (-0,34%): a queda foi puxada pela alimentação no domicílio (-0,61%), com recuos expressivos em itens como batata-inglesa (-19,89%)cenoura (-11,22%)cebola (-11,07%)tomate (-10,94%)ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%) .

Transportes (-0,86%): o grupo refletiu principalmente a queda de 13,17% nas passagens aéreas e o recuo de 0,91% nos combustíveis, com destaque para etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%) .

Sacos de arroz à venda em mercado. Foto: Geraldo Bubniak/AEN
Os alimentos contribuíram para a deflação de agosto. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

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Acumulado em 12 meses fica dentro da meta

Em resumo, com o resultado de agosto, o IPCA acumulado em 12 meses caiu para 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados em julho e o menor valor desde março de 2026 (4,14%) . Desse modo, o índice no ano acumula alta de 3,11% .

Portanto, esse patamar mantém a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com margem de 1,5 ponto percentual. Ou seja: um teto de 4,5% .

É o segundo mês seguido que o indicador fica dentro da meta. Em junho, a taxa havia sido de 4,64%, ultrapassando o limite .