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Quem é a nordestina que assumiu a liderança do governo no Senado?

O presidente Lula anunciou nesta quinta-feira (25) o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado Federal. A petista pernambucana substitui o senador Jaques Wagner (PT-BA), que pediu afastamento ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
25 de junho de 2026 - às 12:49
Atualizado 25 de junho de 2026 - às 12:49
3 min de leitura

O presidente Lula anunciou nesta quinta-feira (25) o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado Federal. A petista pernambucana substitui o senador Jaques Wagner (PT-BA), que pediu afastamento do cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal.

A princípio, a escolha de Teresa Leitão coloca uma mulher nordestina à frente da articulação política do governo na Casa Alta — um movimento que reforça a força política da região e a aposta do Planalto em um perfil de diálogo e experiência legislativa.

Quem é a nova líder do governo Lula no Senado?

Teresa Leitão é natural de Recife e está em seu primeiro mandato como senadora, eleita em 2022 com uma trajetória construída ao longo de décadas na política pernambucana. Antes de chegar ao Senado, a parlamentar foi deputada estadual por quatro mandatos e presidiu a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) entre 2019 e 2020.

Ao mesmo tempo, ela também tem passagem pela Prefeitura do Recife, onde atuou como chefe de gabinete e secretária municipal de Educação. A nova líder tem um perfil conciliador e pela defesa histórica das pautas educacionais e sociais.

Nas redes sociais, Lula publicou uma mensagem oficializando a nomeação:

“A missão da Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na Casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.”

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Por que Jaques Wagner deixou o cargo?

O afastamento de Jaques Wagner aconteceu em meio a um clima tenso no Planalto. Na semana passada, o senador baiano foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes investigam se Wagner teria recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Apesar da operação, Jaques Wagner negou todas as irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação. O pedido de afastamento da liderança foi uma decisão conjunta com o Palácio do Planalto para evitar desgastes políticos enquanto o caso corre na Justiça.