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Nordeste abriga duas das dez pessoas mais velhas do mundo

Yolanda Beltrão, de Alagoas, e Beatriz Ferreira, de Pernambuco, estão entre as mulheres mais longevas do planeta O Nordeste brasileiro é hoje o lar de duas das pessoas mais velhas do mundo. As brasileiras Yolanda ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
25 de junho de 2026 - às 06:56
Atualizado 25 de junho de 2026 - às 06:56
3 min de leitura

Yolanda Beltrão, de Alagoas, e Beatriz Ferreira, de Pernambuco, estão entre as mulheres mais longevas do planeta

O Nordeste brasileiro é hoje o lar de duas das pessoas mais velhas do mundo. As brasileiras Yolanda Beltrão de Azevedo, de Alagoas, e Beatriz Ferreira Duarte, de Pernambuco, ambas com 115 anos, integram o seleto grupo das dez pessoas vivas mais longevas do planeta, segundo o ranking da organização internacional LongeviQuest, referência mundial em estudos sobre supercentenários.

As duas nasceram em 1911, antes mesmo da Primeira Guerra Mundial terminar, e testemunharam profundas transformações da humanidade, como duas guerras mundiais, a chegada da televisão, da internet, da aviação comercial, da corrida espacial e da inteligência artificial.

No último fim de semana, Beatriz Ferreira Duarte comemorou seus 115 anos cercada por filhos, netos, bisnetos e tataranetos, consolidando-se como a segunda pessoa mais velha do Brasil e a sexta mais longeva do mundo.

Yolanda Beltrão de Azevedo, nascida em Coruripe (AL) e atualmente moradora de Maceió, ocupa a posição de pessoa mais velha do Brasil e a quarta colocação no ranking mundial de pessoas vivas mais longevas.

As duas nordestinas entre as mais velhas do mundo

NomeEstadoData de nascimentoIdadeRanking no BrasilRanking Mundial
Yolanda Beltrão de AzevedoAlagoas13 de janeiro de 1911115 anos
Beatriz Ferreira DuartePernambuco21 de junho de 1911115 anos

Uma vida marcada pela simplicidade

Apesar das histórias diferentes, as duas supercentenárias compartilham hábitos semelhantes ao longo da vida.

Yolanda sempre manteve uma rotina tranquila, com forte religiosidade, convivência familiar, leitura e trabalhos manuais como o crochê. Casou-se ainda jovem, teve quatro filhos e hoje reúne uma grande família formada por filhos, netos, bisnetos, tataranetos e até tetranetos.

Beatriz viveu grande parte da vida na zona rural de Jaboatão dos Guararapes, onde criou oito filhos. Segundo familiares, sempre levou uma vida simples, baseada em alimentação saudável, trabalho no campo e muita fé.

Mesmo sem estar lúcida desde os 107 anos, continua recebendo cuidados constantes da família e apresenta indicadores de saúde considerados surpreendentes para a idade.

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Existe um segredo para viver tanto?

Especialistas afirmam que não existe uma fórmula única para alcançar os 115 anos. A longevidade normalmente é resultado da combinação entre fatores genéticos, alimentação equilibrada, rotina ativa, qualidade de vida e acesso aos cuidados de saúde.

Afinal, no caso das duas nordestinas, familiares destacam características parecidas: tranquilidade, forte religiosidade, alimentação simples, vida em comunidade e pouca exposição ao estresse.

Enquanto Yolanda costuma atribuir sua longevidade à oração e ao equilíbrio, Beatriz repetia uma frase que ficou marcada na família:

“Devemos viver o dia de hoje, porque o amanhã pertence a Deus.”

As histórias das duas mulheres transformam Alagoas e Pernambuco em referência mundial quando o assunto é longevidade.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.