A disputa pela Presidência da República em 2026 está cada vez mais acirrada. De acordo com a mais nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada no último sábado (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na frente, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL) vem crescendo em algumas regiões e grupos específicos do país.
Assim, vamos entender os principais números e o que eles significam para a corrida eleitoral.
O cenário geral da pesquisa
Antes de mais nada, no primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 30% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno entre os dois, o presidente tem 44%, enquanto o senador soma 39%. A diferença é de 5 pontos percentuais, mas dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.
Em suma, isso significa na prática que a disputa está mais apertada do que os números gerais sugerem, e tudo pode mudar até outubro!
O que acontece em cada região do país?
Afinal, o grande destaque da pesquisa é que o Brasil está profundamente dividido quando olhamos para suas regiões.
Nordeste: o reduto petista
Contudo, no Nordeste, Lula tem uma vantagem gigantesca. No segundo turno contra Flávio, ele alcança impressionantes 64% dos votos, contra apenas 25% do adversário. Portanto, a pesquisa mostra que o presidente subiu 7 pontos nessa região em apenas um mês.
Sul: o avanço bolsonarista
Já na região Sul, o cenário se inverte completamente. Flávio Bolsonaro lidera com 56% das intenções de voto, contra 29% de Lula. O senador cresceu 10 pontos nessa região entre julho e agosto, enquanto o presidente recuou 4 pontos.
Sudeste: o grande empate
A região mais populosa do país está dividida. O senador Flávio aparece numericamente à frente (40% a 38%), mas os números estão dentro da margem de erro, o que caracteriza um empate técnico. Ou seja, tudo pode acontecer no Sudeste!
Centro-Oeste/Norte
Nessa região, o senador também cresceu: passou de 35% para 44%, enquanto Lula caiu de 49% para 40%. A diferença ainda é pequena, mas mostra uma tendência de crescimento do candidato do PL.
Como os diferentes grupos estão votando?
Ao mesmo tempo, a pesquisa também detalhou o comportamento de diversos segmentos da população. Veja quem vota em quem:
Lula tem vantagem entre:
- Eleitores do Nordeste (64% a 25%)
- Beneficiários do Bolsa Família (62% a 26%)
- Eleitores pretos (61% a 22%)
- Quem tem Ensino Fundamental (55% a 30%)
- Quem ganha até 2 salários mínimos (54% a 30%)
Flávio tem vantagem entre:
- Eleitores do Sul (56% a 29%)
- Evangélicos (48% a 33%)
- Eleitores com Ensino Superior (45% a 34%)
- Eleitores brancos (46% a 36%)
- Quem ganha mais de 5 salários mínimos (44% a 36%)
Resumo em números: Lula x Flávio no 2º turno
| Segmento | Lula (%) | Flávio (%) | Quem lidera? |
|---|---|---|---|
| Brasil (geral) | 44% | 39% | Lula (dentro da margem de erro) |
| Nordeste | 64% | 25% | Lula com folga |
| Sul | 29% | 56% | Flávio com folga |
| Sudeste | 38% | 40% | Empate técnico |
| Centro-Oeste/Norte | 40% | 44% | Flávio (dentro da margem) |
| Beneficiários do Bolsa Família | 62% | 26% | Lula com folga |
| Evangélicos | 33% | 48% | Flávio com folga |
| Eleitores com Ensino Superior | 34% | 45% | Flávio com folga |
| Eleitores com Ensino Fundamental | 55% | 30% | Lula com folga |
| Homens | 40% | 44% | Flávio (dentro da margem) |
| Independentes (nem esquerda nem direita) | 33% | – | Lula perdeu força |
Rejeição e aprovação do governo
Além disso, a pesquisa também mostrou que Flávio Bolsonaro é o candidato com maior rejeição (54%), seguido por Lula (52%). Ou seja, ambos são rejeitados por mais da metade do eleitorado.
Sobre a aprovação do governo Lula, os números estão equilibrados: 48% aprovam e 47% desaprovam a gestão atual.
O que esperar daqui para frente?
Em resumo, com a eleição se aproximando e o cenário cada vez mais polarizado, a tendência é que a disputa continue acirrada. O Nordeste e o Sul representam polos opostos, enquanto o Sudeste, com seu enorme colégio eleitoral, pode ser o “fiel da balança” que decidirá a eleição.
Além disso, 31% dos eleitores ainda dizem que podem mudar de voto, o que significa que a campanha eleitoral, os debates e os acontecimentos das próximas semanas podem alterar significativamente o resultado final.


