Evento do dia 12 de novembro reúne especialistas em internacionalização, finanças, imigração e investimentos; encontro também discutirá a criação de um escritório de representação regional nos EUA.
Empresários do Ceará e de outros estados nordestinos terão a oportunidade de conhecer caminhos para expandir negócios nos Estados Unidos durante o ECON Road Summit 2026. O circuito chega a Fortaleza no dia 12 de novembro, com um encontro presencial no restaurante Mangai, reunindo especialistas brasileiros que atuam no mercado norte-americano, investidores e representantes de instituições empresariais.
A princípio, a iniciativa busca aproximar empresas da região das oportunidades comerciais e de investimento nos Estados Unidos. Para isso, o projeto combina educação executiva, orientação técnica e conexões entre empresários brasileiros e profissionais que já atuam no mercado internacional.
Além da programação de palestras, o encontro vai discutir a estruturação de um escritório de representação do Nordeste nos Estados Unidos. A proposta pretende aproximar Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco do ambiente internacional de negócios.
Evento em Fortaleza encerra circuito por quatro capitais
O ECON Road Summit percorre quatro capitais nordestinas em novembro. Antes de chegar ao Ceará, o evento passa por Natal, João Pessoa e Recife.
Confira o calendário:
| Data | Capital | Local |
|---|---|---|
| 9 de novembro | Natal (RN) | Mangai Lagoa Nova |
| 10 de novembro | João Pessoa (PB) | NAU Frutos do Mar |
| 11 de novembro | Recife (PE) | Camarada Camarão |
| 12 de novembro | Fortaleza (CE) | Mangai |
A programação em Fortaleza começa às 17h30. Os encontros reúnem empresários, investidores e especialistas para discutir caminhos de internacionalização, estruturação financeira e oportunidades de negócios entre Brasil e Estados Unidos.
Quais setores oferecem oportunidades para empresas brasileiras nos Estados Unidos?
A expansão para o mercado americano pode envolver diferentes atividades, desde a exportação de produtos até a abertura de empresas, aquisição de ativos e prestação de serviços.
Os dados do Bureau of Economic Analysis (BEA), órgão oficial de estatísticas econômicas dos Estados Unidos, mostram que a indústria de transformação concentrou 42,8% do estoque de investimento estrangeiro direto no país em 2025. Na sequência, aparecem os setores financeiro e de seguros, com 10,7%, e o comércio atacadista, com 9,1%.
Além disso, para empresários nordestinos, esses números ajudam a identificar áreas que merecem atenção. Entretanto, a presença de investimentos em um setor não significa que qualquer empresa consiga entrar nele com facilidade. Cada atividade exige planejamento, capital, conhecimento regulatório e avaliação da concorrência.
Segmentos que podem entrar no radar dos empresários nordestinos
| Segmento | Oportunidades de negócios | Caminhos possíveis para empresas brasileiras |
|---|---|---|
| Indústria e manufatura | Equipamentos, componentes, produtos industriais e transformação de matérias-primas | Exportação, fornecimento de peças, parcerias industriais e instalação de operações |
| Tecnologia e eletrônicos | Componentes eletrônicos, equipamentos, soluções digitais e serviços tecnológicos | Desenvolvimento de software, prestação de serviços, fornecimento de componentes e parcerias |
| Alimentos e bebidas | Café, frutas, produtos processados, alimentos especiais e ingredientes | Exportação, distribuição, representação comercial e parcerias com importadores |
| Comércio e distribuição | Importação, atacado, representação de marcas e distribuição regional | Criação de canais comerciais, parcerias com distribuidores e operações de importação |
| Hotelaria e mercado imobiliário | Hospedagem, administração de imóveis, investimentos imobiliários e serviços turísticos | Participação em empreendimentos, gestão hoteleira e investimento em ativos |
| Finanças e seguros | Planejamento financeiro, gestão patrimonial e serviços especializados | Estruturação de operações internacionais e contratação de serviços profissionais |
| Serviços profissionais | Contabilidade internacional, consultoria empresarial, planejamento jurídico e suporte à expansão | Atendimento especializado a empresas brasileiras que operam ou investem nos EUA |
A tabela reúne áreas com presença relevante na economia americana e segmentos relacionados às oportunidades discutidas no ECON. Ela não representa um ranking de facilidade de entrada nem uma lista de setores com retorno garantido.
Comércio exterior também abre caminhos para produtos brasileiros
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos oferece outra referência para quem pretende internacionalizar uma empresa: os produtos que já encontram compradores no mercado americano.
Dados de comércio exterior de 2025 apontam combustíveis minerais, ferro e aço, máquinas, aeronaves, café, preparações de frutas e produtos vegetais entre os principais grupos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos.
Além disso, um levantamento do Ministério da Fazenda sobre a relação comercial bilateral destaca a participação americana em segmentos brasileiros como aeronaves e equipamentos, madeira e derivados, cobre e autopeças. O documento utiliza dados de 2024 e ajuda a identificar cadeias produtivas com histórico de comércio entre os dois países.
Para o Nordeste, essa discussão pode envolver empresas de alimentos, indústria, tecnologia, comércio e serviços. O desafio consiste em identificar compradores, compreender as exigências do mercado e estruturar uma operação comercial sustentável.
Especialistas vão discutir como entrar no mercado americano
A programação de Fortaleza contará com profissionais de diferentes áreas que atuam nos Estados Unidos. Entre os participantes anunciados estão:
- Rodrigo Fonseca: diplomata e gerente da ApexBrasil em Nova York;
- Fábio Yamada: diretor-geral da SelectFlorida Brasil, órgão ligado ao governo da Flórida;
- Vinícius Bicalho: advogado especialista em imigração;
- Mayra Chagas: contadora internacional;
- Eduardo Pyrrho: executivo especializado em planejamento financeiro internacional;
- Fabio Passos: executivo dos setores de hospitalidade e investimentos imobiliários;
- Monica Ribeiro: vice-presidente do Seacoast Bank e líder do Brazilian Desk.
A diversidade de especialidades acompanha os principais desafios de quem pretende expandir uma empresa para outro país. Afinal, a internacionalização envolve questões jurídicas, tributárias, financeiras, comerciais e operacionais.
Por isso, o empresário precisa avaliar não apenas o potencial de venda, mas também os custos de implantação, as regras do setor, a estrutura societária e as exigências para operar legalmente nos Estados Unidos.
Nordeste discute escritório de representação nos Estados Unidos
Outro tema da agenda será a estruturação de um escritório de representação do Nordeste nos Estados Unidos. A proposta busca criar um canal permanente de relacionamento entre empresas e instituições da região e o ambiente de negócios americano.
A articulação envolve o diplomata Rodrigo Fonseca e lideranças empresariais nordestinas. A iniciativa reúne representantes do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco e pretende aproximar os setores produtivos das oportunidades de comércio e investimento.
Sendo assim, o encontro em Fortaleza deve ampliar a participação do empresariado nessa discussão e contribuir para definir o modelo de atuação da estrutura. Até o momento, a proposta está em fase de articulação, e não deve ser confundida com um escritório já instalado e em funcionamento.
Educação executiva e conexões empresariais
O ECON também mantém conteúdos gratuitos sobre internacionalização e mercado americano em suas redes sociais e no YouTube, pelo perfil @econ.businesshub.
Segundo Glaucio Uchôa, economista e idealizador do projeto, a iniciativa busca oferecer orientação para que empresários nordestinos compreendam os caminhos de entrada no mercado americano.
“No ECON, oferecemos educação executiva acessível e qualificada para que o empresário do Nordeste entenda como se posicionar nos Estados Unidos de forma segura. Discutir a criação do escritório do Nordeste nos EUA e integrar nossos líderes em imersões internacionais são passos decisivos para colocar a nossa região de forma definitiva na rota do comércio global”, afirma.
O projeto também promove imersões empresariais nos Estados Unidos, com o objetivo de aproximar empreendedores brasileiros de profissionais, instituições e ambientes de negócios internacionais.
Portanto, a edição de 2026 conta com patrocínio e apoio institucional do Banco do Nordeste, Sebrae, Sistema Fecomércio (Sesc/Senac) e Sistema Indústria, por meio da FIEC. O Consulado-Geral do Brasil em Orlando e a Prefeitura de Orlando também aparecem entre os apoiadores institucionais.



