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Descubra como o Nordeste já gera quatro de cada 10 empregos criados no Brasil

O Nordeste teve participação expressiva na geração de empregos com carteira assinada no Brasil em setembro de 2026. A região foi responsável por 40,5% das vagas formais abertas no País, com saldo positivo de 49.142 ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
5 de novembro de 2026 - às 09:22
Atualizado 5 de novembro de 2026 - às 09:22
4 min de leitura
Desemprego PE
Muitos jovens nordestinos buscam a primeira oportunidade de emprego. Foto_Gabriel_Santana_Sedepe

O Nordeste teve participação expressiva na geração de empregos com carteira assinada no Brasil em setembro de 2026. A região foi responsável por 40,5% das vagas formais abertas no País, com saldo positivo de 49.142 postos de trabalho. Antes de mais nada, esse número mostra que quatro de cada 10 empregos criados no Brasil vieram do Nordeste.

O resultado considera 337.409 admissões e 288.267 desligamentos, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No Brasil, foram criados 121.305 empregos formais no período. Em resumo, os números são fruto de um estudo da Coordenação de Estudos e Pesquisas da Sudene e estão disponíveis na plataforma Data Nordeste.

O desempenho regional foi impulsionado principalmente pela indústria e pelo setor de serviços. Desse modo, Pernambuco liderou a geração de vagas entre os estados nordestinos, seguido por Alagoas e Bahia.

Pernambuco lidera geração de empregos no Nordeste

Ao mesmo tempo, os nove estados da região encerraram setembro com saldo positivo na criação de empregos formais. Pernambuco apresentou o melhor resultado, com 13.371 novas vagas. Em seguida aparecem Alagoas, com 11.110, e Bahia, com 9.626 postos de trabalho.

Afinal, a soma destes números mostram que os três estados concentraram 69,3% das oportunidades criadas no Nordeste durante o mês.

Assim, confira o desempenho de cada estado:

EstadoSaldo de empregos em setembro
Pernambuco13.371
Alagoas11.110
Bahia9.626
Ceará5.156
Paraíba3.895
Sergipe3.668
Rio Grande do Norte879
Piauí783
Maranhão654
Total do Nordeste49.142

Os dados mostram que a geração de empregos alcançou todos os estados nordestinos, embora Pernambuco, Alagoas e Bahia tenham concentrado a maior parte do saldo regional.

Indústria e serviços puxam a criação de vagas

A indústria foi o principal destaque da economia nordestina em setembro, com 17.899 novos empregos. O número corresponde a 36,4% de todas as vagas criadas na região.

O setor de serviços também apresentou desempenho significativo, com 15.193 postos de trabalho. Juntas, indústria e serviços responderam por 67,3% do saldo positivo do Nordeste.

A indústria de transformação teve participação decisiva nesse resultado. Foram 16.384 novas vagas nessa atividade, o equivalente a 91,5% de todo o saldo industrial regional.

Alagoas liderou a geração de empregos na indústria, com 7.980 postos, seguida por Pernambuco, com 5.890. Os dois estados concentraram 77,5% das vagas industriais criadas no Nordeste.

A princípio, o Maranhão foi a única unidade da região a registrar resultado negativo nesse setor, com saldo de 723 vagas fechadas.

Construção, comércio e agropecuária também registram saldo positivo

Além da indústria e dos serviços, outros setores importantes da economia regional contribuíram para o resultado de setembro.

Em suma, a construção civil abriu 5.556 vagas, com Bahia e Pernambuco na liderança. O comércio registrou saldo de 5.430 empregos, enquanto a agropecuária terminou o mês com 5.066 novos postos.

Veja o resultado por setor:

Setor econômicoNovas vagas
Indústria17.899
Serviços15.193
Construção5.556
Comércio5.430
Agropecuária5.066
Total49.144*

Na construção, Bahia (1.914 vagas) e Pernambuco (1.903) apresentaram os melhores resultados. No comércio, os destaques foram Bahia (1.162), Pernambuco (971) e Maranhão (841).

Já na agropecuária, Pernambuco criou 2.066 empregos, Alagoas abriu 1.446 e Sergipe registrou 1.136. Piauí e Bahia tiveram saldos negativos, com 424 e 704 postos a menos, respectivamente.

Jovens de 18 a 24 anos lideram contratações

Contudo, a análise por faixa etária revela que os jovens foram os principais beneficiados pela geração de empregos formais em setembro. Dessa forma, trabalhadores entre 18 e 24 anos conquistaram 24.299 vagas, quase metade do saldo regional.

Também houve resultados positivos entre pessoas de 40 a 49 anos, com 7.740 postos; de 30 a 39 anos, com 6.885; e de 25 a 29 anos, com 5.606. A única faixa etária com saldo negativo foi a de trabalhadores com 65 anos ou mais, que registrou 593 vagas a menos.

Na divisão por escolaridade, quem concluiu o ensino médio liderou a ocupação das novas vagas, com saldo de 28.996 empregos. Também se destacaram trabalhadores com até a 5ª série incompleta, que tiveram 5.963 postos, e aqueles com ensino médio incompleto e escolaridade entre a 6ª e a 9ª série do ensino fundamental, ambos com 3.494 vagas.