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Nordeste iguala Sudeste e é a única região do Brasil a crescer rebanho bovino

O Nordeste acaba de escrever um novo capítulo na pecuária brasileira. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada na última quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
1 de outubro de 2026 - às 08:31
Atualizado 1 de outubro de 2026 - às 08:31
3 min de leitura

O Nordeste acaba de escrever um novo capítulo na pecuária brasileira. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada na última quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região foi a única do país a registrar crescimento do rebanho bovino. Dessa forma, alcançou pela primeira vez em sua história a marca de 37,3 milhões de cabeças. Assim, supera o patamar dos 37 milhões e igualando o Sudeste, que recuou pelo terceiro ano consecutivo.

A princípio, o avanço de 2,2% em relação a 2024 representa 815,9 mil cabeças a mais no efetivo regional. Mais do que um número isolado, o resultado coroa um ciclo de expansão de nove anos. Antes de mais nada, em 2016, o rebanho nordestino somava 28,4 milhões de cabeças. Ou seja, crescimento acumulado de 31,2% em um período em que o rebanho nacional encolhia.

O que explica o desempenho nordestino

Enquanto o Centro-Oeste, maior produtor nacional, recuou 3,7% e o Norte caiu 1,8%, o Nordeste seguiu na contramão. Dessa maneira, Sudeste e Sul também amargaram o terceiro ano seguido de retração, com quedas de 1% e 1,7%, respectivamente.

Ao mesmo tempo, o movimento tem raízes estruturais. Afinal, a expansão da pecuária no semiárido, o uso de tecnologias adaptadas ao clima e a migração de investimentos do Centro-Oeste para novas fronteiras explicam, em parte, o fenômeno.

Dessa forma, em 2016, a diferença entre Nordeste e Sudeste era de 10,7 milhões de cabeças. Portanto, nove anos depois, o intervalo praticamente desapareceu: são menos de 34 mil animais separando as duas regiões.

Hoje, o Nordeste responde por 15,9% do rebanho bovino brasileiro.

Sergipe lidera em percentual; Bahia e Maranhão concentram o rebanho

Em suma, o crescimento regional não foi uniforme entre os nove estados. Em termos percentuais, Sergipe liderou com alta de 9,7%, chegando a 1,5 milhão de cabeças. O Rio Grande do Norte veio na sequência, com 8,6% de crescimento, também atingindo 1,5 milhão.

Em termos absolutos, Sergipe e Bahia praticamente empataram no topo: 130,5 mil e 130,4 mil cabeças a mais, respectivamente. Ceará (+128,1 mil), Pernambuco (+124,0 mil) e Rio Grande do Norte (+118,8 mil) completam os cinco maiores ganhos absolutos.

Desse modo, na outra ponta, o Piauí foi o único estado nordestino a recuar: queda de 0,6%, equivalente a 7.995 cabeças a menos, encerrando 2025 com 1,4 milhão de animais.

Contudo, a base do rebanho permanece concentrada em dois estados. A Bahia lidera com 13,8 milhões de cabeças (37% do total regional), crescimento de 1%. O Maranhão vem na sequência, com 10,3 milhões (27,7%), praticamente estável. Juntos, os dois estados respondem por 64,7% do rebanho bovino nordestino.

Rebanho bovino por estado do Nordeste — 2025

EstadoRebanho (milhões de cabeças)Participação no NordesteVariação vs. 2024
Bahia13,837,0%+1,0%
Maranhão10,327,7%+0,1%
Ceará3,08,0%—
Pernambuco2,87,5%—
Paraíba1,64,3%—
Rio Grande do Norte1,54,0%+8,6%
Alagoas1,54,0%—
Sergipe1,54,0%+9,7%
Piauí1,43,8%−0,6%
Total Nordeste37,3100%+2,2%

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