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Estado do Nordeste é o 2º do Brasil em salário inicial de professores

Quando o assunto é valorização dos profissionais da educação, o Maranhão tem muito o que comemorar. Um levantamento inédito do Movimento Profissão Docente, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), revelou que o estado ocupa ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
7 de julho de 2026 - às 08:19
Atualizado 7 de julho de 2026 - às 08:19
4 min de leitura
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O levantamento mostrou que os professores do Ceará tem o melhor salário do Nordeste.

Quando o assunto é valorização dos profissionais da educação, o Maranhão tem muito o que comemorar. Um levantamento inédito do Movimento Profissão Docente, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), revelou que o estado ocupa a segunda posição no ranking nacional de salário inicial dos professores da rede estadual

A princípio, o dado é um marco importante para a educação maranhense e coloca o estado em evidência no cenário nacional. Dessa forma, mostra que é possível, sim, investir na carreira docente e oferecer condições atrativas para quem escolhe o magistério como profissão.

Maranhão com salário acima da média nacional

Assim, o estudo mostrou que a remuneração inicial média dos professores das redes estaduais brasileiras foi de R$ 6.212 em 2025.

Antes de mais nada, esse valor supera o piso nacional do magistério. Ao mesmo tempo, isso evidencia um esforço significativo da gestão estadual em valorizar quem está na linha de frente da sala de aula.

Por que isso é importante?

Ao mesmo tempo, os pesquisadores responsáveis pelo levantamento destacam que oferecer uma remuneração competitiva no início da carreira é uma das estratégias mais eficazes para atrair profissionais qualificados para a docência.

Em um contexto onde a evasão de professores tem sido uma preocupação constante em todo o país, salários iniciais atrativos funcionam como um “chamariz” para talentos. Desse modo, ajudam a reduzir o abandono da profissão nos primeiros anos.

No entanto, os especialistas fazem um alerta: o valor do salário é apenas uma parte da equação. Para que a qualidade do ensino realmente avance, é fundamental que os investimentos em valorização docente andem lado a lado com:

  • Melhoria das condições de trabalho nas escolas;
  • Desenvolvimento de planos de carreira claros e atrativos;
  • Formação continuada e acesso a capacitações;
  • Ambiente escolar seguro e acolhedor para alunos e professores.

O Maranhão, ao se destacar no quesito salarial, dá um passo importante, mas ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que esses profissionais permaneçam motivados e tenham as ferramentas necessárias para oferecer uma educação de excelência.

O que explica a diferença entre os estados?

O levantamento do CLP aponta que as diferenças salariais entre os estados brasileiros refletem uma combinação de fatores, como:

  • Capacidade fiscal de cada unidade da federação;
  • Estrutura dos planos de carreira e políticas de progressão;
  • Prioridade política dada à educação pelos governos estaduais.

Nesse cenário, o Maranhão se destaca por ter conseguido, mesmo em um contexto de restrições orçamentárias, priorizar o investimento no magistério, garantindo que o ingresso na carreira seja financeiramente atrativo para os novos professores.

Dia dos professores
Cada vez mais jovens estão se interessando pela profissão de professor. Foto: Freepik

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Confira na tabela abaixo a posição do Maranhão e dos demais estados que lideram o ranking de remuneração inicial com jornada de 40 horas semanais:

PosiçãoEstadoSalário Inicial (R$)
Mato Grosso do SulR$ 13.007,12
MaranhãoR$ 8.452,00
ParáR$ 8.289,86
RoraimaR$ 7.700,47
Mato GrossoR$ 7.343,44
Média NacionalR$ 6.212,36

Em suma, o reconhecimento do Maranhão no ranking nacional é um motivo de incentivo para que outros governos invistam cada vez mais na educação. Compartilhe essa notícia e ajude a valorizar a profissão docente!

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.