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Paraíba tem maior alta proporcional de empregos do país

Nordeste criou 59.356 empregos formais em agosto. Veja os números dos nove estados e por que a Paraíba teve a maior alta proporcional do país.
Eliseu Lins, da Agência NE9
1 de outubro de 2026 - às 08:10
Atualizado 1 de outubro de 2026 - às 08:10
6 min de leitura

Região respondeu por 35,8% das novas vagas formais abertas no Brasil; todos os nove estados nordestinos tiveram saldo positivo

O mercado de trabalho formal ganhou força no Nordeste em agosto. Segundo os dados mais recentes do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a região abriu 59.356 empregos com carteira assinada no mês.

A princípio. o resultado representa 35,8% dos 165.827 novos postos criados em todo o Brasil e também marcou o maior saldo mensal do Nordeste em 2026. Além disso, todos os nove estados da região terminaram agosto com mais contratações do que desligamentos.

Entretanto, um estado chamou atenção por outro indicador. A Paraíba registrou crescimento de 1,59% no estoque de empregos formais, a maior alta proporcional entre todas as unidades da Federação no mês.

Pernambuco lidera em número de vagas

Quando o critério é quantidade absoluta de novos postos, Pernambuco ficou na frente entre os estados nordestinos, com saldo de 13.428 empregos formais em agosto.

Na sequência aparecem:

EstadoNovas vagas em agosto
Pernambuco13.428
Bahia11.647
Ceará9.295
Paraíba8.852
Rio Grande do Norte4.890
Alagoas3.791
Maranhão3.188
Sergipe2.382
Piauí1.883
Nordeste59.356

Os números mostram que a geração de empregos alcançou os nove estados nordestinos durante o mês.

Pernambuco também apareceu entre os maiores resultados do país. O estado ficou atrás apenas de São Paulo, que abriu 42.533 vagas, e do Rio de Janeiro, com 20.886.

Paraíba tem a maior alta proporcional do Brasil

setor de serviços na Paaiba é destaque nacional foto freepik
setor de serviços na Paaiba é destaque nacional foto freepik

Embora tenha ficado em quarto lugar no número absoluto de vagas do Nordeste, a Paraíba apresentou o resultado proporcional mais expressivo do país.

O estado criou 8.852 postos formais em agosto, o que elevou seu estoque de empregos em 1,59% em relação ao mês anterior.

O percentual colocou a Paraíba à frente de Amapá, com 1,38%, e Rio Grande do Norte, com 0,92%, segundo o Ministério do Trabalho.

Além disso, a indústria teve participação importante no resultado paraibano. O setor abriu 4.088 vagas, o maior saldo industrial entre os estados nordestinos no mês. A agropecuária acrescentou outras 1.265 vagas.

Serviços e indústria puxaram o resultado regional

O crescimento do emprego nordestino não ficou concentrado em apenas uma atividade.

No conjunto dos estados, Serviços e Indústria responderam por 63,1% das novas vagas líquidas abertas em agosto, segundo os dados regionais compilados pela plataforma Data Nordeste, da Sudene.

Os Serviços lideraram, com 24.931 novos postos, enquanto a Indústria acrescentou 12.540.

Dentro dos Serviços, algumas atividades tiveram destaque. A área de Educação abriu 5.998 vagas, enquanto Saúde Humana e Serviços Sociais registrou outras 4.456.

No Brasil, o cenário também foi liderado pelos Serviços. O setor criou 110.346 empregos em agosto. Depois vieram Construção, com 20.848; Indústria, com 16.613; Comércio, com 16.565; e Agropecuária, com 1.452.

Ceará também aparece entre os maiores geradores

O Ceará abriu 9.295 vagas em agosto e ficou com o terceiro maior saldo do Nordeste.

O resultado veio principalmente dos Serviços, que criaram 5.267 postos, e da Construção, que abriu outras 1.897 vagas. O Comércio acrescentou 1.193 e a Agropecuária, 945.

Com isso, o Ceará acumulou 37.697 novos empregos formais entre janeiro e agosto de 2026.

Rio Grande do Norte teve força na agropecuária

O Rio Grande do Norte também encerrou agosto com saldo positivo, com 4.890 novos empregos formais.

O diferencial potiguar apareceu na Agropecuária. O setor foi responsável por 2.620 novas vagas, mais da metade do saldo estadual. O resultado colocou o RN como o segundo maior gerador de empregos do setor no Nordeste naquele mês, atrás apenas de Pernambuco.

Assim, o desempenho regional mostra que diferentes atividades sustentaram o crescimento em cada estado.

Nordeste acumula mais de 211 mil vagas no ano

O resultado de agosto também melhorou o acumulado regional.

Entre janeiro e agosto, o Nordeste acumulou 211.915 novos empregos formais, o equivalente a 18,7% do saldo nacional no período.

No Brasil, o Novo Caged contabilizou 1.134.033 novos postos formais nos oito primeiros meses de 2026, com crescimento de 2,41% no estoque de empregos.

Na região, a variação acumulada também ficou acima da média nacional: o Nordeste apresentou crescimento de 2,68% no estoque de empregos formais até agosto.

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O que explica o resultado?

Os dados mostram uma combinação de fatores.

Primeiramente, Serviços tiveram participação decisiva no resultado regional. Além disso, a Indústria ganhou peso em estados como Paraíba e Bahia, enquanto a Construção continuou abrindo vagas em diferentes mercados.

A dinâmica também varia conforme a economia de cada estado.

Na Paraíba, por exemplo, a indústria teve forte participação. Já no Rio Grande do Norte, a Agropecuária respondeu por mais da metade do saldo mensal. No Ceará, Serviços e Construção concentraram grande parte das novas oportunidades.

Portanto, o resultado regional não depende de um único setor.

E as cidades?

O movimento também apareceu nos principais centros urbanos nordestinos.

Em agosto, Salvador registrou saldo de 27.159 empregos, Fortaleza teve 21.797 e Recife alcançou 21.702. Fora das capitais, Camaçari, na Bahia, abriu 8.698 vagas, enquanto Campina Grande, na Paraíba, registrou 8.128.

Esses números mostram que a geração de empregos não ficou restrita às capitais.

No caso de Campina Grande, por exemplo, o resultado reforça a partic

Nordeste responde por mais de um terço das vagas do Brasil

O dado mais expressivo do levantamento aparece quando a região é comparada com o restante do país. Dos 165.827 empregos formais criados no Brasil em agosto, 59.356 ficaram no Nordeste.

Isso significa que aproximadamente um em cada três novos empregos formais criados no país no mês surgiu na região.

Além disso, o Nordeste apresentou crescimento relativo de 0,74%, o maior entre as cinco regiões brasileiras em agosto.

O mapa do emprego formal no Nordeste em agosto

Pernambuco: maior saldo absoluto, com 13.428 vagas.

Bahia: 11.647 novas vagas.

Ceará: 9.295.

Paraíba: 8.852 e maior crescimento proporcional do país.

Rio Grande do Norte: 4.890.

Alagoas: 3.791.

Maranhão: 3.188.

Sergipe: 2.382.

Piauí: 1.883.

Assim, agosto terminou com saldo positivo em todos os estados nordestinos.

Portanto, o resultado coloca o mercado de trabalho da região em um momento de forte geração de empregos formais. Ao mesmo tempo, os números mostram diferenças importantes entre os estados e setores.

Enquanto Pernambuco liderou em quantidade de vagas, a Paraíba apresentou a maior expansão proporcional do país. Já Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte tiveram setores específicos puxando seus resultados.

Por fim, o desempenho de agosto elevou para 211.915 o número de empregos formais criados no Nordeste em 2026 até agora, mantendo a região responsável por uma parcela relevante da geração de postos de trabalho do país.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.