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Como Flávio Bolsonaro mira a votação nos estados do Nordeste

A campanha do senador projeta reduzir a vantagem de Lula em estados como Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, além de buscar uma derrota “mais equilibrada” em Alagoas A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
21 de setembro de 2026 - às 08:14
Atualizado 21 de setembro de 2026 - às 08:14
4 min de leitura

A campanha do senador projeta reduzir a vantagem de Lula em estados como Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, além de buscar uma derrota “mais equilibrada” em Alagoas

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência já trabalha com uma projeção clara: reduzir a distância para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste em comparação com as eleições de 2022. Ao mesmo tempo, nos três estados da região onde a aposta é mais forte (Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte), aliados do senador calculam que as alianças montadas seriam capazes de amortizar as derrotas que Jair Bolsonaro (PL) sofreu para o atual presidente há quatro anos.

A princípio, a estratégia não se limita ao Nordeste. Para a região Norte, Flávio espera vencer no Pará ou no Amazonas. Nas últimas semanas, ele intensificou as agendas na região, diante de pesquisas de intenção de voto que o colocam tecnicamente empatado com Lula.

O mapa da aposta de Flávio Bolsonaro no Nordeste

Alagoas: meta de vencer em 35 cidades

Em Alagoas, a campanha projeta uma derrota “mais equilibrada” do que em 2022, quando Jair Bolsonaro perdeu para Lula em 89 dos 102 municípios alagoanos. Desta vez, a meta é vencer em, pelo menos, 35 cidades.

Em Maceió, única capital nordestina em que Jair Bolsonaro venceu, o objetivo é ampliar a vantagem. Um fator pesa a favor: o vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL), é alagoano. Dessa forma, pode funcionar como um ativo eleitoral importante no estado.

FLAVIO-E-ALFREDO. Foto: Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha
Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. Foto: Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha

Ceará: a aliança com Ciro Gomes

No Ceará, o bolsonarismo aposta na aliança construída com Ciro Gomes (PSDB). A avaliação interna é de que essa parceria poderia impulsionar os votos no estado, onde Lula tem forte histórico de votação.

Rio Grande do Norte: a força de Rogério Marinho

No Rio Grande do Norte, o partido acredita na força do senador Rogério Marinho (PL), que atua como coordenador da campanha de Flávio. Dessa forma, a presença de um nome local com capital político é vista como diferencial para reduzir a diferença em relação ao PT.

Pernambuco: aposta no Senado

Em Pernambuco, estado natal de Lula, a situação é mais delicada. Flávio não declara votos na disputa entre Raquel Lyra e João Campos pelo governo estadual. Contudo, a aposta gira em torno da parceria com Mendonça Filho (PL) para o Senado — uma forma de marcar presença sem se envolver diretamente na briga local.

Resumo das estratégias por estado

EstadoEstratégia principalMeta / Aposta
AlagoasReduzir derrota e ampliar vantagem em MaceióVencer em pelo menos 35 cidades; vice Alfredo Gaspar é alagoano
CearáAliança com Ciro Gomes (PSDB)Impulsionar votos com a parceria
Rio Grande do NorteForça de Rogério Marinho (PL)Coordenador da campanha atua como cabo eleitoral local
PernambucoParceria com Mendonça Filho (PL) para o SenadoNão declara votos na disputa estadual; foco no Senado

Corrida contra o tempo

Antes de mais nada, o filho primogênito de Bolsonaro “corre contra o tempo” para realizar agendas nesses estados nos próximos dias. Assim, a campanha tem como certo que concentrará os últimos esforços antes do primeiro turno na região Sudeste, onde Flávio peregrinará por municípios do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Em suma, esses são os três maiores colégios eleitorais do país.

Portanto, a lógica é clara: garantir presença no Nordeste enquanto ainda há espaço no calendário, para depois focar no Sudeste, onde está o maior volume de votos. Afinal, o sucesso dessa estratégia depende, em grande parte, da capacidade das alianças estaduais de transformar apoio político em votos concretos.