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BNB prevê R$ 8,14 bilhões do FNE para financiar economia do Ceará em 2027

BNB prevê R$ 8,14 bilhões do FNE para o Ceará em 2027. Veja quanto cada setor da economia deve receber na programação proposta.
Eliseu Lins, da Agência NE9
18 de setembro de 2026 - às 07:03
Atualizado 18 de setembro de 2026 - às 07:03
5 min de leitura

O Banco do Nordeste (BNB) apresentou nesta quinta-feira (17) a proposta de distribuição dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para o Ceará em 2027. O planejamento prevê R$ 8,14 bilhões para financiar atividades produtivas no estado.

A proposta distribui os recursos entre comércio e serviços, infraestrutura, pecuária, indústria, agricultura e turismo. Além disso, inclui uma parcela destinada a pessoas físicas.

A apresentação ocorreu na Superintendência Estadual do BNB no Ceará, em Fortaleza, com a participação de representantes de órgãos públicos, entidades empresariais e instituições ligadas ao desenvolvimento econômico.

Comércio e serviços devem receber maior parcela

Pela proposta apresentada, comércio e serviços concentram o maior volume de recursos, com R$ 2,44 bilhões previstos para 2027.

Em seguida, aparecem infraestrutura, pecuária e indústria. Juntos, esses quatro setores concentram a maior parte da programação apresentada pelo banco.

SetorRecursos previstos para 2027
Comércio e serviçosR$ 2,44 bilhões
InfraestruturaR$ 1,82 bilhão
PecuáriaR$ 1,57 bilhão
IndústriaR$ 1,53 bilhão
AgriculturaR$ 505,4 milhões
TurismoR$ 245,8 milhões
Pessoa físicaR$ 17,3 milhões
TotalR$ 8,14 bilhões

Os valores fazem parte da proposta de programação para 2027 e servem como referência para a aplicação dos recursos do FNE no Ceará ao longo do próximo ano.

Infraestrutura terá R$ 1,82 bilhão

A infraestrutura aparece como o segundo maior destino da programação, com R$ 1,82 bilhão.

O planejamento contempla projetos estruturantes para o Ceará, incluindo iniciativas relacionadas à expansão portuária, ferroviária e da cabotagem.

Esses investimentos podem alcançar diferentes regiões e setores da economia, principalmente quando projetos de infraestrutura ampliam a capacidade de transporte e movimentação de cargas.

Além disso, o BNB pretende manter espaço para projetos apresentados pelos diferentes segmentos econômicos durante a construção da programação.

Indústria terá R$ 1,53 bilhão

A indústria deve contar com R$ 1,53 bilhão dentro da proposta.

O volume coloca o setor entre os quatro principais destinos dos recursos do FNE no Ceará em 2027. A linha de financiamento pode apoiar empresas em projetos de expansão, modernização e investimentos produtivos, de acordo com as condições e programas disponíveis para cada atividade.

Ao mesmo tempo, a distribuição mantém recursos para agricultura, pecuária e turismo, setores que possuem forte participação na economia cearense.

Turismo terá R$ 245,8 milhões

O turismo aparece com R$ 245,8 milhões previstos.

O valor pode financiar projetos relacionados à atividade turística no estado, incluindo investimentos de empresas que atendam aos critérios das linhas do FNE.

O setor possui importância estratégica para o Ceará, principalmente pela força dos destinos de litoral, serra e interior. Dessa maneira, o crédito pode alcançar diferentes segmentos da cadeia turística, conforme os projetos apresentados e as regras de financiamento.

BNB quer ampliar o acesso de pequenos negócios

Durante a apresentação, a superintendente estadual do BNB no Ceará, Eliane Brasil, destacou a participação de federações, entidades empresariais e órgãos estaduais na construção da proposta.

Segundo ela, o banco pretende manter atenção especial aos micro e pequenos empresários, ao mesmo tempo em que financia projetos de maior porte.

A estratégia também considera os recursos que retornam ao Fundo por meio dos pagamentos dos financiamentos anteriores. Assim, o volume disponível para novos investimentos não depende apenas das dotações orçamentárias.

Além disso, o banco afirma que mantém como prioridade a interiorização do desenvolvimento regional, levando o crédito para além dos grandes centros urbanos.

CDL destaca importância do crédito para o comércio

O superintendente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Rodrigo Leite, destacou o papel do FNE no financiamento das empresas.

Segundo ele, o comércio e os serviços concentram um grande número de empresas que dependem do crédito para investir e manter suas atividades.

“O FNE é um recurso que vem do Governo Federal, muito bem gerido por uma instituição séria e reconhecida: o Banco do Nordeste.”

Leite também destacou o volume destinado ao comércio e aos serviços na programação e afirmou que o acesso ao financiamento é importante para o crescimento e a manutenção dos negócios.

Proposta ainda pode receber sugestões

Os valores apresentados nesta quinta-feira fazem parte do processo de construção da programação do FNE para 2027.

Por isso, o BNB ainda pretende receber sugestões dos diferentes setores econômicos. A instituição deve considerar as demandas apresentadas por entidades empresariais e órgãos públicos antes da aplicação dos recursos.

A proposta, portanto, funciona como um planejamento para orientar a distribuição do crédito no próximo ano.

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FNE é uma das principais fontes de financiamento do Nordeste

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste foi criado para contribuir com o desenvolvimento econômico e social da região por meio do financiamento de atividades produtivas.

O Banco do Nordeste administra os recursos e direciona financiamentos para empresas e produtores dentro das regras estabelecidas para o Fundo.

No Ceará, a programação para 2027 prevê R$ 8,14 bilhões, distribuídos entre setores que vão do comércio à infraestrutura, passando pela indústria, agropecuária e turismo.

Agora, as discussões sobre a programação devem avançar até a definição da aplicação dos recursos. Com isso, empresas, produtores e entidades setoriais poderão acompanhar as linhas e condições disponíveis para os investimentos previstos para o próximo ano.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.