Os motoristas do Nordeste encontraram preços menores nos postos em julho. Etanol, gasolina e os dois tipos de diesel registraram queda na comparação com junho, segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A maior redução ocorreu no etanol, enquanto Bahia e Pernambuco se destacaram com alguns dos menores preços médios da região.
A princípio, o movimento de queda atingiu todos os principais combustíveis analisados pelo levantamento e pode representar algum alívio no orçamento das famílias e também nos custos de empresas que dependem do transporte rodoviário.
Entre os combustíveis, o etanol apresentou a maior redução no Nordeste: 2,85%, encerrando julho com preço médio de R$ 5,12 por litro.
A gasolina caiu menos, mas também ficou mais barata. O combustível registrou redução média de 0,42%, passando a custar R$ 7,12.
Diesel também ficou mais barato no Nordeste
A redução chegou também ao combustível diretamente relacionado ao transporte de cargas e passageiros. O diesel comum apresentou queda de 0,94%, chegando à média regional de R$ 7,38.
Já o diesel S-10 recuou 1,34% e terminou julho também com preço médio de R$ 7,38.
Confira o cenário regional:
| Combustível | Preço médio em julho | Variação |
|---|---|---|
| Etanol | R$ 5,12 | -2,85% |
| Gasolina | R$ 7,12 | -0,42% |
| Diesel comum | R$ 7,38 | -0,94% |
| Diesel S-10 | R$ 7,38 | -1,34% |
Bahia tem o etanol mais barato
Na comparação entre os nove estados nordestinos, a Bahia registrou o menor preço médio do etanol.
O litro foi comercializado a R$ 4,84, depois de apresentar uma redução de 3,78% em relação a junho.
Na outra ponta aparece Sergipe.
Mesmo após uma queda de 1,89%, o estado registrou o etanol mais caro do Nordeste, com média de R$ 5,72.
Sergipe também apresentou a gasolina mais cara entre os estados nordestinos: R$ 7,49 por litro, apesar da redução de 1,06% no período.
Pernambuco tem os menores preços do diesel
Para quem utiliza veículos movidos a diesel, Pernambuco apresentou os menores preços médios identificados pelo levantamento.
O diesel comum chegou a R$ 7,20, após uma redução de 2,70%.
No diesel S-10, o preço médio pernambucano ficou ainda menor, em R$ 7,08, com queda de 2,07% na comparação mensal.
Assim, dois estados se destacaram entre os menores preços encontrados pelo levantamento: Bahia no etanol e Pernambuco no diesel.
Gasolina ainda compensa mais em seis estados
Apesar da queda mais acentuada do etanol, a gasolina continua sendo considerada economicamente mais vantajosa em seis dos nove estados nordestinos, segundo a análise da Edenred Mobilidade.
Isso acontece porque a escolha entre gasolina e etanol não depende apenas do preço exibido na bomba. Como o rendimento do veículo abastecido com etanol geralmente é menor, é preciso comparar a relação entre os preços dos dois combustíveis.
“A queda generalizada nos combustíveis no Nordeste reflete um momento favorável para o abastecimento na região. A forte redução do etanol consolida a sua atratividade em estados como a Bahia, enquanto o recuo no diesel alivia a ponta final da cadeia de suprimentos”, explica Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.
Segundo ele, embora a gasolina permaneça economicamente mais vantajosa na maioria dos estados nordestinos, o etanol possui a vantagem ambiental de ser um combustível renovável e apresentar menor impacto nas emissões.
Queda do diesel pode ter impacto além dos postos
A redução dos preços do diesel tem uma importância adicional para a economia.
Grande parte da circulação de mercadorias no Brasil depende do transporte rodoviário. Por isso, mudanças no preço do diesel afetam diretamente os custos de caminhões, transportadoras, empresas de logística e diferentes cadeias produtivas.
Uma redução persistente pode contribuir para diminuir pressões sobre custos de transporte, embora o preço final dos produtos dependa de diversos outros fatores.

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Como é feito o levantamento
O Índice de Preços Edenred Ticket Log acompanha os valores pagos nos abastecimentos realizados na rede credenciada da empresa.
Segundo a Edenred Mobilidade, a base envolve aproximadamente 21 mil postos credenciados, cerca de 1 milhão de veículos administrados e uma média de 55 transações por segundo.
A quantidade de operações permite acompanhar as mudanças nos preços efetivamente pagos pelos consumidores e empresas nos postos.
Com a redução registrada em julho, a atenção agora estará voltada para agosto para saber se o movimento continuará e se o alívio percebido nos postos nordestinos conseguirá se manter nos próximos meses.


