O Black Pantera está oficialmente em modo de conquista. A banda mineira, um dos maiores nomes do rock nacional na atualidade, anunciou uma mini turnê que vai percorrer cinco cidades do Nordeste em janeiro de 2027 — e o roteiro inclui três shows no interior, reforçando a aposta do trio em levar seu som pesado e sua mensagem para além dos grandes centros.
As datas, no entanto, sofreram um ajuste importante: os shows foram reagendados por conta da participação da banda no Grammy Latino, marcado para o dia 12 de novembro, em Los Angeles.
As cidades da turnê
O roteiro nordestino passa por:
| Cidade | Estado |
|---|---|
| Fortaleza | Ceará |
| Natal | Rio Grande do Norte |
| Juazeiro do Norte | Ceará |
| Mossoró | Rio Grande do Norte |
| Sousa | Paraíba |
A princípio, a escolha de cidades como Juazeiro do Norte, Mossoró e Sousa chama atenção: trata-se de uma aposta clara no público do interior, historicamente carente de grandes shows de rock e metal. Em suma, não é a primeira vez que a banda investe nesse circuito — em 2024, o Black Pantera já havia passado por Fortaleza, Natal, Campina Grande, Juazeiro do Norte, Sousa, Caicó, João Pessoa e Recife em uma tour nordestina que dividiu palco com a Eskröta.
Grammy Latino: o motivo do reagendamento
Assim, a indicação ao Grammy Latino 2026 não é um detalhe qualquer. O Black Pantera concorre na categoria “Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa” com o disco ao vivo “Resistência! Ao Vivo no Circo Voador”.
A cerimônia acontece em 12 de novembro, em Los Angeles — e a banda quer estar presente. Por isso, as datas originalmente previstas para novembro foram empurradas para janeiro de 2027. Dessa forma, garante que o trio possa conciliar a agenda internacional com a turnê brasileira sem sacrifícios.
Uma banda em ascensão meteórica
Para quem acompanha a trajetória do Black Pantera, a indicação ao Grammy Latino é apenas mais um capítulo de um momento histórico. Formada em Uberaba (MG) em 2014, a banda — liderada pelos irmãos Charles Gama (guitarra e vocal) e Chaene da Gama (baixo e vocal), ao lado do baterista Rodrigo “Pancho” Augusto — construiu uma carreira sólida sem nunca abrir mão de sua identidade: letras que abordam racismo estrutural, desigualdade social, violência e política, embaladas por um som que mistura thrash metal, hardcore punk e groove.
Nos últimos anos, o grupo acumulou conquistas que poucos artistas de rock nacional podem ostentar:
- Três participações consecutivas no Rock in Rio (2022, 2024 e 2026);
- Abertura para o Korn no Allianz Parque, em São Paulo, em maio de 2026;
- Shows em festivais internacionais como Hellfest (França), Rock al Parque (Colômbia) e Primavera Sound;
- Prêmio APCA de Melhor Música em 2025, pela faixa “Tradução”;
- Prêmio de Melhor Artista de Rock no 33º Prêmio da Música Brasileira em 2026.
O que esperar dos shows no Nordeste
Quem já viu o Black Pantera ao vivo sabe: não é apenas um show, é uma experiência visceral. A banda tem a reputação de transformar cada apresentação em um ato de catarse coletiva, com uma energia que conecta imediatamente com o público

