Estado registrou crescimento de 9,5% entre janeiro e agosto. Em levantamento separado sobre pequenos negócios, Bahia, Ceará e Pernambuco lideram em volume de aberturas na região
O Piauí registrou a abertura de 30.219 novas empresas entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi). O número representa um crescimento de 9,5% em relação aos oito primeiros meses de 2025, quando o estado formalizou 27.595 novos negócios.
Além disso, dados do Sebrae mostram que outros estados nordestinos também registraram um volume expressivo de novos pequenos negócios. A Bahia liderou nesse levantamento, com 169.035 aberturas, seguida pelo Ceará, com 115.324, e por Pernambuco, com 112.223 entre janeiro e agosto.
Os indicadores, porém, utilizam bases diferentes. Enquanto a Jucepi apresenta o total de novas empresas registradas no Piauí, o levantamento do Sebrae considera pequenos negócios, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Por isso, os números não permitem uma comparação direta entre todos os estados.
Piauí abriu mais de 30 mil empresas em oito meses
Os dados da Jucepi mostram que os serviços concentraram a maior parte das novas empresas no Piauí. O setor respondeu por mais da metade dos registros realizados entre janeiro e agosto de 2026.
Veja a distribuição por atividade econômica:
| Setor | Empresas abertas |
|---|---|
| Serviços | 17.265 |
| Comércio | 9.260 |
| Indústria | 3.694 |
| Total | 30.219 |
Os serviços responderam por aproximadamente 57,1% das aberturas, enquanto o comércio representou 30,6% e a indústria, 12,2%.
Na comparação anual, o Piauí passou de 27.595 para 30.219 novas empresas. Portanto, o estado registrou 2.624 aberturas a mais que no mesmo período de 2025, segundo a Junta Comercial.
Bahia, Ceará e Pernambuco lideram em pequenos negócios
Em levantamento divulgado em setembro, o Sebrae contabilizou 3,93 milhões de novos pequenos negócios no Brasil entre janeiro e agosto de 2026. O resultado representou crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Nordeste concentrou 16,1% dessas aberturas. No ranking nacional por estado, a Bahia apareceu na sétima posição, o Ceará ficou em nono lugar e Pernambuco ocupou a décima colocação.
| Estado nordestino | Pequenos negócios abertos | Participação no total nacional |
|---|---|---|
| Bahia | 169.035 | 4,29% |
| Ceará | 115.324 | 2,93% |
| Pernambuco | 112.223 | 2,85% |
A Bahia abriu cerca de 53,7 mil pequenos negócios a mais que o Ceará no período. Já a diferença entre Ceará e Pernambuco foi de aproximadamente 3,1 mil registros.
Maranhão registra uma das maiores altas do país
O Maranhão se destacou pelo ritmo de crescimento. Segundo o levantamento do Sebrae, o estado registrou aumento de 21,5% na abertura de pequenos negócios entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com os mesmos meses de 2025.
A alta colocou o Maranhão na terceira posição nacional em crescimento percentual, atrás apenas do Amapá, com 34,1%, e de Rondônia, com 25,3%.
Esse dado mostra uma diferença importante entre volume e ritmo de expansão. Bahia, Ceará e Pernambuco aparecem entre os líderes em quantidade de novos negócios, enquanto o Maranhão se destaca pela velocidade de crescimento em relação ao ano anterior.
O que os números mostram sobre o empreendedorismo no Nordeste?

LEIA TAMBÉM:
- Vídeo de Nikolas escancara preconceitos e a fábrica de mentiras como estratégia eleitoral
- TCU autoriza devolução de quase 3 mil km de ferrovias no Nordeste; entenda
- Transnordestina: veja qual trecho já funciona e por onde a ferrovia passa
Os dados disponíveis apontam para uma movimentação relevante na abertura de negócios na região, mas também revelam diferenças entre os estados e entre os indicadores utilizados.
No Piauí, os registros da Junta Comercial mostram a predominância dos serviços. Já os dados do Sebrae colocam Bahia, Ceará e Pernambuco entre os estados com maior número de pequenos negócios abertos no país. O Maranhão, por sua vez, aparece entre os destaques nacionais em crescimento percentual.
Entretanto, abrir uma empresa não significa necessariamente que ela continuará ativa, contratará funcionários ou terá crescimento sustentável. Para avaliar o impacto econômico dessas aberturas, também é importante acompanhar o fechamento de empresas, o saldo de negócios, a geração de empregos formais e a sobrevivência dos empreendimentos ao longo do tempo.
Além disso, os dados disponíveis não permitem montar um ranking único e metodologicamente uniforme com os nove estados nordestinos. Para isso, seria necessário extrair todos os registros de uma mesma base, com o mesmo período e os mesmos critérios de classificação.



