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Piauí se destaqua na abertura empresas em 2026; veja dados do Nordeste

Piauí abriu 30.219 empresas entre janeiro e agosto de 2026. Veja os dados do Sebrae para Bahia, Ceará, Pernambuco e Maranhão.
Eliseu Lins, da Agência NE9
26 de outubro de 2026 - às 07:18
Atualizado 26 de outubro de 2026 - às 07:18
4 min de leitura

Estado registrou crescimento de 9,5% entre janeiro e agosto. Em levantamento separado sobre pequenos negócios, Bahia, Ceará e Pernambuco lideram em volume de aberturas na região

O Piauí registrou a abertura de 30.219 novas empresas entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Junta Comercial do Estado do Piauí (Jucepi). O número representa um crescimento de 9,5% em relação aos oito primeiros meses de 2025, quando o estado formalizou 27.595 novos negócios.

Além disso, dados do Sebrae mostram que outros estados nordestinos também registraram um volume expressivo de novos pequenos negócios. A Bahia liderou nesse levantamento, com 169.035 aberturas, seguida pelo Ceará, com 115.324, e por Pernambuco, com 112.223 entre janeiro e agosto.

Os indicadores, porém, utilizam bases diferentes. Enquanto a Jucepi apresenta o total de novas empresas registradas no Piauí, o levantamento do Sebrae considera pequenos negócios, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Por isso, os números não permitem uma comparação direta entre todos os estados.

Piauí abriu mais de 30 mil empresas em oito meses

Os dados da Jucepi mostram que os serviços concentraram a maior parte das novas empresas no Piauí. O setor respondeu por mais da metade dos registros realizados entre janeiro e agosto de 2026.

Veja a distribuição por atividade econômica:

SetorEmpresas abertas
Serviços17.265
Comércio9.260
Indústria3.694
Total30.219

Os serviços responderam por aproximadamente 57,1% das aberturas, enquanto o comércio representou 30,6% e a indústria, 12,2%.

Na comparação anual, o Piauí passou de 27.595 para 30.219 novas empresas. Portanto, o estado registrou 2.624 aberturas a mais que no mesmo período de 2025, segundo a Junta Comercial.

Bahia, Ceará e Pernambuco lideram em pequenos negócios

Em levantamento divulgado em setembro, o Sebrae contabilizou 3,93 milhões de novos pequenos negócios no Brasil entre janeiro e agosto de 2026. O resultado representou crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Nordeste concentrou 16,1% dessas aberturas. No ranking nacional por estado, a Bahia apareceu na sétima posição, o Ceará ficou em nono lugar e Pernambuco ocupou a décima colocação.

Estado nordestinoPequenos negócios abertosParticipação no total nacional
Bahia169.0354,29%
Ceará115.3242,93%
Pernambuco112.2232,85%

A Bahia abriu cerca de 53,7 mil pequenos negócios a mais que o Ceará no período. Já a diferença entre Ceará e Pernambuco foi de aproximadamente 3,1 mil registros.

Maranhão registra uma das maiores altas do país

O Maranhão se destacou pelo ritmo de crescimento. Segundo o levantamento do Sebrae, o estado registrou aumento de 21,5% na abertura de pequenos negócios entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com os mesmos meses de 2025.

A alta colocou o Maranhão na terceira posição nacional em crescimento percentual, atrás apenas do Amapá, com 34,1%, e de Rondônia, com 25,3%.

Esse dado mostra uma diferença importante entre volume e ritmo de expansão. Bahia, Ceará e Pernambuco aparecem entre os líderes em quantidade de novos negócios, enquanto o Maranhão se destaca pela velocidade de crescimento em relação ao ano anterior.

O que os números mostram sobre o empreendedorismo no Nordeste?

MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL CEARA
A micro empresas estão cada vez mais presentes no setor de serviços.

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Os dados disponíveis apontam para uma movimentação relevante na abertura de negócios na região, mas também revelam diferenças entre os estados e entre os indicadores utilizados.

No Piauí, os registros da Junta Comercial mostram a predominância dos serviços. Já os dados do Sebrae colocam Bahia, Ceará e Pernambuco entre os estados com maior número de pequenos negócios abertos no país. O Maranhão, por sua vez, aparece entre os destaques nacionais em crescimento percentual.

Entretanto, abrir uma empresa não significa necessariamente que ela continuará ativa, contratará funcionários ou terá crescimento sustentável. Para avaliar o impacto econômico dessas aberturas, também é importante acompanhar o fechamento de empresas, o saldo de negócios, a geração de empregos formais e a sobrevivência dos empreendimentos ao longo do tempo.

Além disso, os dados disponíveis não permitem montar um ranking único e metodologicamente uniforme com os nove estados nordestinos. Para isso, seria necessário extrair todos os registros de uma mesma base, com o mesmo período e os mesmos critérios de classificação.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.