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Quem é o ‘senhorzinho’ de 2 anos que o Nordeste adotou como avô?

Tem gente que nasce com carisma. Tem gente que nasce com pose. E tem o Arthur Alves Santos, de apenas 2 anos, que nasceu com os dois. Este pequeno ser já está causando na internet ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
21 de setembro de 2026 - às 07:55
Atualizado 21 de setembro de 2026 - às 07:55
4 min de leitura

Tem gente que nasce com carisma. Tem gente que nasce com pose. E tem o Arthur Alves Santos, de apenas 2 anos, que nasceu com os dois. Este pequeno ser já está causando na internet como um senhorzinho, que com seu chapéu de couro parece ter saído de um causo de vaqueiro.

A princípio, ele é conhecido nas redes sociais como “Arthurzinho” ou, para os mais íntimos, “Seu Chico”, o pequeno morador da comunidade Sítio Leite, zona rural de Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, conquistou o Nordeste

E o mais curioso: ele não fala nada nos vídeos. O que encanta é o jeito. Um jeito de ‘senhorzinho’ meio vaqueiro, meio agricultor, que contrasta com as bochechas de criança e o semblante de quem não dá moral para ninguém.

Quem filma e publica os vídeos é o primo Vitor Alves, de 29 anos, que também mostra a rotina da avó, Dona Joana Coelho Ferreira, a “Vovó Joaninha”, de 91 anos. Juntos, os três formam um trio improvável que já soma quase 200 mil seguidores nas redes sociais.

Como começou a trajetória do ‘senhorzinho’

Vitor mora na mesma comunidade que Arthur e a mãe do menino. A poucos metros dali, vive a Vovó Joaninha. Antes de gravar com o pequeno, ele já costumava filmar a rotina com a avó, que também tem um jeito espontâneo que diverte a internet — respostas curtas, grossas e sempre com alguma tirada.

“Um dia, eu gravando minha avó, ele apareceu aleatoriamente no vídeo. Daí, muita gente começou a mandar mensagem perguntando quem era ele, que ele parecia um senhorzinho, parecia um velhinho de idade. E eu comecei a gravar ele porque o pessoal achava que ele era um meme. E os vídeos dele viralizaram”, contou Vitor.

Antes de mais nada, o roteiro é o mais simples possível: Vitor liga a câmera e filma a própria rotina. Nada de produção elaborada, nada de texto decorado. Em suma, apenas a vida acontecendo no sertão. E um menino de 2 anos com cara de quem já pagou muitas contas.

O “Seu Chico” é espontâneo

Muita gente pergunta se Vitor pede para Arthur assumir a pose “marrenta” durante as gravações. Ao mesmo tempo, a resposta é sempre a mesma: aquele é o jeito natural da criança.

“É só aquele jeito espontâneo dele, de senhorzinho. A gente bota só um chapéuzinho nele para ele passear pelo sítio da avó e vira esse meme que está aí. Ele é ‘fechadão’, ele parece um senhor. Não dá moral a ninguém”, explicou o primo.

O chapéu de couro marrom claro — ou então o de palha — na cabeça contrasta com o chinelinho de tiras, que impedem os pés de escapar. Abaixo do chapéu, as bochechas contrastam com o semblante fechado. É a imagem que vale mais que mil palavras.

Contudo, Vitor não sabe explicar com exatidão de onde vem essa postura, mas desconfia de genética:

“O avô dele também é exatamente igual ele. O pai da mãe dele. Ele é muito ‘fechadão’. Então a gente conversa que talvez ele tenha puxado o avô.”

Da recuperação de um acidente ao sucesso na internet

A história por trás dos vídeos também tem seu lado dramático. Vitor trabalhava em um supermercado no Centro de Juazeiro do Norte até sofrer um acidente de motocicleta que o afastou do trabalho por três meses. Assim, durante a recuperação, ele acabou aumentando a convivência com a avó. Desse modo, foi aí que as câmeras começaram a rodar.

“Ela tem o jeitão dela, sempre com alguma resposta. [Quando eu postava] eu via que tinha muita resposta no Instagram. O pessoal pedia: ‘faz um Instagram pra tua avó’”, lembrou.

Hoje, a maioria dos vídeos é gravada no sítio onde a aposentada mora. A casa, segundo Vitor, vive cheia. Ele chega pela manhã, quando Arthur não está na escola, e a mãe do menino já está por lá. É o momento de tomar café, conversar com a avó e, claro, ligar a câmera.

“A gente não costuma ‘criar conteúdo’. Eu apenas chego, ligo minha câmera, gravo a rotina normal de minha avó, e ela é aquela pessoa. Tanto pessoalmente, quanto fora das câmeras”, garantiu.