Alianças em nove estados consolidam principal base eleitoral do país nas eleições de 2026
O Partido dos Trabalhadores (PT) praticamente fechou o desenho político que pretende levar às urnas no Nordeste em 2026.
A princípio, a estratégia passa pela formação de uma ampla frente de aliados nos nove estados da região, considerada historicamente a principal base eleitoral do presidente Lula.
Mais do que lançar candidatos próprios, o partido optou por manter alianças com legendas como PSB, PSD, MDB e PP, repetindo a fórmula que garantiu vitórias nas eleições presidenciais de 2022 e fortaleceu a governabilidade no Congresso Nacional.
Sendo assim, caso avance a candidatura à reeleição, Lula buscará um feito inédito na história política brasileira: conquistar um quarto mandato pelo voto popular.
Nordeste segue como principal reduto eleitoral
Desde 2006, o Nordeste consolidou-se como a região onde Lula obtém seus maiores percentuais de votação. Em 2022, o presidente venceu nos nove estados nordestinos, desempenho considerado decisivo para sua vitória nacional.
Por isso, as disputas estaduais são tratadas como estratégicas pelo Palácio do Planalto. Assim, a avaliação é que governadores aliados fortalecem os palanques regionais, ampliam a mobilização política e ajudam na articulação da campanha presidencial.
Os palanques definidos
A composição desenhada pelo PT reúne candidatos do próprio partido e aliados considerados prioritários para 2026.
| Estado | Candidato | Partido |
|---|---|---|
| Maranhão | Felipe Camarão | PT |
| Piauí | Rafael Fonteles | PT |
| Ceará | Elmano de Freitas | PT |
| Rio Grande do Norte | Cadu Xavier | PT |
| Paraíba | Lucas Ribeiro | PP |
| Pernambuco | João Campos | PSB |
| Sergipe | Fábio Mitidieri | PSD |
| Alagoas | Renan Filho | MDB |
| Bahia | Jerônimo Rodrigues | PT |
Dos nove estados nordestinos, cinco terão candidaturas do próprio PT ou de governadores petistas (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia). Nos demais, Lula deve subir no palanque de aliados que integram sua base política nacional.
Alianças ampliam frente governista
A composição evidencia que a estratégia petista vai além das fronteiras partidárias. O apoio a nomes como João Campos (PSB) em Pernambuco, Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba, Fábio Mitidieri (PSD) em Sergipe e Renan Filho (MDB) em Alagoas demonstra a manutenção da ampla coalizão construída desde 2022.
Essa articulação também fortalece partidos que ocupam ministérios e cargos estratégicos no governo federal, reduzindo disputas internas e ampliando o tempo de televisão, a estrutura eleitoral e a capilaridade regional.
Eleições estaduais terão peso nacional
Analistas políticos avaliam que as disputas pelos governos estaduais no Nordeste terão forte influência sobre a eleição presidencial.
Além de concentrar cerca de 40 milhões de eleitores, a região costuma registrar elevados índices de comparecimento às urnas e possui grande capacidade de mobilização política.
Dessa maneira, a expectativa é que o Nordeste volte a ocupar papel central na estratégia eleitoral de Lula, servindo como base para compensar eventuais dificuldades em outras regiões do país.
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Nordeste pode ser decisivo novamente
Com os palanques praticamente definidos, o governo federal inicia uma nova etapa de articulação política focada na manutenção da maior base eleitoral do presidente.
Portanto, a combinação entre candidatos petistas e aliados históricos busca preservar a hegemonia política construída ao longo das últimas duas décadas na região e criar as condições para que Lula dispute, em 2026, a possibilidade de conquistar seu quarto mandato presidencial pelo voto direto.
Palanques de Lula no Nordeste
| Estado | Nome | Partido |
| Maranhão | Felipe Camarão | PT |
| Piauí | Rafael Fonteles | PT |
| Ceará | Elmano de Freitas | PT |
| Rio Grande do Norte | Cadu Xavier | PT |
| Paraíba | Lucas Ribeiro | PP |
| Pernambuco | João Campos | PSB |
| Sergipe | Fábio Mitidieri | PSD |
| Alagoas | Renan Filho | MDB |
| Bahia | Jerônimo Rodrigues | PT |



