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Programa contra violência à mulher criado no Nordeste vira lei nacional

Iniciativa que começou na Paraíba agora passa a orientar políticas públicas em todo o país Uma iniciativa que nasceu no Nordeste agora ganha dimensão nacional. O programa “Antes que Aconteça”, criado na Paraíba, foi sancionado ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
5 de maio de 2026 - às 02:18
Atualizado 5 de maio de 2026 - às 02:18
4 min de leitura

Iniciativa que começou na Paraíba agora passa a orientar políticas públicas em todo o país

Uma iniciativa que nasceu no Nordeste agora ganha dimensão nacional. O programa “Antes que Aconteça”, criado na Paraíba, foi sancionado e transformado em lei federal, passando a ser implementado em todo o Brasil.

A nova legislação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 04 de maio. De acordo com o texto, o programa fica instituído, em todo o país, com a finalidade de apoiar e estruturar ações de combate a violência contra a mulher. Assim, ele estabelece diretrizes para ampliar ações de combate à violência contra a mulher, com foco em prevenção, acolhimento e políticas públicas integradas.

Do Nordeste para o Brasil

Antes de virar lei nacional, o programa já estava em funcionamento na Paraíba — e com resultados práticos.

A proposta, apresentada pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e aprovada pelo Congresso Nacional (PL.6.674/25),determina políticas públicas que garantam o acesso das mulheres vítimas de violência doméstica à Justiça e segurança, além de promover a saúde, inovação, pesquisa e tecnologia. As medidas serão desenvolvidas numa ação integrada do Ministério Público, do Executivo, Legislativo e Judiciário, além dos estados, municípios e do Distrito Federal.

“Esta é mais uma batalha que vencemos para enfrentar a violência contra as mulheres no nosso país”, disse a senadora Daniella Ribeiro.

Senadora Daniela Ribeiro foto divulgação

Entre as ações implementadas no estado:

  • 52 salas lilás em delegacias
  • Casa de acolhimento para mulheres
  • Integração entre órgãos públicos
  • Inserção do tema nas escolas

Agora, o modelo será expandido para todo o país.

O que prevê a nova lei

A proposta, apresentada pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) cria uma estrutura nacional de combate à violência de gênero.

Principais medidas:

ÁreaAção prevista
SegurançaEspaços seguros (salas lilás) para denúncias
JustiçaAcesso facilitado para vítimas
SaúdeAtendimento especializado
EducaçãoCampanhas e conteúdo nas escolas
EconomiaIncentivo ao empreendedorismo feminino
ReeducaçãoProgramas para agressores

A atuação será integrada entre Executivo, Judiciário, Legislativo e Ministério Público.

Um problema urgente

A criação da lei responde a um cenário preocupante no país.

Dados recentes apontam:

  • 1.568 mulheres assassinadas em 2025
  • Média de 4 feminicídios por dia
  • Crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior

Ou seja, o combate à violência contra a mulher segue como prioridade nacional.

Foco na prevenção

Diferente de outras políticas, o programa aposta na prevenção como estratégia central.

Entre os principais eixos:

  • Educação nas escolas
  • Conscientização social
  • Apoio psicológico e social
  • Fortalecimento da autonomia feminina

Reeducação de agressores

Outro ponto importante da lei é o trabalho com os agressores.

A proposta prevê:

  • Grupos de reflexão
  • Mudança de comportamento
  • Prevenção da reincidência

Educação como base

Na Paraíba, o tema já faz parte do ambiente escolar.

A violência doméstica é tratada como conteúdo transversal, ajudando a formar uma nova geração com mais consciência sobre igualdade de gênero.

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Um modelo que nasce no Nordeste

O programa foi criado em 2023, a partir da análise de dados que mostravam baixo investimento em políticas para mulheres. Segundo a idealizadora, apenas 0,01% do orçamento federal era destinado ao tema.

No fim das contas, o “Antes que Aconteça” mostra como iniciativas regionais podem se transformar em políticas nacionais.

O Nordeste, mais uma vez, surge como protagonista na criação de soluções para desafios sociais do Brasil.

Portanto, a nova lei representa não apenas um avanço institucional, mas também um passo importante na luta por mais segurança, igualdade e dignidade para as mulheres em todo o país.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.