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Governo reconhece emergência e libera ajuda para estados do Nordeste por conta das chuvas

As fortes chuvas que caem sobre o Nordeste brasileiro têm causado muito sofrimento para milhares de famílias. Ruas alagadas, casas destruídas, pessoas desabrigadas e até vidas perdidas. Diante dessa situação, o Governo Federal reconheceu a ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
4 de maio de 2026 - às 07:44
Atualizado 4 de maio de 2026 - às 07:44
3 min de leitura

As fortes chuvas que caem sobre o Nordeste brasileiro têm causado muito sofrimento para milhares de famílias. Ruas alagadas, casas destruídas, pessoas desabrigadas e até vidas perdidas. Diante dessa situação, o Governo Federal reconheceu a situação de emergência em municípios de Pernambuco e da Paraíba e já começou a agilizar a ajuda para quem mais precisa.

A princípio, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, foi enviado pelo presidente Lula para acompanhar de perto a situação. Nesta segunda-feira (4), ele visita os dois estados, se reunindo com governadores e equipes de resgate.

O que muda com o reconhecimento de emergência?

Quando o governo reconhece a situação de emergência, as prefeituras podem pedir recursos federais mais rápido. Isso significa mais dinheiro para comprar alimentos, colchões, água potável, remédios e para fazer a limpeza das cidades atingidas.

Situação das chuvas em números

Para ficar mais fácil de entender a dimensão do problema, veja a tabela abaixo:

IndicadorPernambucoParaíba
Municípios atingidos2713
Pessoas afetadasMais de 7 mil desalojados/desabrigados*Cerca de 16,1 mil
Desalojados (precisam sair de casa, mas estão na casa de parentes ou amigos)4.9342.210
Desabrigados (perderam a casa e precisam de abrigo público)2.337703
Mortes registradas52
Recurso já liberadoR$ 1,18 milhão para o município de TimbaúbaEm análise

*Desalojados = saíram de casa por segurança, mas têm onde ficar. Desabrigados = perderam a moradia e precisam de abrigo do poder público.

Cidades mais atingidas

Em Pernambuco:
Recife, Olinda, Paulista, São Lourenço da Mata, Goiana, Igarassu, Abreu e Lima, além de Timbaúba (que já teve a emergência reconhecida).

Na Paraíba:
Santa Rita, Conde, Bayeux (emergência reconhecida) e outras 11 cidades.

O que o governo está fazendo?

  • Equipes técnicas da Defesa Civil Nacional estão no terreno, usando drones para mapear as áreas destruídas.
  • Técnicos ajudam as prefeituras a preencher os pedidos de ajuda federal.
  • O monitoramento é feito 24 horas por dia, porque o solo está encharcado e os rios continuam altos. Isso significa que novas chuvas podem causar mais estragos.

Como as prefeituras pedem ajuda?

Ao mesmo tempo, as prefeituras que tiverem o reconhecimento federal de emergência ou calamidade pública podem solicitar recursos por meio de um sistema online chamado S2iD (Sistema Integrado de Informações sobre Desastres). Além disso, depois que o pedido é aprovado pelos técnicos, o dinheiro é liberado por uma portaria publicada no Diário Oficial da União.

chuva em Joao Pessoa foto SEMOB
chuva em Joao Pessoa foto SEMOB

O que você pode fazer para ajudar?

Se você quer ajudar as vítimas das chuvas, aqui vão algumas dicas:

  1. Não doe dinheiro para pessoas desconhecidas – procure campanhas oficiais de Defesa Civil, igrejas ou órgãos públicos.
  2. Itens mais úteis: água mineral, alimentos não perecíveis (como arroz, feijão, macarrão), roupas de cama, colchões, produtos de limpeza e higiene pessoal.
  3. Compartilhe informações oficiais – evite espalhar notícias falsas que atrapalham o resgate.

Atenção: risco de novas chuvas

Em suma, a previsão do tempo indica que as chuvas podem continuar nos próximos dias. Como o solo já está muito molhado e os rios cheios, há risco de novos alagamentos e deslizamentos de terra. Assim, quem mora em áreas de encosta ou perto de rios deve ficar em alerta e seguir as orientações da Defesa Civil local.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.