Imagine que você entra numa máquina do tempo e volta 13 mil anos no passado. Estamos no ano 13 mil antes de Cristo, no período chamado Pleistoceno. O destino? O Nordeste do Brasil. Essa é a “expedição” via Inteligência Artificial que o influencer @rodrigao.viaja faz para ilustrar de forma virtual uma viagem no tempo aos mais diversos locais do Brasil e do mundo.
Assim, será que você reconheceria alguma coisa? A resposta é: quase nada. O lugar era completamente diferente do que conhecemos hoje. Vamos fazer juntos essa viagem incrível?
Onde ficava o mar?
Hoje, ao olhar para a Praia da Barra, em Salvador, você vê o mar bem pertinho. Mas há 13 mil anos, o mar estava cerca de 10 quilômetros mais longe da costa! Isso mesmo: onde hoje é água, naquela época era terra firme.
O clima era outro
A princípio, a temperatura média no Nordeste era 5 graus mais baixa do que hoje. E não era um lugar seco, não. Pelo contrário: era muito mais úmido. O sertão, que hoje conhecemos com pouca vegetação, era verde e cheio de vida. Parece até mentira, não é?
Por que chovia tanto?
Ao mesmo tempo, a explicação está na Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Esse é o nome técnico para a faixa onde se concentram as chuvas perto da linha do Equador. No final da última Era do Gelo, essa faixa estava mais para baixo, atingindo o Nordeste brasileiro. Resultado: muito mais chuva na região.
Além disso, como a temperatura era mais baixa, a água evaporava menos. Tudo isso junto fazia com que os rios ficassem mais cheios e a vegetação fosse muito mais abundante, principalmente de Mata Atlântica.
Quem vivia por aqui?
O vídeo também traz os grandes animais, hoje extintos, dominavam a paisagem. É por causa desse clima úmido e cheio de plantas que o Nordeste é a região com mais sítios arqueológicos de megafauna (animais gigantes) em todo o país.
Vamos conhecer alguns desses bichos que aparecem? A tabela abaixo resume os principais:
| Animal | Parecido com… | Onde foi encontrado |
|---|---|---|
| Genorhinotérino-aiense | Um cruzamento de camelo com girafa | Praia da Barra (Salvador) |
| Notio Mastodonte latenses | Mastodonte (parente do elefante) | Região do Rio São Francisco |
| Preguiça gigante | Preguiça atual, mas do tamanho de um carro | Todo o sertão nordestino |
| Toxodonte | Rinoceronte | Regiões de cavernas e sertão |
| Smilodon (tigre dentes-de-sabre) | Um gigantesco gato selvagem | Cavernas e áreas rochosas |
O Rio São Francisco era diferente
Hoje conhecemos o “Velho Chico” como um rio importante, mas que às vezes sofre com a seca. Há 13 mil anos, ele era muito mais cheio e as margens tinham muita vegetação de Mata Atlântica. Era um paraíso para os animais gigantes e também para os primeiros humanos que viviam por ali.
A hora do susto
E para passar a noite longe dos perigos, nada melhor que uma caverna. Contudo, cuidado com o que vai encontrar. Em suma, fica a lição: há 13 mil anos, o Nordeste era um lugar lindo, verde e cheio de vida, mas também muito perigoso. Nem todo mundo sobrevivia a um encontro desses.
Além disso, foi por causa desse clima mais úmido que o Nordeste se tornou a região com mais fósseis de megafauna do Brasil? Isso significa que muitos dos maiores bichos que já viveram no nosso país andaram exatamente onde hoje ficam cidades como Salvador, Recife e o sertão de Pernambuco.


