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Iphan investe na restauração de terreiros de matriz africana no Nordeste

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) investiu, nos últimos dois anos, mais de R$ 2,3 milhões na elaboração de projetos de restauro (previstos e já contratados) para seis terreiros de matriz africana localizados na Bahia (BA) e em Pernambuco (PE).  Os recursos foram ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
18 de junho de 2026 - às 11:53
Atualizado 18 de junho de 2026 - às 11:53
3 min de leitura

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) investiu, nos últimos dois anos, mais de R$ 2,3 milhões na elaboração de projetos de restauro (previstos e já contratados) para seis terreiros de matriz africana localizados na Bahia (BA) e em Pernambuco (PE). 

Os recursos foram viabilizados via Novo PAC. Dessa forma, visam apoiar ações de preservação desses espaços sagrados. Eles funcionam como centros de práticas espirituais e comunitárias, pilares de resistência, cultura e religiosidade. 

Os projetos visam a melhoria das condições de uso dos terreiros, para que continuem a ser locais de celebração, resistência e identidade cultural. As ações incluem a restauração das estruturas físicas – como a casa de santo, os espaços de culto e as áreas de convivência. Além disso, também visa a conservação de elementos artísticos e a promoção de atividades que envolvem a comunidade. E também ações de valorização e promoção da cultura afro-brasileira.

Promover a conscientização

O intuito dos projetos é também promover a conscientização sobre a importância do patrimônio cultural afro-brasileiro e fortalecer a identidade e a resistência cultural. Além disso, os restauros são oportunidades para fomentar o turismo cultural e a educação, permitindo que mais pessoas conheçam e respeitem as tradições e a história desses locais

Na Bahia, berço histórico de diversas comunidades de terreiro, cinco locais foram contemplados. São eles: Terreiro Ilê Axé Icimimo Aganju Didé (Cachoeira), Terreiro Omo Ilê Agboulá (Itaparica) e Terreiro da Casa Branca (Salvador). E ainda: Terreiro do Alaketo, Ilê Maroiá Láji (Salvador) e Terreiros do Gantois (Salvador). Já na capital pernambucana, as ações aconteceram no Memorial Ilê do Terreiro Obá Ogunté no Sítio da Pai Adão.

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Reparação histórica

De acordo com o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, a preservação dos terreiros de matriz africana é uma ação de reparação histórica. Além disso, promove a valorização do patrimônio cultural brasileiro.

“Esses espaços guardam saberes, memórias e tradições fundamentais para a formação da nossa identidade nacional. Ao investir em sua preservação, o Governo Federal reconhece a contribuição decisiva das culturas de matriz africana para a história, a diversidade e a riqueza cultural do Brasil”, explicou.     

É por meio desses projetos de arquitetura e engenharia que o Iphan estabelece as diretrizes técnicas necessárias para futuras obras de restauro, garantindo que as intervenções respeitem as especificações religiosas e a arquitetura sagrada tradicional de cada espaço.

As iniciativas reforçam o compromisso do Governo do Brasil e do Iphan em promover a valorização da herança africana no país, protegendo locais que são, há séculos, símbolos vivos da diversidade e da resistência cultural.