Fazer um mestrado — aquela pós-graduação para quem quer se aprofundar em uma área do conhecimento — está cada vez mais comum em várias partes do Nordeste. E isso tem fundamento na oferta. É o que mostra um estudo recente que coloca a Paraíba, o Rio Grande do Norte e Sergipe estão entre os que mais formam mestres no país.
E olha que a concorrência é grande: eles ficam atrás apenas do Rio Grande do Sul, que lidera o ranking.
O que dizem os números?
De acordo com dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), de 2024, a Paraíba, Sergipe e o Rio Grande do Norte aparecem no grupo de estados com 30 a 40 mestres para cada 100 mil habitantes. A princípio, isso significa que, proporcionalmente, muita gente por lá está conseguindo chegar ao título de mestre.
Veja na tabela abaixo como ficou o destaque nordestino entre os estados brasileiros:
| Faixa de mestres por 100 mil habitantes | Estados |
|---|---|
| Mais de 40 mestres | Rio Grande do Sul |
| Entre 30 e 40 mestres | Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná |
Por que o Nordeste está crescendo tanto nos mestrados?
Não é por acaso. De acordo com especialistas, três fatores ajudam a explicar esse sucesso:
- Capilaridade das instituições – Universidades e faculdades têm chegado ao interior dos estados, levando cursos de pós-graduação para mais perto da população.
- Políticas estáveis – O fortalecimento da ciência, da pesquisa e do ensino superior tem sido uma aposta contínua (ou seja, que não muda toda hora). Isso dá segurança para quem quer estudar e para quem quer ensinar.
- Expansão com qualidade – Não é só abrir vagas. O crescimento também vem acompanhado de investimento na qualidade das pesquisas.
Assunto em destaque no Fórum da Pós-Graduação 2026
O assunto foi tão importante que entrou na pauta do Fórum da Pós-Graduação 2026, realizado na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O diretor de Avaliação da Capes, Antonio Gomes de Souza Filho, destacou que o crescimento da pós-graduação no Brasil tem sido “muito expressivo” e que a UFMA é um exemplo dessa expansão — tanto em quantidade quanto em qualidade.
No evento, também foram discutidas as novas diretrizes para a avaliação dos cursos de pós-graduação no período de 2025 a 2028. Ou seja: o Brasil já está planejando os próximos passos para melhorar ainda mais a formação de mestres e doutores.

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E o que isso muda na prática?
Mais mestres significa mais gente preparada para resolver problemas reais — na educação, na saúde, no meio ambiente, na tecnologia, na arte e no território onde vivemos. E quando isso acontece de forma capilarizada, ou seja, espalhada pelo país inteiro, os benefícios chegam a muito mais pessoas.
Se você está pensando em fazer um mestrado, saiba que as oportunidades estão cada vez menos concentradas no Sul e no Sudeste. O Nordeste — e a Paraíba em especial — mostra que é possível, sim, produzir ciência e conhecimento de qualidade longe dos grandes centros.


