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Estados do Nordeste se destacam entre os que mais formam mestres no Brasil

Fazer um mestrado — aquela pós-graduação para quem quer se aprofundar em uma área do conhecimento — está cada vez mais comum em várias partes do Nordeste. E isso tem fundamento na oferta. É o ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
22 de abril de 2026 - às 08:18
Atualizado 22 de abril de 2026 - às 08:18
4 min de leitura

Fazer um mestrado — aquela pós-graduação para quem quer se aprofundar em uma área do conhecimento — está cada vez mais comum em várias partes do Nordeste. E isso tem fundamento na oferta. É o que mostra um estudo recente que coloca a Paraíba, o Rio Grande do Norte e Sergipe estão entre os que mais formam mestres no país.

E olha que a concorrência é grande: eles ficam atrás apenas do Rio Grande do Sul, que lidera o ranking.

O que dizem os números?

De acordo com dados da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), de 2024, a Paraíba, Sergipe e o Rio Grande do Norte aparecem no grupo de estados com 30 a 40 mestres para cada 100 mil habitantes. A princípio, isso significa que, proporcionalmente, muita gente por lá está conseguindo chegar ao título de mestre.

Veja na tabela abaixo como ficou o destaque nordestino entre os estados brasileiros:

Faixa de mestres por 100 mil habitantesEstados
Mais de 40 mestresRio Grande do Sul
Entre 30 e 40 mestresParaíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná

Por que o Nordeste está crescendo tanto nos mestrados?

Não é por acaso. De acordo com especialistas, três fatores ajudam a explicar esse sucesso:

  1. Capilaridade das instituições – Universidades e faculdades têm chegado ao interior dos estados, levando cursos de pós-graduação para mais perto da população.
  2. Políticas estáveis – O fortalecimento da ciência, da pesquisa e do ensino superior tem sido uma aposta contínua (ou seja, que não muda toda hora). Isso dá segurança para quem quer estudar e para quem quer ensinar.
  3. Expansão com qualidade – Não é só abrir vagas. O crescimento também vem acompanhado de investimento na qualidade das pesquisas.

Assunto em destaque no Fórum da Pós-Graduação 2026

O assunto foi tão importante que entrou na pauta do Fórum da Pós-Graduação 2026, realizado na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O diretor de Avaliação da Capes, Antonio Gomes de Souza Filho, destacou que o crescimento da pós-graduação no Brasil tem sido “muito expressivo” e que a UFMA é um exemplo dessa expansão — tanto em quantidade quanto em qualidade.

No evento, também foram discutidas as novas diretrizes para a avaliação dos cursos de pós-graduação no período de 2025 a 2028. Ou seja: o Brasil já está planejando os próximos passos para melhorar ainda mais a formação de mestres e doutores.

Diretor da CAPES durante evento de pós-graduação no Maranhão. Foto: Divulgação
Diretor da CAPES durante evento de pós-graduação no Maranhão. Foto: Divulgação

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E o que isso muda na prática?

Mais mestres significa mais gente preparada para resolver problemas reais — na educação, na saúde, no meio ambiente, na tecnologia, na arte e no território onde vivemos. E quando isso acontece de forma capilarizada, ou seja, espalhada pelo país inteiro, os benefícios chegam a muito mais pessoas.

Se você está pensando em fazer um mestrado, saiba que as oportunidades estão cada vez menos concentradas no Sul e no Sudeste. O Nordeste — e a Paraíba em especial — mostra que é possível, sim, produzir ciência e conhecimento de qualidade longe dos grandes centros.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.