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Descubra como o Nordeste virou a nova sensação do mercado de vinhos

Se você acha que vinho é coisa apenas de regiões frias ou de ocasiões especiais, é hora de atualizar seu mapa e sua taça. O mercado brasileiro de vinhos e espumantes acaba de fechar 2025 ...
Redação, da Agência NE9
20 de abril de 2026 - às 09:15
Atualizado 20 de abril de 2026 - às 09:15
4 min de leitura

Se você acha que vinho é coisa apenas de regiões frias ou de ocasiões especiais, é hora de atualizar seu mapa e sua taça. O mercado brasileiro de vinhos e espumantes acaba de fechar 2025 com um número de dar orgulho: faturamento de R$ 21,1 bilhões. Isso representa um crescimento de quase 10% em relação ao ano anterior.

E o mais curioso? Enquanto o consumo mundial de vinho está estável ou caindo em países tradicionais, o Brasil vai na contramão — e o Nordeste tem muito a ver com essa história.

Nordeste: muito além do sol e da praia

Quando pensamos em vinho brasileiro, logo lembramos do Sul do país, não é mesmo? Mas o Nordeste vem mostrando que também sabe brilhar no mundo das uvas. A região virou uma nova fronteira estratégica para o consumo e a produção de vinhos.

O segredo? Uma combinação de turismo aquecido, gastronomia valorizada e um consumidor mais curioso, disposto a experimentar vinhos brancos, rosés e espumantes. Isso sem falar no clima, que surpreende.

Como explica Marcos Milanez, diretor da Wine South America, o Nordeste entrou no radar de produtores e investidores não só pelo aumento das vendas, mas também por oferecer condições climáticas únicas para vinhos diferentes dos que estamos acostumados.

Por que o brasileiro está comprando vinho de melhor qualidade?

Uma das grandes mudanças nos últimos anos é que o consumidor brasileiro tem optado por rótulos de maior valor agregado. Ou seja: estamos comprando menos litros, mas escolhendo vinhos mais especiais. Isso mostra que o mercado está amadurecendo.

E os espumantes são os queridinhos da vez. Foram mais de 40 milhões de litros comercializados — e o mais legal: eles deixaram de ser apenas a bebida do brinde de Ano-Novo. Hoje, o espumante faz parte do dia a dia, acompanhando almoços, happy hours e até mesmo um simples jantar em casa.

Apesar disso, o consumo per capita no Brasil ainda é baixo: cerca de 2,7 litros por ano. Para você ter ideia, em países como França e Itália esse número passa de 40 litros. Ou seja: o potencial de crescimento é enorme.

Vale do São Francisco: colheita mais de uma vez por ano

Você sabia que, no Vale do São Francisco (entre Pernambuco e Bahia), é possível ter mais de uma colheita de uvas por ano? Isso é raríssimo no mundo do vinho. Vinícolas como Rio Sol e Bianchetti estão aproveitando esse superpoder para produzir rótulos de qualidade.

Mas não para por aí. Sergipe e Paraíba também entram no jogo, cultivando uvas como Syrah, Malbec, Tannat e Touriga Nacional. O resultado? Uma produção nacional mais diversa e um Nordeste cada vez mais promissor no mapa vitivinícola.

Mulher servindo vinho em uma taça
Mulher servindo vinho em uma taça. Foto Divulgação Bahia Vinho Show 3

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Turismo e vinho: uma combinação perfeita

Parte desse sucesso vem do enoturismo — o turismo ligado ao vinho. Destinos como a Chapada Diamantina já oferecem visitas a vinícolas, degustações e experiências imersivas. Restaurantes, hotéis e roteiros turísticos estão colocando o vinho como estrela do cardápio.

Isso torna a bebida mais acessível, gostosa e envolvente para o público geral. Afinal, que brasileiro resiste a uma boa taça em um pôr do sol nordestino?

Para facilitar a visualização das principais informações, separei os destaques mais importantes:

IndicadorDadoO que significa
Faturamento total (2025)R$ 21,1 bilhõesCrescimento de quase 10% em relação a 2024
Consumo per capita no Brasil2,7 litros/anoMuito abaixo da média europeia → enorme potencial de crescimento
Espumantes comercializadosMais de 40 milhões de litrosSaiu do “apenas festas” para o consumo do dia a dia
Nova região em destaqueNordeste (especialmente Vale do São Francisco)Clima favorável e até duas colheitas por ano
Perfil do consumidorMenor volume, maior valor agregadoMercado mais maduro e exigente
Principal desafioAlta carga tributáriaDificulta a competitividade do vinho nacional
Próximo grande eventoWine South America (maio, Bento Gonçalves)Mais de 400 marcas; oportunidade para negócios e tendências