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Djavan traz ao Nordeste super show que comemora 50 anos de carreira

Aos 77 anos, o cantor alagoano traz ao Nordeste um show onde a sofisticação encontra a multidão Tem artista que a gente respeita. Tem artista que a gente ama. E tem Djavan. Aquele que, desde ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
18 de maio de 2026 - às 08:00
Atualizado 18 de maio de 2026 - às 08:00
4 min de leitura

Aos 77 anos, o cantor alagoano traz ao Nordeste um show onde a sofisticação encontra a multidão

Tem artista que a gente respeita. Tem artista que a gente ama. E tem Djavan. Aquele que, desde “Luz” (1982), toca sem parar nas casas da nossa infância, nos violões dos amigos, nas playlists dos nossos pais – e, mais recentemente, nos algoritmos perplexos da geração TikTok.

Enquanto o mundo da música cobra reinvenção a cada sexta-feira, Djavan faz o contrário. Ele não corre atrás do “novo”. Não se aflige com a velocidade dos tempos. E é exatamente por isso que Djavanear 50 anos, a turnê que celebra cinco décadas de carreira, chega ao Nordeste como um acontecimento raro: um show de duas horas e meia sem medleys, sem pressa e sem precisar mastigar refrões para o público.

Um Fenômeno Chamado Constância

Quem foi ao show no Allianz Parque (SP) viu uma cena que destrói qualquer argumento de que o público atual tem déficit de atenção. Mais de 45 mil pessoas cantaram músicas inteiras – versos inteiros – incluindo aqueles que a preguiça da crítica, durante anos, classificou como “incompreensíveis”.

E, antes de mais nada, Djavan nunca simplificou sua linguagem para parecer acessível. E, ainda assim, tornou-se um fenômeno popular. Dessa forma, poucos artistas brasileiros passaram por tantas gerações sem negociar a própria identidade.

A Máquina a seu Favor

A banda que o acompanha é de altíssimo nível técnico: Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), Torcuato Mariano (guitarra e violão), Paulo Calasans e Renato Fonseca (teclados), além de uma seção de metais com Jessé Sadoc, Marcelo Martins e Rafael Rocha. Os vocais de Clara Carolina e Jenni Rocha completam o time.

A direção artística de Gringo Cardia traduz o universo das canções em painéis de LED que homenageiam Athos Bulcão, Portinari, Espedito Seleiro, Vik Muniz e Walter Firmo.

E o ápice da intimidade acontece quando Djavan senta sozinho com o violão e canta “Meu Bem Querer”, “Oceano”, “Lambada de Serpente” e “Mal de Mim”. Desse modo, revisita clássicos em um momento intimista compartilhado por um estádio inteiro.

Onde assistir no Nordeste?

Ao mesmo tempo, a pequena turnê pelo Nordeste terá dois momentos distintos: Primeiramente, passa por Salvador e Fortaleza. E no final do ano chega a Recife e Maceió.

CidadeDataLocalStatus
Salvador (BA)23/05 (sábado)Casa de Apostas Arena Fonte NovaÀ venda
Fortaleza (CE)30/05Centro de Formação OlímpicaÀ venda
Recife (PE)31/10Classic HallÀ venda
Maceió (AL)05/12Estacionamento do JaraguáÀ venda

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O que esperar do repertório?

Assim, o cantor colocou no seu repertório 27 músicas que passeiam por praticamente toda a carreira. Você ouvirá (e cantará) clássicos como:

  • “Sina”
  • “Oceano”
  • “Um Amor Puro”
  • “Se…”
  • “Eu Te Devoro”
  • “Samurai”
  • “Flor de Lis”
  • “Açaí”

Em suma, ao fim de duas horas e meia, a sensação é de que ainda faltou coisa. Desse modo, Djavan oferece uma coisa muito mais sofisticada do que “ser novo”. Se você puder ir a um desses shows, vá. Leve seus pais, seus filhos, seu amor – ou sua saudade. E prepare-se para ouvir 45 mil pessoas cantando versos que a crítica um dia chamou de “difíceis”. Não são. São apenas Djavan.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.