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Como a Copa do Mundo já está mudando o consumo no Nordeste

Daqui a menos de um mês, a rotina dos nordestinos, e de todo o Brasil, vai ficar diferente. A partir do dia 11 de junho, a Copa do Mundo começa a mexer com horários, trânsito, ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
15 de maio de 2026 - às 08:24
Atualizado 15 de maio de 2026 - às 08:24
4 min de leitura
Comércio em clima de Copa. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão
Comércio em clima de Copa. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Daqui a menos de um mês, a rotina dos nordestinos, e de todo o Brasil, vai ficar diferente. A partir do dia 11 de junho, a Copa do Mundo começa a mexer com horários, trânsito, compromissos e, claro, com o bolso. E o comércio já entrou no ritmo da competição.

Enquanto as tradicionais festas juninas costumavam dominar as prateleiras neste período, algo mudou. O xadrez deu lugar ao verde e amarelo. Em muitas lojas, os produtos juninos estão “meio quietos” e o pessoal tá animado é com a seleção mesmo.

Consumo diferente: 8 em cada 10 vão mudar hábitos

De acordo com um estudo da MindMiners, 76% dos brasileiros acreditam que vão comprar ou consumir algo diferente por causa da Copa. Essa mudança de comportamento já está sendo sentida nos mais diversos setores do varejo do Nordeste, que se preparam para atender uma demanda aquecida e sazonal.

Desde camisetas personalizadas até equipamentos de transmissão, passando por alimentos, bebidas e itens de decoração, a corrida pelo faturamento extra já começou.

De acordo com o Sindicato dos Lojistas do Comércio da Bahia (Sindilojas), a expectativa é de um aumento transitório de 5% nas vendas em geral. Contudo, quanto mais jogos o Brasil estiver participando, mais chances de o comércio ter um momento econômico acima desse percentual.

Setores mais impactados

A pesquisa da MindMiners apontou quais segmentos devem sentir mais o efeito Copa:

SetorPercentual de impacto
Supermercados47%
Alimentos e snacks43%
Bebidas (alcoólicas ou não)36%
Itens esportivos31%
Vestuário em geral27%
Brasil quer sair da fila de 24 anos sem vencer a Copa. Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

Verde e amarelo dominam as prateleiras

Antes de mais nada, a busca por roupas e acessórios com as cores da bandeira brasileira já é uma tradição. Mesmo que as pessoas consumam menos que outras copas, ainda assim querem consumir.

No setor de confecção personalizada, a expectativa de crescimento chega a 30% em relação à Copa de 2024, segundo um empresário do ramo. Ao mesmo tempo, isso gera oportunidade de negócio e de contratação, tanto diretamente das empresas diretamente envolvidas quanto as parceiras.

Nos shoppings, a estratégia é ambientes temáticos voltados para a Copa. Durante os jogos, haverá transmissão ao vivo na praças de alimentação e um espaço exclusivo para troca e venda de figurinhas da Copa do Mundo.

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Em casa também rola negócio

Mais da metade dos brasileiros (57%) pretende assistir aos jogos em casa, com amigos e familiares. Esse comportamento doméstico também virou alvo do varejo. Desse modo, o Grupo MiniPreço projeta um faturamento entre 15% e 20% maior nas vendas de itens sazonais e de recepção, como chapéus, camisetas, bolas e decoração.

Já a Americanas resolveu investir pesado na jornada do torcedor. Além de camisetas temáticas, snacks e artigos para a torcida, a rede está comercializando mais de 60 milhões de figurinhas do álbum da Copa. “O que a Americanas propõe é uma experiência única, que resolva a jornada múltipla do cliente de modo simples”, afirma a diretora comercial Paola Sinato.

Copa do Mundo e impacto no varejo

IndicadorDado
Início da Copa do Mundo11 de junho de 2026
Primeiro jogo do Brasil13 de junho de 2026
Brasileiros que devem mudar hábitos de consumo76%
Expectativa de crescimento nas vendas (Sindilojas)5% (transitório)
Crescimento esperado no setor de camisetas personalizadas30% (em relação a 2024)
Crescimento esperado em bares e restaurantes15%
Crescimento projetado em supermercados15% a 20%
Setores mais impactadosSupermercados (47%), alimentos/snacks (43%), bebidas (36%), itens esportivos (31%), vestuário (27%)
Onde assistir aos jogos (preferência nacional)57% em casa, com amigos e familiares

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.