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Fundação Casa de Jorge Amado inicia celebrações pelos 40 anos; confira a programação gratuita

A Fundação Casa de Jorge Amado, um dos principais centros culturais e literários do Nordeste, começou oficialmente as comemorações pelos seus 40 anos de existência com uma programação especial gratuita ao longo de 2026, em ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
18 de maio de 2026 - às 02:36
Atualizado 18 de maio de 2026 - às 02:36
4 min de leitura

A Fundação Casa de Jorge Amado, um dos principais centros culturais e literários do Nordeste, começou oficialmente as comemorações pelos seus 40 anos de existência com uma programação especial gratuita ao longo de 2026, em Salvador.

Instalada no coração do Pelourinho, a fundação completa quatro décadas em março de 2027, mas já iniciou uma série de atividades voltadas à valorização da literatura brasileira, da cultura baiana e do legado de Jorge Amado.

Entre as principais novidades está a criação do “Amado Clube de Leitura”, projeto que pretende aproximar novos leitores da obra do escritor baiano mais traduzido da história do Brasil.

Clube de leitura terá encontros online

O Amado Clube de Leitura terá:

  • oito encontros mensais;
  • formato virtual pela plataforma Zoom;
  • participação gratuita;
  • vagas limitadas.

Ao todo, foram abertas 80 vagas para leitores de todo o Brasil maiores de 18 anos. As inscrições seguem até 31 de maio por formulário online divulgado pela fundação e pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Segundo Roberto Aguiar, jornalista da fundação e um dos coordenadores do projeto, a proposta é criar um espaço permanente de reflexão sobre a literatura de Jorge Amado.

“O Amado Clube de Leitura nasce com o objetivo de criar um espaço permanente de encontro, reflexão e troca de experiências em torno da obra de Jorge Amado”, afirmou.

Jorge Amado segue como símbolo da cultura nordestina

Poucos escritores brasileiros possuem uma relação tão forte com o Nordeste quanto Jorge Amado.

Autor de clássicos como:

  • Gabriela, Cravo e Canela;
  • Capitães da Areia;
  • Dona Flor e Seus Dois Maridos;
  • Tieta do Agreste,

o escritor transformou a Bahia e o imaginário nordestino em referência internacional.

Sua obra ajudou a popularizar:

  • o Pelourinho;
  • o Recôncavo Baiano;
  • a culinária baiana;
  • o candomblé;
  • os costumes populares do Nordeste.

Hoje, a Fundação Casa de Jorge Amado funciona não apenas como museu e espaço de preservação histórica, mas também como centro ativo de produção cultural.

Programação terá oficinas, literatura e ações culturais

Além do clube de leitura, a fundação prepara uma agenda extensa de atividades durante o ano.

Entre os projetos confirmados estão:

  • oficinas de criação literária;
  • ações voltadas às escolas;
  • conversas culturais;
  • atividades formativas;
  • apresentações artísticas;
  • segunda edição do Prêmio Myriam Fraga para autores inéditos.

Outro destaque é o projeto “Uma Quarta de FreePelô”, que promove encontros culturais, debates e apresentações todas as quartas-feiras até outubro.

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Flipelô chega à décima edição

A programação também inclui a realização da décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), um dos maiores festivais literários do país.

Em 2026, a homenageada será a escritora e poeta Myriam Fraga, uma das figuras históricas da literatura baiana e idealizadora da própria Flipelô.

Myriam Fraga publicou 25 livros e teve forte atuação cultural na Bahia, além de integrar a Academia de Letras da Bahia.

A Flipelô se consolidou nos últimos anos como um dos eventos que mais movimentam o centro histórico de Salvador, reunindo:

  • escritores;
  • artistas;
  • editoras;
  • turistas;
  • leitores de várias regiões do Brasil.

Fundação nasceu ainda em vida de Jorge Amado

A Fundação Casa de Jorge Amado foi criada ainda em vida por:

  • Jorge Amado;
  • Zélia Gattai;
  • Myriam Fraga.

A instituição foi pensada para preservar o acervo bibliográfico e artístico do escritor, além de incentivar pesquisas e estudos ligados à literatura produzida na Bahia.

Portanto, ao longo de quase quatro décadas, o espaço se tornou um dos principais polos culturais do Nordeste e um símbolo da relação entre literatura, identidade popular e patrimônio histórico brasileiro.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.