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Nordestinos brilham e Brasil domina Pan-Americano de Surfe 2026

Brasil conquista título no Pan-Americano de surfe com destaque para atletas nordestinos. Veja resultados.
Eliseu Lins, da Agência NE9
4 de maio de 2026 - às 15:35
Atualizado 4 de maio de 2026 - às 15:35
4 min de leitura

Atletas do Nordeste levaram os ouros e ajudam país a conquistar mais um título continental

O Brasil deu um verdadeiro show nos XIX Jogos Pan-Americanos de Surfe, disputados no Panamá, e teve no Nordeste o grande protagonista da campanha. Com atuações dominantes, o país conquistou seu quarto título na história da competição, sendo o quarto nos últimos cinco anos.

A princípio, o destaque principal ficou para atletas nordestinos, que lideraram as principais conquistas e momentos decisivos.

Domínio brasileiro com protagonismo nordestino

A seleção brasileira terminou a competição com números impressionantes:

  • 🥇 6 medalhas de ouro
  • 🥈 4 medalhas de prata
  • 🥉 3 medalhas de bronze
  • 📊 13 medalhas no total

O Brasil assumiu a liderança geral ainda no terceiro dia e não perdeu mais.

Destaques principais:

  • Douglas Silva (PE) — ouro no shortboard
  • Silvana Lima (CE) — ouro e bicampeonato
  • Guilherme Batista — ouro no SUP Race

Além disso, outros brasileiros também contribuíram com medalhas importantes ao longo do evento.

Final histórica de Douglas Silva

Douglas Silva Foto Klitin PASA
Douglas Silva Foto Klitin PASA

O pernambucano de Porto de Galinhas foi um dos grandes nomes da competição. A performance foi considerada uma das melhores de todo o evento.

Na decisão da medalha de ouro, o bicampeão brasileiro foi preciso na escolha das poucas ondas que entraram na bateria. O argentino Thiago Passeri tinha sido o único a derrotar Douglas Silva na Playa Venao, na fase classificatória para as semifinais, quando o pernambucano avançou em segundo lugar. Depois, Passeri bateu o campeão panamericano do ano passado na Guatemala, o equatoriano Alex Suárez, sempre usando as manobras aéreas. E foi voando que ele começou o ataque contra Douglas Silva, que largou na frente com nota 6,50 com cinco batidas e rasgadas numa esquerda que abriu uma longa parede até a beira.

“Deus me abençoou com aquela esquerda. Foi um aéreo difícil porque eu não imaginava que giraria tão verticalmente. Pensei em dar uma volta completa e cair de cara na praia, mas quando vi que a prancha já estava se curvando no ar, agarrei a borda e acabei fazendo um aéreo enorme com um flip. Foi estranho, incrível. Deus nos abençoou, então tudo o que posso fazer é ser grato”, disse Douglas Silva local de Porto de Galinhas, Pernambuco.

Na final, Douglas:

  • Fez a única nota 10 do campeonato
  • Somou 16,50 pontos
  • Garantiu vitória com uma manobra aérea impressionante

Silvana Lima confirma favoritismo

Já a cearense Silvana Lima mostrou experiência e regularidade. Ela conquistou o bicampeonato pan-americano, superando a peruana Daniella Rosas na final.

Além disso, enfrentou forte concorrência ao longo da competição, incluindo atletas brasileiras. O Brasil liderou com folga e confirmou sua hegemonia no continente.

Silvava Lima também muito feliz comemorou ” “Nossa, é muito difícil de ganhar da Daniella (Rosas). Eu venho perdendo várias vezes para ela no Brasil, esse ano mesmo já perdi uma final de QS pra ela, sei que é muito competidora, então eu fui pra dar o meu melhor”, disse Silvana Lima. “Graças a Deus, ela deixou passar aquela onda do 6,40 ali, foi onde fiz a diferença e estou muito amarradona por mais uma medalha de ouro. É a segunda aqui no Panamá, estou superfeliz e acho até que vou ter que tatuar o nome Panamá. Obrigado todo mundo que tava na torcida, amor, deu bom aqui, deu bom família, todo mundo de Paracuru, a gente é ouro mais uma vez e simbora”.”

Silvana Lima Foto Klitin PASA

Classificação final do Pan-Americano

PosiçãoPaísPontos
🥇 1ºBrasil16.301
🥈 2ºArgentina12.461
🥉 3ºPeru12.297
Porto Rico11.432
Chile9.981

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Com o título no Panamá, o país confirma uma sequência histórica:

  • 4 títulos nos últimos 5 anos
  • Presença constante no topo
  • Domínio técnico nas principais modalidades

Uma geração que segue fazendo história

No fim das contas, o Pan-Americano de Surfe 2026 mostrou mais uma vez a força do Brasil — e principalmente do Nordeste — no esporte.

Com talento, técnica e ousadia, os surfistas nordestinos seguem levando o nome da região para o topo do mundo.

E, se depender dessa nova geração, o domínio brasileiro ainda deve durar por muito tempo.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.