Atletas do Nordeste levaram os ouros e ajudam país a conquistar mais um título continental
O Brasil deu um verdadeiro show nos XIX Jogos Pan-Americanos de Surfe, disputados no Panamá, e teve no Nordeste o grande protagonista da campanha. Com atuações dominantes, o país conquistou seu quarto título na história da competição, sendo o quarto nos últimos cinco anos.
A princípio, o destaque principal ficou para atletas nordestinos, que lideraram as principais conquistas e momentos decisivos.
Domínio brasileiro com protagonismo nordestino
A seleção brasileira terminou a competição com números impressionantes:
- 🥇 6 medalhas de ouro
- 🥈 4 medalhas de prata
- 🥉 3 medalhas de bronze
- 📊 13 medalhas no total
O Brasil assumiu a liderança geral ainda no terceiro dia e não perdeu mais.
Destaques principais:
- Douglas Silva (PE) — ouro no shortboard
- Silvana Lima (CE) — ouro e bicampeonato
- Guilherme Batista — ouro no SUP Race
Além disso, outros brasileiros também contribuíram com medalhas importantes ao longo do evento.
Final histórica de Douglas Silva

O pernambucano de Porto de Galinhas foi um dos grandes nomes da competição. A performance foi considerada uma das melhores de todo o evento.
Na decisão da medalha de ouro, o bicampeão brasileiro foi preciso na escolha das poucas ondas que entraram na bateria. O argentino Thiago Passeri tinha sido o único a derrotar Douglas Silva na Playa Venao, na fase classificatória para as semifinais, quando o pernambucano avançou em segundo lugar. Depois, Passeri bateu o campeão panamericano do ano passado na Guatemala, o equatoriano Alex Suárez, sempre usando as manobras aéreas. E foi voando que ele começou o ataque contra Douglas Silva, que largou na frente com nota 6,50 com cinco batidas e rasgadas numa esquerda que abriu uma longa parede até a beira.
“Deus me abençoou com aquela esquerda. Foi um aéreo difícil porque eu não imaginava que giraria tão verticalmente. Pensei em dar uma volta completa e cair de cara na praia, mas quando vi que a prancha já estava se curvando no ar, agarrei a borda e acabei fazendo um aéreo enorme com um flip. Foi estranho, incrível. Deus nos abençoou, então tudo o que posso fazer é ser grato”, disse Douglas Silva local de Porto de Galinhas, Pernambuco.
Na final, Douglas:
- Fez a única nota 10 do campeonato
- Somou 16,50 pontos
- Garantiu vitória com uma manobra aérea impressionante
Silvana Lima confirma favoritismo
Já a cearense Silvana Lima mostrou experiência e regularidade. Ela conquistou o bicampeonato pan-americano, superando a peruana Daniella Rosas na final.
Além disso, enfrentou forte concorrência ao longo da competição, incluindo atletas brasileiras. O Brasil liderou com folga e confirmou sua hegemonia no continente.
Silvava Lima também muito feliz comemorou ” “Nossa, é muito difícil de ganhar da Daniella (Rosas). Eu venho perdendo várias vezes para ela no Brasil, esse ano mesmo já perdi uma final de QS pra ela, sei que é muito competidora, então eu fui pra dar o meu melhor”, disse Silvana Lima. “Graças a Deus, ela deixou passar aquela onda do 6,40 ali, foi onde fiz a diferença e estou muito amarradona por mais uma medalha de ouro. É a segunda aqui no Panamá, estou superfeliz e acho até que vou ter que tatuar o nome Panamá. Obrigado todo mundo que tava na torcida, amor, deu bom aqui, deu bom família, todo mundo de Paracuru, a gente é ouro mais uma vez e simbora”.”

Classificação final do Pan-Americano
| Posição | País | Pontos |
|---|---|---|
| 🥇 1º | Brasil | 16.301 |
| 🥈 2º | Argentina | 12.461 |
| 🥉 3º | Peru | 12.297 |
| 4º | Porto Rico | 11.432 |
| 5º | Chile | 9.981 |
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Brasil segue dominante nas Américas
Com o título no Panamá, o país confirma uma sequência histórica:
- 4 títulos nos últimos 5 anos
- Presença constante no topo
- Domínio técnico nas principais modalidades
Uma geração que segue fazendo história
No fim das contas, o Pan-Americano de Surfe 2026 mostrou mais uma vez a força do Brasil — e principalmente do Nordeste — no esporte.
Com talento, técnica e ousadia, os surfistas nordestinos seguem levando o nome da região para o topo do mundo.
E, se depender dessa nova geração, o domínio brasileiro ainda deve durar por muito tempo.


