Oitava etapa do Championship Tour tem janela de previsão até 4 de setembro
A World Surf League (WSL) abre nesta terça-feira (25) a janela de espera do Fiji Pro 2026, oitava etapa do Championship Tour. De acordo com a organização, a primeira chamada está prevista para 16h30 no horário de Brasília. Contudo, a competição só começa efetivamente se a direção de prova considerar que as condições do mar estão adequadas.
Ao mesmo tempo, a janela segue até 4 de setembro, nas ondas de Cloudbreak, em Fiji, com a possibilidade de utilização também de Restaurants, outro pico da região. Antes de mais nada, as duas ondas são conhecidas pelas esquerdas fortes e tubulares que colocam os melhores surfistas do mundo diante de um dos grandes desafios técnicos do circuito.
A princípio, a previsão indica que terça-feira (25) pode não ser o melhor momento para iniciar a competição. De acordo com a análise meteorológica publicada pela Surfline, a ondulação de sudoeste deve ganhar força e atingir seu pico na quarta-feira (26), com Cloudbreak podendo apresentar ondas de 5 a 8 pés e boas condições de vento.

Previsão aumenta expectativa para quarta-feira
A WSL não precisa necessariamente colocar os atletas na água no primeiro dia da janela. Dessa forma, a comissão técnica acompanha a evolução das ondas e pode adiar o início para aproveitar uma condição melhor.
Assim, a previsão atual favorece justamente essa estratégia.
Em suma, a expectativa é de uma quarta-feira (26) com aumento significativo da ondulação, seguida por uma possível redução na quinta-feira (27). Desse modo, um novo reforço de swell pode chegar na sexta-feira (28), enquanto outra ondulação de sudoeste aparece no radar para o fim de agosto e início de setembro.
Em resumo, isso significa que o Fiji Pro pode começar com um mar mais forte e consistente a partir do segundo dia da janela.
Fiji Pro 2026
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Etapa | 8ª do Championship Tour |
| Local | Cloudbreak, Fiji |
| Janela | 25 de agosto a 4 de setembro |
| Primeira chamada | 16h30, horário de Brasília |
| Ondas | Cloudbreak e Restaurants |
| Brasileiros | 10 no masculino |
| Líder mundial | Ítalo Ferreira |
| Transmissão | Sportv, Globoplay, ge e canais da WSL |
Ítalo Ferreira chega em Fiji com a lycra amarela
A etapa ganhou importância ainda maior depois da disputa no Taiti.
Afinal, o potiguar Ítalo Ferreira chega a Fiji como líder do ranking mundial, com 39.930 pontos. O italiano Leonardo Fioravanti aparece em segundo, com 34.930.
Entretanto, a diferença entre os dois é de 5 mil pontos, o que mantém a disputa pelo título mundial bastante aberta.
Em suma, o Brasil ainda coloca outros três surfistas entre os cinco primeiros: Yago Dora, atual terceiro colocado, com 33.950 pontos; Miguel Pupo, quarto, com 30.450; e Gabriel Medina, quinto, com 28.610.
Top 5 do ranking masculino
| Pos. | Surfista | País | Pontos |
|---|---|---|---|
| 1º | Ítalo Ferreira | 🇧🇷 Brasil | 39.930 |
| 2º | Leonardo Fioravanti | 🇮🇹 Itália | 34.930 |
| 3º | Yago Dora | 🇧🇷 Brasil | 33.950 |
| 4º | Miguel Pupo | 🇧🇷 Brasil | 30.450 |
| 5º | Gabriel Medina | 🇧🇷 Brasil | 28.610 |
Portanto, o cenário mostra a força brasileira na temporada. Ao mesmo tempo, três dos cinco primeiros colocados são brasileiros, e Ítalo chega à oitava etapa defendendo a liderança.
Dez brasileiros estão no Fiji Pro
O Brasil terá dez representantes no masculino em Cloudbreak. Apenas Mateus Herdy começa no Round 1. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2.
Entre os nomes estão Ítalo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, Filipe Toledo, João Chianca, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Connor O’Leary, que compete pelo Japão.
Assim, o formato coloca alguns dos principais candidatos ao título diretamente em confrontos decisivos da segunda rodada.
Veja as baterias dos brasileiros
Round 1 masculino
Mateus Herdy (BRA) enfrenta Jarvis Earle (AUS).
Os demais brasileiros aguardam os vencedores das baterias da primeira fase ou já têm adversários definidos no Round 2.
Round 2 masculino
- Yago Dora (BRA) x vencedor da bateria 3 do Round 1
- João Chianca (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)
- Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor da bateria 2
- Ítalo Ferreira (BRA) x vencedor da bateria 1
- Filipe Toledo (BRA) x Connor O’Leary (JAP)
- Samuel Pupo (BRA) x Alejo Muniz (BRA)
- Miguel Pupo (BRA) x vencedor da bateria 4
- Gabriel Medina (BRA) x Joel Vaughan (AUS)
O duelo entre Samuel Pupo e Alejo Muniz já garante um brasileiro na fase seguinte, enquanto Ítalo, Yago, Miguel e Medina entram na competição com a vantagem de estrear apenas no Round 2.
Feminino também tem brasileiras em Fiji
A chave feminina reúne algumas das principais surfistas do mundo, incluindo Caroline Marks, Caitlin Simmers, Carissa Moore, Tyler Wright e Stephanie Gilmore.
Assim, a brasileira Luana Silva começa diretamente no Round 2.
Round 1 feminino
- Stephanie Gilmore (AUS) x Yolanda Hopkins (POR)
- Alyssa Spencer (EUA) x Tya Zebrowski (FRA)
- Anat Lelior (ISR) x Sally Fitzgibbons (AUS)
- Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Vahine Fierro (FRA)
- Tyler Wright (AUS) x Brisa Hennessy (CRC)
- Erin Brooks (CAN) x Bella Kenworthy (EUA)
- Isabella Nichols (AUS) x Francisca Veselko (POR)
- Nadia Erostarbe (ESP) x Te’a Kurop (FIJ)
Round 2 feminino
- Carissa Moore (HAV) x vencedora da bateria 2
- Luana Silva (BRA) x vencedora da bateria 5
- Sawyer Lindblad (EUA) x vencedora da bateria 3
- Lakey Peterson (EUA) x vencedora da bateria 7
- Gabriela Bryan (HAV) x vencedora da bateria 1
- Caroline Marks (EUA) x vencedora da bateria 8
- Molly Picklum (AUS) x vencedora da bateria 4
- Caitlin Simmers (EUA) x vencedora da bateria 6
Cloudbreak já conhece campeões brasileiros
Fiji também traz boas lembranças para o surfe brasileiro.
Gabriel Medina venceu em Cloudbreak em 2014 e 2016, enquanto Yago Dora conquistou o WSL Finals de 2025 no local.
A onda voltou ao calendário regular do Championship Tour em 2024, depois de ficar fora da programação por alguns anos. Em 2025, Cloudbreak recebeu a decisão mundial da temporada.
Agora, o local volta a receber uma etapa regular e pode ter papel importante na briga pelo título de 2026.
Como acompanhar o Fiji Pro?

A primeira chamada para esta terça-feira (25) está marcada para 16h30, no horário de Brasília. Contudo, a chamada, porém, não significa necessariamente que haverá competição: a WSL pode adiar o início se as ondas não apresentarem qualidade suficiente.
A expectativa é de que a direção de prova aproveite o melhor momento do swell ao longo da janela.
O Fiji Pro terá transmissão pelos canais Sportv, Canal do You Tube da WSL e plataformas da WSL.
Portanto, para o público brasileiro, a atenção estará principalmente em Ítalo Ferreira, que chega a Fiji com a lycra amarela e uma vantagem de 5 mil pontos sobre Fioravanti. Mas Yago Dora, Miguel Pupo e Gabriel Medina também estão muito próximos na briga pelo topo.
Afinal, se a previsão se confirmar e o swell ganhar força na quarta-feira, Cloudbreak pode entregar justamente o tipo de mar que transforma uma etapa do Championship Tour em um dos grandes espetáculos do surfe mundial.


