Potiguar encerrou o Tahiti Pro na semifinal e deixou o Taiti novamente na liderança do ranking mundial
A sétima etapa do Championship Tour (CT) da WSL 2026 chegou ao fim no Taiti, mas a disputa pelo título mundial está longe de terminar. O circuito volta à água ainda em agosto, com o Fiji Pro, marcado para começar no final de agosto.
E o Nordeste segue no centro da briga pelo título. O potiguar Italo Ferreira, único nordestino no CT masculino de 2026, terminou o Outerknown Tahiti Pro na semifinal e deixou Teahupo’o com a camisa amarela de líder do ranking.
Seth Moniz vence o Tahiti Pro

O título no Taiti ficou com o havaiano Seth Moniz, que apresentou um dos melhores desempenhos da competição em condições extremamente pesadas, mostrou muita expêriencia.
Especialista em ondas de backside, Moniz mostrou tranquilidade mesmo diante de um mar que alternou momentos de perfeição e condições perigosas durante a etapa. A vitória também representou uma importante recuperação do havaiano no ranking da temporada.
Italo Ferreira parou justamente na semifinal diante do campeão. Mesmo sem chegar à decisão, o resultado foi suficiente para colocar o brasileiro novamente na liderança da temporada.
Italo Ferreira retoma a liderança

Com o resultado do Tahiti, Italo aparece na primeira colocação com 39.930 pontos.
O italiano Leonardo Fioravanti, que chegou ao Taiti como líder, teve seu pior resultado da temporada e caiu para a segunda posição, com 34.930 pontos.
A diferença agora é de 5 mil pontos, deixando o potiguar em uma situação confortável para chegar à próxima etapa com a camisa amarela.
Veja a situação dos 20 primeiros do ranking WSl 2026
| Pos. | Variação | Surfista | País | Pontuação |
|---|---|---|---|---|
| 1 | ▲ 1 | Italo Ferreira | Brasil | 39.930 |
| 2 | ▼ 1 | Leonardo Fioravanti | Itália | 34.930 |
| 3 | — | Yago Dora | Brasil | 33.950 |
| 4 | ▲ 1 | Miguel Pupo | Brasil | 30.450 |
| 5 | ▼ 1 | Gabriel Medina | Brasil | 28.610 |
| 6 | ▲ 1 | Ethan Ewing | Austrália | 28.575 |
| 7 | ▲ 1 | George Pittar | Austrália | 26.705 |
| 8 | ▲ 4 | Griffin Colapinto | Estados Unidos | 26.290 |
| 9 | ▼ 3 | Samuel Pupo | Brasil | 25.640 |
| 10 | — | Liam O’Brien | Austrália | 23.185 |
| 11 | ▼ 2 | Kanoa Igarashi | Japão | 22.790 |
| 12 | ▲ 1 | Jack Robinson | Austrália | 22.345 |
| 13 | ▲ 1 | Kauli Vaast | França | 20.555 |
| 14 | ▼ 3 | Marco Mignot | França | 20.025 |
| 15 | ▲ 2 | João Chianca | Brasil | 19.045 |
| 16 | ▲ 2 | Connor O’Leary | Japão | 18.440 |
| 17 | ▼ 2 | Filipe Toledo | Brasil | 18.150 |
| 18 | ▼ 2 | Morgan Cibilic | Austrália | 17.545 |
| 19 | ▲ 12 | Seth Moniz | Havaí | 15.500 |
| 20 | ▼ 1 | Crosby Colapinto | Estados Unidos | 15.385 |
Os dados completos do ranking após o Tahiti devem ser conferidos na atualização oficial da WSL.
Próxima parada: Fiji
O circuito agora segue para Fiji, um dos destinos mais especiais do calendário da WSL. A janela de espera abre em 25 de agosto.
O Fiji Pro 2026 terá como palco duas ondas conhecidas mundialmente: Cloudbreak e Restaurants. As duas são esquerdas e podem proporcionar condições completamente diferentes ao longo da janela de competição.
Assim, para Italo, será mais uma oportunidade de ampliar a vantagem na liderança antes da reta final da temporada.
LEIA TAMBÉM:
- Brasileirão Série A chega à 23ª rodada: onde assistir dos jogos de Bahia e Vitória
- Cinco Corridas de Rua no Nordeste que não dá para perder
- Nordeste tem maior número de semifinalistas do Solve for Tomorrow Brasil 2026
- Do gibão à bombacha: as semelhanças entre Sertão e Pampas
A briga pelo título está aberta
Depois de Fiji, ainda restarão cinco etapas para o encerramento da temporada, com a decisão passando pelo Havaí.
A temporada de 2026 também tem uma diferença importante em relação aos últimos anos: o tradicional Mid-season Cut foi extinto. Com isso, a temporada segue sem o corte no meio do circuito.
A etapa final será disputada em Pipeline, no Havaí, de 8 a 20 de dezembro, e terá pontuação diferenciada, com 15 mil pontos para o campeão, acima dos 10 mil pontos normalmente atribuídos às etapas.
A disputa, portanto, ainda está completamente aberta. Mas, por enquanto, é o Nordeste que veste a camisa amarela do surfe mundial.
E o dono dela é o potiguar Italo Ferreira.


