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Qual estado do Nordeste mais criou empregos em 2026? Veja o ranking

Bahia lidera o acumulado do ano, Pernambuco foi o estado que mais abriu vagas em agosto e Paraíba teve o maior crescimento proporcional do Brasil Qual estado do Nordeste mais está criando empregos em 2026? ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
7 de outubro de 2026 - às 06:02
Atualizado 7 de outubro de 2026 - às 06:02
8 min de leitura
Empregos em Pernambuco
Brasil vive um período de maior empregabilidade de sua história. foto MivaFilho-Secom

Bahia lidera o acumulado do ano, Pernambuco foi o estado que mais abriu vagas em agosto e Paraíba teve o maior crescimento proporcional do Brasil

Qual estado do Nordeste mais está criando empregos em 2026? A resposta muda conforme o indicador analisado.

A princípio, nos dados mais recentes do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia lidera o Nordeste no acumulado de janeiro a agosto, com 72.768 novos empregos formais. Já em agosto, Pernambuco ficou na primeira posição regional, com 13.428 vagas abertas.

Além disso, a Paraíba registrou o maior crescimento proporcional do emprego entre todos os estados brasileiros em agosto, com alta de 1,59% no estoque de vínculos formais.

Ou seja, o mercado de trabalho nordestino apresenta três histórias diferentes: Bahia lidera no volume acumulado, Pernambuco dispara no resultado mensal e Paraíba cresce mais rapidamente em termos proporcionais.

Emprego Pernambuco
foto Gabriel Santana

Bahia lidera o Nordeste em empregos criados em 2026

Entre janeiro e agosto, a Bahia abriu 72.768 postos formais de trabalho, o maior saldo entre os nove estados nordestinos.

Antes de mais nada, o resultado representa crescimento de 3,40% no estoque de empregos desde o início do ano. Além disso, a Bahia completou oito meses consecutivos com saldo positivo.

Assim, o desempenho coloca o estado também entre os maiores geradores de empregos do Brasil no período.

Na economia baiana, os Serviços lideraram a criação de vagas no acumulado, com cerca de 43 mil postos. Em seguida aparecem Construção, Indústria e Agropecuária. O Comércio, por outro lado, acumulou saldo negativo no período.

Ceará ultrapassa Pernambuco no acumulado

Ao mesmo tempo, a disputa pelo segundo lugar também chama atenção.

Até agosto, o Ceará acumulou 37.697 empregos formais, ligeiramente acima dos 36.874 registrados por Pernambuco. Assim, o Ceará passou a ocupar a segunda posição do Nordeste no acumulado de 2026, enquanto Pernambuco ficou em terceiro.

Dessa forma, o Ceará apresentou crescimento de 2,74% no estoque de empregos no ano.

Portanto, o ranking acumulado começa assim:

PosiçãoEstadoEmpregos criados em 2026
1ºBahia72.768
2ºCeará37.697
3ºPernambuco36.874
4ºMaranhão19.036
5ºPiauí15.722
6ºRio Grande do Norte6.650
7ºAlagoas-3.216

Em resumo, os dados oficiais e levantamentos baseados no Novo Caged mostram que Alagoas é o único estado nordestino que ainda apresenta saldo acumulado negativo em 2026.

Os números de Paraíba e Sergipe completam o quadro regional, enquanto o Nordeste acumula 211.915 novos postos formais entre janeiro e agosto, com crescimento de 2,68%.

Pernambuco lidera o mês de agosto

Quando o recorte muda para agosto, Pernambuco assume a liderança.

Desse modo, o estado criou 13.428 empregos formais no mês. Afinal, este é o maior saldo entre os nove estados nordestinos. No ranking nacional, ficou atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

A Bahia apareceu em segundo lugar, com 11.647 vagas, enquanto o Ceará ficou em terceiro, com 9.295.

Confira o ranking de agosto:

PosiçãoEstadoVagas criadas em agosto
1ºPernambuco13.428
2ºBahia11.647
3ºCeará9.295
4ºParaíba8.852
5ºRio Grande do Norte4.890
6ºAlagoas3.791
7ºMaranhão3.188
8ºSergipe2.382
9ºPiauí1.883
Nordeste59.356

O dado chama atenção porque todos os nove estados nordestinos registraram saldo positivo em agosto. No total, a região abriu 59.356 postos, o equivalente a 35,8% dos 165.827 empregos formais criados no Brasil naquele mês.

Paraíba tem o maior crescimento proporcional do Brasil

Se o critério for velocidade de crescimento, entretanto, a liderança muda novamente.

A Paraíba registrou crescimento de 1,59% no estoque de empregos formais em agosto, o maior percentual entre todas as unidades da Federação.

Assim, o estado ficou à frente do Amapá, que teve alta de 1,38%, e do Rio Grande do Norte, com 0,92%.cA Paraíba abriu 8.852 vagas no mês e ficou em quarto lugar no ranking nordestino por quantidade absoluta.

Portanto, o estado não liderou em número de empregos, mas apresentou o maior avanço proporcional do país.

Indústria foi decisiva para a Paraíba

Um dos elementos que ajudam a explicar o desempenho paraibano está na indústria. A Paraíba abriu 4.088 empregos industriais em agosto, o maior saldo do setor entre os estados nordestinos.

Entretanto, Pernambuco veio logo depois, com 3.296 novos postos industriais. A agropecuária também contribuiu para o resultado paraibano, com 1.265 novas vagas em agosto.

Assim, o desempenho do estado mostra que a geração de empregos não dependeu apenas dos Serviços.

Onde estão os empregos do Nordeste?

Os números de agosto também permitem identificar quais setores movimentaram o mercado de trabalho regional.

No conjunto dos nove estados, Serviços e Indústria responderam por 37.471 das 59.356 novas vagas, ou 63,1% do saldo nordestino.

Serviços

O setor abriu 24.931 postos na região.

Bahia e Ceará lideraram a criação dentro do segmento:

  • Bahia: 6.133 vagas;
  • Ceará: 5.267 vagas.

Além disso, duas atividades se destacaram no Nordeste: Educação, com 5.998 vagas, e Saúde Humana e Serviços Sociais, com 4.456.

Indústria

A indústria abriu 12.540 empregos no Nordeste em agosto.

Desse total, 11.314 vieram da indústria de transformação, responsável por 90,2% do saldo industrial regional.

A Paraíba liderou esse segmento, com 4.088 vagas, seguida por Pernambuco, com 3.296.

Construção

A construção civil acrescentou 7.354 empregos na região.

Ceará, Pernambuco e Bahia apresentaram os maiores resultados:

EstadoNovas vagas na construção
Ceará1.897
Pernambuco1.824
Bahia1.707

Comércio

O comércio abriu 4.888 vagas no Nordeste em agosto.

Mais uma vez, Ceará, Pernambuco e Bahia ficaram à frente:

  • Ceará: 1.193;
  • Pernambuco: 934;
  • Bahia: 757.

Rio Grande do Norte teve força na agropecuária

O Rio Grande do Norte oferece outro exemplo de como a estrutura econômica de cada estado influencia o resultado.

O estado abriu 4.890 empregos formais em agosto. Porém, a Agropecuária respondeu por 2.620 vagas, mais da metade do saldo mensal.

O cultivo de melão teve papel importante nesse desempenho, com 1.718 novos postos.

No acumulado de janeiro a agosto, o RN soma 6.650 empregos formais, crescimento de 1,25%.

Pernambuco teve ajuda da cadeia da cana

O líder de agosto também apresentou uma característica própria.

Pernambuco abriu 13.428 vagas no mês. Serviços liderou, com 4.393 postos, seguido por Indústria, com 3.296; Agropecuária, com 2.981; Construção, com 1.824; e Comércio, com 934.

A cadeia sucroenergética teve participação importante. Ela gerou 5.050 postos, equivalentes a 37,6% do saldo estadual de agosto.

Dentro dessa cadeia, a fabricação de açúcar abriu 2.790 vagas e o cultivo de cana acrescentou 1.413.

E o Maranhão?

O Maranhão também fechou agosto no azul, com 3.188 novos empregos formais.

Com isso, o estado chegou a 19.036 vagas acumuladas em 2026, crescimento de 3,02% no estoque de empregos formais.

O resultado mensal representou uma recuperação em relação a julho, quando o saldo havia ficado em 654 vagas.

Piauí cresce acima da média nacional

O Piauí acumulou 15.722 novos empregos formais entre janeiro e agosto, com crescimento de 4,27% no estoque.

Sendo assim, esse percentual colocou o estado como a segunda unidade da Federação com maior crescimento proporcional no acumulado do ano, atrás apenas do Amapá.

Em agosto, o Piauí abriu 1.883 vagas e chegou a 384.033 vínculos formais.

Alagoas ainda está no negativo no ano

Alagoas apresenta o contraste mais forte do ranking.

Embora tenha criado 3.791 empregos em agosto, o estado ainda acumula saldo negativo de 3.216 postos entre janeiro e agosto.

Assim, Alagoas continua como o único estado nordestino no vermelho no acumulado de 2026.

O resultado mostra por que olhar apenas para um mês pode levar a uma interpretação diferente daquela apresentada pelo acumulado do ano.

O mercado de trabalho brasileiro em 2026

No Brasil, o Novo Caged registrou 165.827 novos empregos formais em agosto.

Entre janeiro e agosto, o país acumulou 1.134.033 novos postos, com crescimento de 2,41%. Os Serviços lideraram com ampla vantagem, com 697.859 vagas, seguidos por Construção, com 200.431; Indústria, com 170.442; Agropecuária, com 56.024; e Comércio, com 9.300.

Além disso, o salário médio real de admissão em agosto ficou em R$ 2.410,74, alta real de 1,02% em relação a agosto de 2025.

Afinal, qual estado do Nordeste mais está criando empregos?

A resposta depende do indicador.

No acumulado de 2026, a Bahia lidera, com 72.768 novos empregos formais.

Em agosto, Pernambuco ficou na frente, com 13.428 vagas.

Na velocidade proporcional mensal, a Paraíba ganhou destaque nacional, com crescimento de 1,59%.

E, quando o foco vai para o crescimento proporcional acumulado, o Piauí aparece entre os melhores resultados do país, com alta de 4,27%.

Portanto, os dados do Novo Caged mostram um mercado de trabalho nordestino bastante heterogêneo. Bahia concentra o maior volume acumulado, Pernambuco acelerou em agosto, Paraíba ganhou força proporcionalmente e estados como Piauí também apresentam expansão acima da média brasileira.

Afinal, mais do que apontar um único vencedor, o ranking mostra onde estão surgindo os empregos e quais setores estão movimentando cada economia do Nordeste em 2026.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.