A nova pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 37%. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (28), a seis dias do primeiro turno.
Na rodada anterior, realizada entre 18 e 20 de setembro, Lula tinha 40% e Flávio, 37%. Assim, a diferença entre os dois passou de três para cinco pontos percentuais.
Veja os números do primeiro turno
A princípio, no cenário estimulado, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, o levantamento apresentou o seguinte resultado:
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Lula (PT) | 42% |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 37% |
| Augusto Cury (Avante) | 5% |
| Ronaldo Caiado (PSD) | 5% |
| Renan Santos (Missão) | 4% |
| Romeu Zema (Novo) | 1% |
| Samara Martins (UP) | 1% |
| Branco/nulo/nenhum | 3% |
| Não sabe/não respondeu | 2% |
Dessa maneira, os números mostram uma diferença de cinco pontos percentuais entre Lula e Flávio Bolsonaro nesse cenário.
Nordeste tem diferença maior no levantamento
Um dos dados que chamam atenção para o Nordeste aparece nos recortes regionais.
Segundo a pesquisa, Lula registra 53% das intenções de voto entre os entrevistados do Nordeste no cenário estimulado. O levantamento também mostra 49% entre eleitores com renda de até um salário mínimo, 50% entre pessoas com ensino fundamental e 46% entre as mulheres.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, alcança seus maiores percentuais entre eleitores evangélicos, com 50%, e homens, com 43%. No recorte regional, seu melhor resultado aparece no Sul, com 42%.
Entretanto, o dado regional é especialmente relevante porque o Nordeste reúne nove estados e uma parcela expressiva do eleitorado brasileiro. Ainda assim, trata-se de um recorte da amostra da pesquisa, e não de uma projeção do resultado eleitoral em cada estado.
E no cenário espontâneo?
A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quem pretendem votar sem apresentar uma lista de candidatos.
Nesse cenário, Lula aparece com 41%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%. Renan Santos tem 4%, Augusto Cury aparece com 3% e Ronaldo Caiado marca 2%. Outros nomes somam 1%. Brancos e nulos representam 5%, enquanto 9% não souberam ou não responderam.
Considerando apenas os votos válidos desse cenário espontâneo, o levantamento divulgado pelo BTG/Nexus aponta 47,7% para Lula e 40,7% para Flávio Bolsonaro.
O que acontece em um eventual segundo turno?
Quando a pesquisa testa diretamente um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a distância diminui. O levantamento registra:
| Segundo turno | Intenção de voto |
|---|---|
| Lula | 46% |
| Flávio Bolsonaro | 44% |
| Branco/nulo/nenhum | 8% |
| Não sabe/não respondeu | 1% |
A diferença de dois pontos fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Por isso, o levantamento classifica estatisticamente esse resultado como empate técnico.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Flávio Bolsonaro, 45%. O BTG/Nexus também testou Lula contra outros nomes. O presidente aparece com 48% contra 39% de Romeu Zema, 46% contra 42% de Ronaldo Caiado, 48% contra 35% de Renan Santos e 46% contra 42% de Augusto Cury.
Maioria diz que já decidiu o voto
Outro dado da pesquisa mede o grau de definição do eleitorado.
Assim, 87% dos entrevistados que escolheram um candidato no primeiro turno afirmam que a decisão já está tomada, enquanto 12% dizem que ainda podem mudar de voto até 4 de outubro.
Entre os eleitores de Lula, 92% consideram a decisão definitiva. Entre os de Flávio Bolsonaro, o índice chega a 91%.
No eventual segundo turno, 92% dos eleitores que escolheram um dos dois nomes dizem que não pretendem mudar de voto. Entre os que admitem mudança, 51% apontam Flávio Bolsonaro como segunda opção, enquanto 16% citam Lula.
Rejeição também foi medida
A pesquisa perguntou ainda em quais candidatos os entrevistados não votariam de jeito nenhum.
| Candidato | Rejeição |
|---|---|
| Flávio Bolsonaro | 51% |
| Lula | 48% |
| Romeu Zema | 40% |
| Ronaldo Caiado | 37% |
Na rodada anterior, Lula tinha 50% de rejeição e Flávio Bolsonaro, 50%.
Economia aparece entre os fatores citados pelos eleitores
O levantamento também perguntou quais fatores influenciam a escolha para presidente.
Entre os temas avaliados aparecem economia, acusações de corrupção, rejeição a outro candidato, saúde, educação, segurança pública e situação financeira pessoal.
A pesquisa aponta diferenças entre os grupos de eleitores. Entre os que declararam voto em Lula, a rejeição a outro candidato aparece como um dos fatores mais citados, seguida por educação e saúde. Entre os eleitores de Flávio, economia e acusações de corrupção aparecem entre os principais fatores mencionados.
Como está a avaliação do governo Lula?
O levantamento também mediu a avaliação da atual administração federal.
Assim, 36% classificam o governo como ótimo ou bom, 19% como regular e 45% como ruim ou péssimo. Quando a pergunta trata especificamente da aprovação do trabalho do presidente, 46% aprovam e 49% desaprovam.
Na avaliação da economia brasileira, 51% consideram a situação ruim ou péssima, enquanto 17% classificam como ótima ou boa. Ao mesmo tempo, 46% esperam uma melhora da economia nos seis meses seguintes.
Metodologia da pesquisa BTG/Nexus
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores entre 25 e 27 de setembro de 2026.
As entrevistas ocorreram por telefone, utilizando o sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Dessa maneira, a amostra utilizou cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026 e contratado pelo Banco BTG Pactual.
O que a pesquisa mostra?
O levantamento apresenta 42% para Lula e 37% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, enquanto o eventual segundo turno entre os dois registra 46% a 44%, diferença que permanece dentro da margem de erro.
Portanto, como qualquer pesquisa eleitoral, os números representam as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. Afinal, o levantamento não substitui o resultado das urnas e não permite determinar antecipadamente o resultado da eleição.
A pesquisa foi realizada entre 25 e 27 de setembro, enquanto o primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Portanto, ainda existe uma semana entre a coleta das entrevistas e a votação.


