WSL volta com ondas gigantes, Medina x Slater no radar e Ítalo Ferreira brigando pela liderança
Depois de mais de 30 dias de pausa, a corrida pelo título mundial de surfe está de volta. O Championship Tour (CT), primeira divisão da World Surf League (WSL), retoma a temporada em agosto com duas etapas que podem mexer diretamente com o ranking: Taiti e Fiji.
Para o Nordeste, as atenções estarão especialmente voltadas para Ítalo Ferreira. O campeão mundial e primeiro medalhista de ouro olímpico da história do surfe chega à retomada da temporada ocupando a vice-liderança do ranking mundial e permanece diretamente na disputa pelo título de 2026.
A primeira parada será o Outerknown Tahiti Pro, com janela de competição a partir de 8 de agosto, em Teahupo’o. Depois, a elite segue para Fiji, onde a próxima etapa começa no dia 25.
São duas das ondas mais tradicionais e desafiadoras do circuito mundial.
Brasileiros estão entre os protagonistas da temporada
A retomada acontece em um momento importante para o Brasil.
O chamado Brazilian Storm continua ocupando posições de destaque no ranking masculino, com nomes como Ítalo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina e Miguel Pupo entre os surfistas que aparecem na parte de cima da classificação.

A liderança pertence ao italiano Leonardo Fioravanti, que terá pela frente justamente uma sequência capaz de testar uma característica importante dos candidatos ao título: desempenho em ondas de tubo e condições de mar mais pesado.
Ítalo aparece logo atrás e tem a oportunidade de diminuir a diferença ou até assumir a ponta dependendo dos resultados das próximas etapas.
A presença brasileira na disputa não é novidade. A própria base de resultados da WSL mostra Ítalo, Medina, Yago Dora e Miguel Pupo protagonizando baterias importantes ao longo da temporada.
No feminino, o Brasil também permanece vivo na corrida pelo título. Luana Silva ocupa posição de destaque no ranking e chega à sequência do Pacífico entre as surfistas que ainda podem avançar na classificação.
TaHiti coloca os melhores do mundo diante de Teahupo’o
A volta do circuito acontecerá em um cenário que dispensa apresentações para quem acompanha o surfe.
Teahupo’o, no Taiti, é uma das ondas mais famosas e perigosas do planeta.
O fundo de recife extremamente raso, combinado com grandes ondulações do Pacífico, produz tubos pesados e rápidos. Quando o mar cresce, a etapa se transforma em um dos maiores testes técnicos e psicológicos da temporada.
Por isso, o resultado no Taiti pode ter peso importante na corrida pelo título.
Gabriel Medina, principalmente, possui uma relação especial com Teahupo’o. O brasileiro construiu ao longo da carreira algumas de suas maiores atuações em ondas de tubo e já protagonizou confrontos históricos no local.
Kelly Slater pode cruzar novamente o caminho de Medina
Um dos ingredientes especiais da etapa será a presença de Kelly Slater.
O 11 vezes campeão mundial aparece como convidado no evento e poderá proporcionar um dos confrontos mais aguardados pelos fãs.
As baterias iniciais já foram divulgadas pela WSL e existe a possibilidade de Slater cruzar o caminho de Gabriel Medina na sequência da competição, dependendo dos resultados.
Seria mais um capítulo de uma rivalidade esportiva que marcou diferentes momentos da história recente do Championship Tour.
Slater e Medina pertencem a gerações diferentes, mas protagonizaram disputas memoráveis justamente em ondas que exigem leitura, estratégia e domínio dos tubos.
Depois do Taiti será a vez de Fiji
A elite mundial terá pouco tempo para descansar.
A segunda etapa de agosto está programada para começar no dia 25, em Fiji.
Assim como Teahupo’o, Fiji oferece condições de ondas de alto nível e pode produzir outra competição decisiva para o ranking.
A sequência Taiti-Fiji ganha importância porque coloca os candidatos ao título diante de condições bastante diferentes das encontradas em algumas etapas anteriores.
É também o momento em que qualquer eliminação precoce começa a custar caro.
Onde assistir à WSL
Os fãs brasileiros poderão acompanhar as etapas do Championship Tour pela internet. A WSL disponibiliza a transmissão das competições ao vivo por seus canais digitais, incluindo o site oficial da World Surf League e suas plataformas de vídeo.
Site oficial da World Surf League
As transmissões normalmente começam antes da primeira bateria do dia, mas o horário depende das condições do mar. Como ocorre tradicionalmente no surfe profissional, a organização analisa vento, ondulação e formação das ondas antes de confirmar o início das disputas.
Por causa do fuso horário do Pacífico, parte das baterias poderá acontecer durante a noite ou madrugada no horário de Brasília.
O NE9 recomenda acompanhar diariamente a programação oficial da WSL durante as janelas das duas etapas, já que os horários podem mudar de acordo com as condições do oceano.

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Entenda a reta final do Mundial WSL
A temporada de 2026 ainda terá capítulos importantes depois de agosto.
Após Taiti e Fiji, o Championship Tour seguirá para a etapa de Trestles, na Califórnia, que marcará o encerramento da temporada regular.
Será um ponto decisivo do campeonato. A partir dali, o circuito entra em uma nova fase, com redução do número de competidores. O grupo será cortado para 24 homens e 16 mulheres, deixando a corrida pelo título ainda mais concentrada.
Na sequência, estão previstas etapas em Portugal, Filipinas, Abu Dhabi — com a piscina de ondas — e o aguardado encerramento no Havaí.
É justamente essa configuração que torna agosto tão importante. Um bom desempenho no Taiti e em Fiji pode significar não apenas a subida no ranking, mas uma vantagem estratégica para a parte final do campeonato.
Veja as etapas que ainda faltam no Mundial de Surfe 2026
| Etapa | Local | Data prevista | Momento da temporada |
|---|---|---|---|
| Outerknown Tahiti Pro | Teahupo’o, Taiti | a partir de 8 de agosto | Retomada do CT |
| Fiji Pro | Fiji | a partir de 25 de agosto | Segunda etapa da perna do Pacífico |
| Trestles | Califórnia, EUA | setembro | Última etapa antes do corte |
| Portugal | Portugal | outubro | Início da reta final |
| Filipinas | Filipinas | outubro/novembro | Etapa da reta final |
| Abu Dhabi | Emirados Árabes Unidos | novembro | Etapa em piscina de ondas |
| Havaí | Havaí, EUA | dezembro | Encerramento e definição do título mundial |
Ítalo carrega novamente o Nordeste na disputa mundial
Para os nordestinos, existe um motivo adicional para acompanhar essa sequência.
Natural de Baía Formosa, no litoral do Rio Grande do Norte, Ítalo Ferreira já levou o nome do estado e do Nordeste aos maiores palcos do surfe.
Foi campeão mundial em 2019 e entrou para a história ao conquistar, em Tóquio, a primeira medalha de ouro olímpica do surfe. Agora, volta ao Pacífico como vice-líder mundial e novamente candidato ao título. Depois de mais de um mês sem disputas do Championship Tour, a espera está terminando.
Portanto, a partir de 8 de agosto, os melhores surfistas do planeta voltam ao mar — e o potiguar Ítalo Ferreira estará novamente no centro da batalha pelo topo do mundo.


