O potiguar Italo Ferreira segue firme na briga pelo título da quarta etapa do Circuito Mundial de Surf da World Surf League, em Raglan.
Depois de vários dias de espera por melhores condições no mar, a WSL voltou a colocar os atletas na água na noite desta sexta-feira (horário do Brasil) e o resultado foi um verdadeiro espetáculo de surf.
A princípio, a direção de prova realizou as quartas de final masculinas e as semifinais femininas em ondas bem mais organizadas e com melhor formação, exatamente o cenário aguardado pelos surfistas desde o início da janela da competição.
Ítalo mantém sonho nordestino vivo na elite mundial

Único nordestino no Championship Tour da WSL, Ítalo Ferreira continua carregando o Nordeste entre os principais nomes do surf mundial em 2026.
O campeão olímpico e mundial, natural de Baía Formosa, garantiu vaga na semifinal após vencer Miguel Pupo com autoridade.
Depois de trocar de prancha antes da bateria, Ítalo apresentou um surf mais sólido e encaixou manobras fortes nas esquerdas longas de Raglan, sem dar chances para o paulista.
Agora, o potiguar terá pela frente um duelo brasileiro pesado contra Yago Dora, que vive grande fase no circuito.
Brasil já garantiu vaga na final

Com o confronto entre Ítalo e Yago na semifinal, o Brasil já tem presença garantida na decisão da etapa da Nova Zelândia. Yago Dora chegou à semifinal depois de protagonizar uma das viradas mais impressionantes do campeonato.
Precisando de uma nota acima de 9,5 nos minutos finais contra Cole Houshmand, o brasileiro segurou a prioridade por quase dez minutos e encontrou uma onda perfeita para arrancar nota 10 unânime dos juízes.
A apresentação colocou ainda mais fogo na disputa brasileira pela vaga na final.
Enquanto isso, do outro lado da chave, a semifinal será internacional:
- Griffin Colapinto, dos Estados Unidos;
- enfrenta o australiano Morgan Cibilic.
Colapinto eliminou Felipe Toledo nas quartas, enquanto Cibilic virou sua bateria contra Rio Waida na última onda com uma nota 8 decisiva.
Raglan finalmente entregou ondas de alto nível
Depois de dias marcados por ondas pequenas e muita paralisação, Raglan finalmente mostrou o potencial esperado pelos atletas. Assim, o pico neozelandês vinha sendo aguardado justamente por oferecer longas ondas de esquerda, cenário raro dentro do calendário atual da WSL.
Com a melhora das condições, os surfistas passaram a abusar:
- das linhas longas;
- manobras de borda;
- e principalmente dos aéreos.
Ítalo e Yago, inclusive, elevaram o nível das manobras aéreas ao longo do dia e aparecem agora como dois dos surfistas mais explosivos da etapa.
Feminino teve maior média do ano
No feminino, a veterana Carissa Moore protagonizou um verdadeiro show de surf. A havaiana quase repetiu o feito de Yago Dora e ficou muito próxima da nota perfeita.
Carissa somou 9,20 e 9,80, atingindo impressionantes 19 pontos de somatório — a maior média do evento e também da temporada 2026 até agora. A apresentação virou um dos assuntos mais comentados da etapa.
Onde assistir ao vivo a WSL?
As semifinais e finais da etapa de Raglan acontecem neste sábado no horário brasileiro. Contudo, a chamada oficial da WSL está marcada para: 22h (horário de Brasília) e não as 18h.
A transmissão ao vivo pode ser acompanhada:
- no site oficial da WSL;
- no aplicativo oficial da liga;
- Sport TV
- e no canal da WSL no YouTube.
Por conta do fuso da Nova Zelândia, as baterias seguem acontecendo durante a madrugada no Brasil.

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Ítalo tenta reação no ranking
Além da briga pelo título da etapa, Ítalo Ferreira também tenta subir posições importantes no ranking mundial. Medina não vai seguir com a lycra amarela.
O potiguar começou a temporada oscilando, mas uma vitória em Raglan pode recolocá-lo diretamente na disputa pelas primeiras posições do Championship Tour.
Portanto, Oo brasileiro busca mais um título em ondas de esquerda, justamente um dos tipos de condição em que costuma apresentar seu surf mais agressivo e completo.



