Após a etapa de Saquarema, temporada segue com duas provas decisivas da divisão de acesso
A temporada do surfe mundial entra em uma das fases mais importantes do calendário da World Surf League (WSL). Depois da etapa de Saquarema, no Rio de Janeiro, o foco agora se volta para o Challenger Series, a divisão de acesso ao Championship Tour (CT), que reúne os melhores surfistas do mundo.
É nessa competição que serão definidos os atletas que disputarão a elite da WSL em 2027. Ao final da temporada, 10 surfistas garantem acesso ao Championship Tour, enquanto outros 10 deixam a elite, renovando parte do grupo que luta pelo título mundial.
Para quem acompanha apenas o Circuito Mundial, o Challenger Series é considerado a principal vitrine dos futuros campeões e também a oportunidade de recomeço para atletas que perderam a vaga na elite.
Como funciona o Challenger Series?
O Challenger Series reúne os melhores surfistas classificados pelas competições regionais da WSL ao redor do mundo.
Ao longo da temporada, os atletas somam pontos em etapas de nível internacional. Ao final do circuito, os 10 melhores colocados conquistam vaga no Championship Tour do ano seguinte.
Foi dessa divisão que surgiram diversos nomes que hoje brilham no CT, como o brasileiro Samuel Pupo, que conseguiu retornar à elite após disputar o Challenger. Em 2026, outro destaque brasileiro foi Mateus Herdy, que também garantiu sua vaga no Circuito Mundial.
Duas etapas em sequência
A nova temporada do Challenger Series começa já em julho com duas competições tradicionais do calendário mundial.
| Etapa | Local | Data | Pontuação |
|---|---|---|---|
| Ballito Pro | Ballito, África do Sul | 12 a 18 de julho | 10.000 pontos |
| Lexus US Open of Surfing | Huntington Beach, Estados Unidos | 25 de julho a 3 de agosto | 10.000 pontos |
As duas provas distribuem a pontuação máxima da categoria e podem definir quem inicia a temporada na frente da disputa pelo acesso ao CT.
Nordeste chega forte na disputa
O Brasil volta a ser um dos países mais fortes do Challenger Series e terá uma equipe experiente, com atletas que já passaram pela elite e jovens promessas.
Entre os representantes nordestinos estão:
- Jadson André (RN)
- Rafael Barbosa (PE)
- Douglas Silva (PE
- Ian Gouveia (PE)
- Michel Rodrigues (CE)

O grupo reforça a tradição do Nordeste como um dos principais celeiros do surfe brasileiro, mantendo representantes em praticamente todas as divisões da WSL.
Brasil terá equipe numerosa
Além dos nordestinos, o Brasil contará com diversos nomes de peso na disputa pelo acesso ao Circuito Mundial.
Entre eles estão:
- Ryan Kainalo
- Weslley Dantas
- Gabriel Klaussner
- Daniel Templar
- Vitor Ferreira
- Caio Costa
- Perterson Crisanto
A lista oficial de baterias ainda será divulgada pela WSL nos próximos dias.
Antes da decisão, CT desembarca no Taiti
Enquanto o Challenger Series inicia a corrida pelo acesso, a elite do surfe ainda terá um importante compromisso.
Após as duas etapas da divisão de acesso, o Championship Tour retorna para uma das ondas mais famosas do planeta: Teahupo’o, no Taiti.
A etapa será a sétima do Circuito Mundial de 2026 e costuma ser decisiva para a classificação dos surfistas ao Finals da WSL, além de ser considerada uma das provas mais desafiadoras do calendário devido às ondas tubulares e rasas sobre o recife de coral.
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Vale a pena acompanhar
Para quem gosta de acompanhar o Circuito Mundial, o Challenger Series é praticamente uma extensão da elite. Muitos dos surfistas que aparecem hoje brigando por títulos mundiais passaram primeiro pela divisão de acesso.
É também a competição onde surgem os próximos grandes talentos do surfe mundial e onde brasileiros costumam protagonizar boas campanhas ano após ano.



