O Nordeste tem cidades sustentáveis e que contribuem para a qualidade de vida da população. Antes de revelar o ranking, é preciso entender o que está por trás dele. O Ranking de Cidades Sustentáveis da Bright Cities não é uma lista qualquer. Ele é o primeiro do Brasil a utilizar exclusivamente os indicadores da Norma ISO 37120 — uma referência internacional que padroniza a medição do desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida.
A princípio, o estudo avaliou 338 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE (2024). Dessas, as cinco primeiras de cada região foram premiadas, totalizando 25 cidades reconhecidas em todo o país.
Na primeira edição, em 2023, o ranking usava 40 indicadores. Mas, a partir de 2025, três novos critérios foram adicionados, totalizando 43 indicadores avaliados:
- Porcentagem da população desnutrida (saúde e segurança alimentar);
- Porcentagem de áreas designadas para proteção natural (meio ambiente e conservação);
- Taxa de homicídio (segurança pública).
Assim, esses novos indicadores mostram que sustentabilidade vai muito além de reciclagem e energia limpa. Dessa forma, envolve saúde, segurança e proteção do meio ambiente.
O Ranking do Nordeste: Quem são as 5 capitais premiadas?
Em resumo, entre as 338 cidades avaliadas, as cinco capitais nordestinas que se destacaram foram:
| Posição | Cidade | Estado |
|---|---|---|
| 1º | Salvador | Bahia |
| 2º | Aracaju | Sergipe |
| 3º | Recife | Pernambuco |
| 4º | Fortaleza | Ceará |
| 5º | João Pessoa | Paraíba |
Salvador lidera não apenas no Nordeste, mas figura entre as melhores do Brasil. A capital baiana mostrou que é possível aliar tradição, desenvolvimento e práticas sustentáveis em uma das cidades mais icônicas do país.

Aracaju, em segundo lugar, surpreendeu ao ficar à frente de Recife e Fortaleza, mostrando que cidades de médio porte podem ter gestões tão eficientes quanto as grandes metrópoles.
Ao mesmo tempo, Recife, Fortaleza e João Pessoa completam a lista — cada uma com seus pontos fortes e desafios específicos.
O que faz uma cidade ser Sustentável?
Uma cidade sustentável é aquela que busca equilibrar seu crescimento econômico com as necessidades de seus cidadãos. Desse modo, adota práticas que promovem o uso eficiente dos recursos — sejam eles financeiros, ambientais ou humanos — sem comprometer as gerações futuras.
Isso inclui, entre outros fatores:
- Transporte público eficiente e acessível;
- Qualidade do ar e gestão de resíduos;
- Educação e saúde de qualidade;
- Segurança pública;
- Áreas verdes e proteção ambiental;
- Distribuição equitativa de recursos para toda a população.
Antes de mais nada, o ISO 37120, usada como base do ranking, avalia exatamente essas dimensões, oferecendo uma estrutura padronizada e reconhecida internacionalmente.
Por que esse ranking importa?
Mais do que uma competição entre cidades, o Ranking de Cidades Sustentáveis da Bright Cities cumpre um papel essencial: fornece uma ferramenta para entender e avaliar o progresso das cidades brasileiras rumo a um futuro mais sustentável e inteligente.
Com uma base sólida de comparação, é possível identificar quais cidades estão adotando medidas eficazes em áreas como transporte, educação, saúde, energia, resíduos, qualidade do ar e muito mais.
E o melhor: o ranking não apenas reconhece as melhores, mas também cria um ambiente de colaboração. Cidades menos classificadas podem olhar para as bem-sucedidas, aprender com suas políticas públicas e soluções aplicadas, trazendo inspiração mútua e acelerando a transição para um modelo urbano mais sustentável.
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O Que Falta Melhorar?
Embora as cinco capitais nordestinas tenham se destacado, o estudo também revela desafios. A sustentabilidade não é um destino — é um processo contínuo.
Entre os pontos que ainda precisam de atenção na região:
- Desigualdade social: muitas capitais ainda têm altos índices de desnutrição e pobreza;
- Áreas de proteção natural: a porcentagem de áreas designadas para conservação ainda é baixa em algumas cidades;
- Segurança pública: a taxa de homicídios continua sendo um desafio crítico;
- Mobilidade urbana: o transporte público ainda é insuficiente em muitas áreas.
Em suma, esses indicadores, agora incluídos na avaliação, mostram que o caminho para a sustentabilidade plena ainda é longo. Contudo, as cinco capitais premiadas já deram passos importantes.


