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Estado do Nordeste passa a cobrar exame toxicológico para tirar a primeira CNH

Se você mora na Bahia e está pensando em tirar a sua primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), preste atenção: tem uma novidade importante. Desde a última terça-feira (4), o exame toxicológico passou a ser obrigatório também ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
7 de agosto de 2026 - às 08:08
Atualizado 7 de agosto de 2026 - às 08:08
4 min de leitura
mão de mulher segurando uma CNH
Ter Carteira de Habilitação é um requisito para entrar no mercado de trabalho. Foto: Governo do Paraná

Se você mora na Bahia e está pensando em tirar a sua primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), preste atenção: tem uma novidade importante. Desde a última terça-feira (4), o exame toxicológico passou a ser obrigatório também para quem vai tirar a habilitação nas categorias A (moto) e B (carro).

Antes de mais nada, esse exame só era obrigatório para motoristas profissionais, das categorias C, D e E (caminhão, ônibus e veículos de carga). Agora, a regra vale para todos os novos condutores. Vamos entender melhor o que mudou e como funciona.

Por que essa mudança na CNH?

A princípio, a novidade vem de uma lei federal, a Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O objetivo é simples: aumentar a segurança no trânsito.

Ao mesmo tempo, o exame toxicológico identifica se a pessoa usou substâncias psicoativas, como maconha, cocaína e outras drogas que podem atrapalhar a capacidade de dirigir. A ideia é evitar que motoristas sob efeito dessas substâncias peguem o volante, reduzindo assim o número de acidentes.

Como funciona o exame?

Você deve estar se perguntando: “Mas ocorre esse exame?” Vamos explicar de forma bem simples.

  • O teste colhe amostras de cabelo, pelos ou unhas.
  • Ele consegue detectar o consumo de drogas nos últimos 90 dias (três meses) antes da coleta.
  • Em suma, o exame deve ocorrer em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Você pode escolher qual laboratório vai fazer.
  • Na Bahia, o valor do exame gira em torno de R$ 120 (mas pode variar).

Cuidado com o prazo!

O laudo do exame tem validade de 90 dias. Por isso, o Detran-BA recomenda que o candidato faça o teste no final do processo de habilitação, para não correr o risco de o documento vencer antes de você apresentá-lo.

E se o resultado der positivo (ou seja, se for detectado o uso de drogas), o candidato não poderá tirar a CNH naquele momento. Ele terá que esperar mais 90 dias para fazer um novo exame e tentar novamente.

Confira as principais informações

Para facilitar, veja na tabela abaixo tudo o que você precisa saber sobre a nova regra:

InformaçãoDetalhe
O que mudou?Exame toxicológico agora é obrigatório para a 1ª CNH nas categorias A e B na Bahia.
Quando começou?Terça-feira, 4 de agosto de 2026.
Quem precisa fazer?Quem for tirar a primeira habilitação (categorias A e B).
Quem já tem CNH?Não precisa fazer o exame para renovar o documento.
O que o exame detecta?Uso de drogas como maconha, cocaína e outras substâncias psicoativas.
Como é feito?Coleta de cabelo, pelos ou unhas.
Qual o prazo de detecção?Até 90 dias antes do teste.
Valor aproximadoR$ 120 (na Bahia).
Validade do laudo90 dias.
O que fazer se der positivo?Aguardar 90 dias e repetir o exame.
Onde fazer?Em laboratórios credenciados pela Senatran.
Exame para tirar CNH. Foto: Detran Porto Velho
Exame para tirar CNH. Foto: Detran Porto Velho

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E quem já tem CNH?

Se você já possui CNH (mesmo que seja das categorias A ou B), não precisa se preocupar. O exame toxicológico não é obrigatório na renovação da sua habilitação. A regra vale apenas para quem está tirando a primeira CNH.

Já para os motoristas das categorias C, D e E, as regras continuam as mesmas de antes: o exame já era exigido e continua sendo, tanto para a primeira habilitação quanto para renovações e exames periódicos.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.