Região é a 2ª do Brasil no uso do pagamento instantâneo, que já responde por quase 1 em cada 4 vendas presenciais
Se você tem ido a bares e restaurantes no Nordeste, já deve ter notado: muita gente está pagando a conta com o Pix. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Pix já responde por 24,2% das vendas presenciais na região.
Isso significa que, em cada 100 reais gastos em bares e restaurantes nordestinos, quase R$ 25 saem direto do celular, via transferência instantânea. E o mais interessante: o Nordeste é a segunda região que mais usa o Pix nesse tipo de estabelecimento, ficando atrás apenas do Norte (com 29,8%).
Assim, vamos entender melhor como essa revolução silenciosa está mudando a forma como os brasileiros pagam suas refeições e bebidas.
Pix: do lançamento ao sucesso em poucos anos
Lançado em 2020 pelo Banco Central, o Pix foi criado para ser rápido, prático e gratuito para pessoas físicas. Em suma, em poucos anos, ele se tornou um dos meios de pagamento mais usados no país.
No setor de bares e restaurantes, o crescimento é impressionante. Em 2024, o Pix respondia por 16,5% das vendas presenciais. Em 2025, esse número já saltou para 20,5% em todo o Brasil. E no Nordeste, o índice é ainda maior: 24,2%!
Como estão os outros meios de pagamento?
Mesmo com o crescimento do Pix, o cartão de crédito ainda é o rei nas mesas dos bares e restaurantes. Ele responde por 41,5% das vendas presenciais em todo o país. O cartão de débito vem em seguida, com 25,1%.
O dinheiro em espécie, que antes era o principal meio de pagamento, continua perdendo espaço. Hoje, representa apenas 8,3% das transações. E o cheque, que já foi muito usado, praticamente sumiu: responde por menos de 1% das vendas.
Resumo dos meios de pagamento
Veja na tabela abaixo como ficou a pesquisa da Abrasel:
| Meio de pagamento | Participação nas vendas (2025) |
|---|---|
| Cartão de crédito | 41,5% |
| Cartão de débito | 25,1% |
| Pix | 20,5% |
| Dinheiro em espécie | 8,3% |
| Voucher/refeição | 4,6% |
| Cheque | Menos de 1% |
O Pix no Nordeste
Você pode estar se perguntando: por que o Nordeste usa tanto o Pix? A pesquisa da Abrasel aponta alguns motivos:
- Praticidade: o cliente quer pagar rápido e voltar a curtir o momento.
- Segurança: ninguém quer andar com muito dinheiro em espécie.
- Redução de custos: para o dono do estabelecimento, o Pix costuma ter taxas menores que as maquininhas de cartão.
- Popularização dos celulares: cada vez mais pessoas têm smartphone e acesso à internet.
Além disso, o Nordeste tem muitos pequenos estabelecimentos, e a pesquisa mostrou que o Pix é ainda mais usado entre os menores negócios.
Pix é mais forte nos pequenos negócios
Ao mesmo tempo, a pesquisa revelou um dado curioso: quanto menor o faturamento do estabelecimento, maior é o uso do Pix.
- Em bares e restaurantes que faturam até R$ 130 mil por ano, o Pix responde por 30,4% das vendas.
- Nos que faturam entre R130mileR130mileR 360 mil, a participação é de 22,6%.
- Já nas grandes empresas, com faturamento acima de R$ 1 milhão, o uso do Pix cai para entre 14,9% e 17,5%.
Em resumo, isso mostra que o Pix é uma ferramenta democrática, que ajuda os pequenos negócios a competir com os grandes.
Tipo de estabelecimento também faz diferença
Portanto, o levantamento também mostrou que o Pix é mais usado em alguns tipos de estabelecimento:
- Fast food e alimentação rápida: 24,6%
- Restaurantes especializados: 21%
- Bares e casas noturnas: 19,9%
- Restaurantes com refeições completas: 17%
Afinal, a lógica é simples: onde o atendimento precisa ser rápido, o Pix se destaca. Antes de mais nada, a praticidade é o carro-chefe dessa modalidade.

O que dizem os especialistas?
Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, destacou a importância do Pix para o setor:
“O cliente quer rapidez, praticidade e segurança no momento do pagamento. Ao mesmo tempo, o empresário busca soluções que reduzam custos e tragam mais previsibilidade ao fluxo de caixa. O Pix conseguiu atender a essas duas necessidades e, por isso, se tornou uma ferramenta essencial para os bares e restaurantes.”
Ao mesmo tempo, ele também afirmou que o Pix vai além do pagamento: ele abre portas para programas de fidelidade, pedidos digitais e novas experiências para o consumidor.
O futuro do pagamento já chegou
O Pix não é mais uma novidade — é uma realidade consolidada. E os números mostram que ele veio para ficar. Ao mesmo tempo, a digitalização do consumo no Brasil avança a passos largos, e o Nordeste está na linha de frente dessa transformação.


