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Como a IA está revolucionando a segurança nas festas de São João

Se engana quem pensa que o São João de Campina Grande é feito apenas de quadrilhas e muito forró pé-de-serra. Neste ano, a festa que é a maior do mundo deu uma verdadeira aula de ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
7 de julho de 2026 - às 07:50
Atualizado 7 de julho de 2026 - às 07:50
4 min de leitura

Se engana quem pensa que o São João de Campina Grande é feito apenas de quadrilhas e muito forró pé-de-serra. Neste ano, a festa que é a maior do mundo deu uma verdadeira aula de inovação e segurança pública. A princípio, o uso da inteligência artificial (IA) foi a grande aliada da polícia para garantir que a diversão continuasse sem interrupções.

Terminados os 33 dias de festejos, a Secretaria da Segurança e da Defesa Social da Paraíba divulgou um balanço impressionante que coloca Campina Grande como referência no uso de tecnologia para eventos de massa. O saldo final foi a prisão de 90 pessoas, sendo que a maioria esmagadora – 53 delas – foi graças ao sistema de reconhecimento facial por IA.

Como funciona o “olho eletrônico” do Parque do Povo?

Quem passou pelo Parque do Povo este ano deve ter notado uma estrutura de monitoramento mais robusta. Ao mesmo tempo, 236 câmeras de alta definição estiveram em ação estrategicamente para cobrir cada canto do evento. Mas não se trata de uma simples gravação. Em suma, o sistema é inteligente: ele compara em tempo real as imagens capturadas com um banco de dados de procurados pela justiça.

Quando o software encontra uma correspondência, os agentes em campo são acionados imediatamente para realizar a abordagem e a prisão. Esse “match” tecnológico foi o responsável por tirar de circulação mais da metade dos criminosos detidos durante o mês de festa, provando que a inteligência artificial é, hoje, um dos maiores patrimônios da segurança pública.

Redução histórica de furtos

O impacto da tecnologia, no entanto, vai além das algemas. O dado que mais chamou a atenção dos organizadores e da população foi a queda de cerca de 90% nos furtos de celulares em comparação com edições anteriores.

Isso acontece porque o simples fato de saber que há uma “muralha digital” vigiando inibe a ação dos criminosos. Além disso, em muitos casos, o sistema de reconhecimento facial não serve apenas para prender, mas para identificar e recuperar pertences de vítimas em tempo hábil. O resultado foi uma festa mais tranquila, onde os foliões puderam curtir os shows sem medo de sair com os bolsos vazios.

Segurança também nas estradas

Assim, a preocupação com a segurança não ficou restrita ao Parque do Povo. O fluxo intenso de veículos durante o período junino exigiu atenção redobrada nas rodovias federais. Segundo o balanço, houve uma redução de 10% nos acidentes registrados, um número significativo que reflete o trabalho de fiscalização e conscientização nas estradas que dão acesso à capital do forró.

O futuro da segurança em eventos

Com um sistema de 236 câmeras e um resultado expressivo como esse, fica claro que a união entre forças de segurança e tecnologia veio para ficar. Antes de mais nada, Campina Grande mostrou que é possível celebrar a cultura popular com a mesma intensidade de sempre, mas com um nível de proteção que só a inteligência artificial pode oferecer.

Câmeras de monitoramento no São João de Campina. Foto: Secom-PB/arquivo
Câmeras de monitoramento no São João de Campina. Foto: Secom-PB/arquivo

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Para facilitar a visualização dos números que marcaram os 33 dias de festa, preparamos a tabela abaixo com o resumo dos dados divulgados pela Secretaria da Segurança:

Indicador de SegurançaTotal / PercentualDetalhamento
Total de Pessoas Presas90Durante os 33 dias de evento
Presos por Reconhecimento Facial53Mais de 58% das prisões totais
Câmeras de Monitoramento236Instaladas no Parque do Povo
Redução de Furtos de Celulares90%Comparado a edições anteriores
Redução de Acidentes em Rodovias10%Nas estradas federais durante o período

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.