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Férias sem telas: 5 brincadeiras tradicionais no Nordeste para tirar as crianças do celular

Pular corda, pião, passa-anel e outras brincadeiras ajudam no desenvolvimento infantil e fortalecem a convivência durante as férias escolares As férias escolares chegaram. E junto com elas, um desafio cada vez mais comum para pais ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
6 de julho de 2026 - às 13:43
Atualizado 6 de julho de 2026 - às 13:43
4 min de leitura

Pular corda, pião, passa-anel e outras brincadeiras ajudam no desenvolvimento infantil e fortalecem a convivência durante as férias escolares

As férias escolares chegaram. E junto com elas, um desafio cada vez mais comum para pais e responsáveis: como reduzir o tempo das crianças em celulares, tablets, videogames e televisão?

Antes de mais nada, especialistas em educação e desenvolvimento infantil recomendam equilibrar o uso das telas com atividades ao ar livre e brincadeiras tradicionais, que estimulam a criatividade, a coordenação motora, a socialização e ainda aproximam diferentes gerações da família.

No Nordeste, muitas dessas brincadeiras fizeram parte da infância de pais, avós e bisavós e continuam encantando quem descobre que é possível se divertir sem internet, bateria ou aplicativos.

Por que diminuir o tempo de tela nas férias?

Assim, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limitar o tempo de exposição às telas, principalmente durante a infância. O excesso pode estar associado a:

  • dificuldade de concentração;
  • sedentarismo;
  • alterações no sono;
  • redução das interações sociais;
  • ansiedade e irritabilidade.

A princípio, as brincadeiras tradicionais estimulam habilidades importantes para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo.

1. Pular corda: diversão que atravessa gerações

Poucas brincadeiras representam tanto a infância nordestina quanto a tradicional pular corda.

Ao mesmo tempo, ela pode ser praticada só, em dupla ou em grupo e ainda costuma ser acompanhada por músicas populares, como a clássica “Mariana conta um…”, cantada enquanto os participantes pulam.

Além da diversão, a atividade melhora:

  • equilíbrio;
  • coordenação motora;
  • resistência física;
  • ritmo.

Dessa forma, é uma brincadeira simples, barata e que pode ser realizada em qualquer espaço aberto.

2. Pião: habilidade, paciência e tradição

Muito popular no interior do Nordeste, o pião de madeira desafia crianças e adultos.

O objetivo é enrolar corretamente o barbante e lançar o brinquedo para que ele permaneça girando o maior tempo possível.

Desse modo, os mais experientes conseguem até recolher o pião ainda girando na mão, demonstrando técnica e precisão.

3. Sete Pecados: muita corrida e gargalhadas

Em suma, a brincadeira conhecida como Sete Pecados mistura bola, estratégia e agilidade.

Uma criança lança a bola para cima chamando o nome de outro participante. Depois da captura da bola, começa uma divertida perseguição para tentar acertar os colegas.

Quem for atingido sete vezes paga uma pequena “prenda”, geralmente uma brincadeira divertida.

É uma atividade que incentiva:

  • trabalho em equipe;
  • rapidez;
  • coordenação;
  • interação entre grupos.

4. Empinar pipa (ou papagaio)

Julho costuma marcar o período de ventos em boa parte do Nordeste, tornando esta uma das melhores épocas para empinar pipa, também chamada de papagaio, peixinho ou raia em diferentes estados.

Dessa forma, a atividade exige concentração e habilidade para aproveitar a direção do vento.

Assim, a recomendação é sempre brincar:

  • em locais abertos;
  • longe da rede elétrica;
  • sem utilizar cerol ou linhas cortantes.

Além disso, muitas famílias aproveitam para confeccionar a própria pipa, transformando a atividade em um momento de criatividade.

5. Passa-Anel: diversão que não sai de moda

Entre as brincadeiras mais tradicionais está o Passa-Anel.

As crianças sentam lado a lado enquanto uma delas esconde discretamente um anel entre as mãos dos participantes.

O desafio é descobrir quem ficou com o objeto.

A brincadeira trabalha:

  • atenção;
  • observação;
  • memória;
  • convivência em grupo.

Tradicionalmente, ela é acompanhada da cantiga:

“Perdi meu anel no mar, não pude mais encontrar…”

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Muito além da diversão

Mais do que entretenimento, essas brincadeiras fazem parte do patrimônio cultural nordestino.

Elas ajudam a preservar tradições, aproximam crianças dos avós e pais e mostram que momentos inesquecíveis podem acontecer longe das telas.

Em muitas cidades do interior, ainda é comum encontrar grupos brincando nas ruas durante o fim da tarde, especialmente nas férias escolares, mantendo viva uma cultura que atravessa gerações.

Cinco brincadeiras que nunca saem de moda

BrincadeiraBenefícios
Pular cordaCoordenação, equilíbrio e atividade física
PiãoConcentração, habilidade e paciência
Sete PecadosAgilidade, interação e trabalho em equipe
Empinar pipaCoordenação, criatividade e contato com a natureza
Passa-AnelAtenção, memória e convivência social

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.