A cesta básica ficou mais barata em 10 estados e no Distrito Federal. E o destaque é o Nordeste que tem as três cidades onde o custo médio da cesta caiu.
De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab, o mês de junho trouxe um fôlego para 10 estados e o Distrito Federal. A princípio, todo o protagonismo dessa queda vem do Nordeste.
Paraíba, Pernambuco e Alagoas em destaque
Antes de mais nada, o ranking de redução de preços é liderado por três capitais da região Nordeste. João Pessoa (PB) tomou a dianteira com a maior redução registrada no país: o custo médio da cesta encolheu expressivos 3,97%. Quase empatados tecnicamente, vêm logo atrás Recife (PE) com uma queda de 3,62% e Maceió (AL) com recuo de 3,61%.
Assim, para as famílias dessas cidades, isso significa que itens básicos como arroz, feijão, farinha e carne estão mais acessíveis. Dessa forma, permite um pequeno alívio no orçamento doméstico.
O outro lado da moeda: altas em Roraima e Tocantins
Enquanto o Nordeste comemora a queda, outras capitais amargaram altas consideráveis. Ao mesmo tempo, o destaque negativo ficou por conta de Boa Vista (RR), que viu o preço da cesta disparar 3,28%. A capital de Roraima foi seguida por Palmas (TO), com alta de 3,01%, e Rio Branco (AC), com 2,20%. Porto Alegre (RS) também figura na lista dos reajustes mais pesados, com aumento de 2,18%.
O vilão do mês: o feijão
Se você notou que o feijão está mais caro, não é impressão sua. Desse modo, o estudo aponta o grão como o grande responsável pela pressão inflacionária sobre a cesta em diversas localidades. De acordo com a pesquisa, as sucessivas altas no preço do feijão são reflexos diretos da redução da área de cultivo e, principalmente, das adversidades climáticas que prejudicaram a primeira e a segunda safras do produto.
Além disso, outros itens tradicionais como o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral também apresentaram aumentos generalizados em todo o território nacional, o que torna a queda registrada no Nordeste ainda mais significativa.

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Comparativo entre altas e quedas da Cesta Básica
Para facilitar a visualização dos dados, separei as principais variações e os custos absolutos nas capitais mencionadas:
| Ranking de Queda (Maiores reduções) | Variação (%) | Ranking de Alta (Maiores aumentos) | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| 1º João Pessoa (PB) | – 3,97% | 1º Boa Vista (RR) | + 3,28% |
| 2º Recife (PE) | – 3,62% | 2º Palmas (TO) | + 3,01% |
| 3º Maceió (AL) | – 3,61% | 3º Rio Branco (AC) | + 2,20% |
| – | – | 4º Porto Alegre (RS) | + 2,18% |
| Cesta mais CARA (Junho) | Custo Médio (R$) | Cesta mais BARATA (Junho) | Custo Médio (R$) |
|---|---|---|---|
| 1º São Paulo (SP) | R$ 965,47 | 1º Aracaju (SE) | R$ 630,40 |
| 2º Cuiabá (MT) | R$ 937,93 | 2º São Luís (MA) | R$ 654,73 |
| 3º Rio de Janeiro (RJ) | R$ 920,94 | 3º Maceió (AL) | R$ 671,41 |
| 4º Florianópolis (SC) | R$ 918,42 | 4º Natal (RN) | R$ 686,07 |
Portanto, apesar da redução em pontos específicos, o cenário geral exige cautela. Assim, a variação nos preços do feijão e da carne ainda é uma preocupação, e a diferença entre o valor real do salário mínimo e o necessário para uma vida digna continua sendo o maior gargalo econômico do país. Por enquanto, a notícia boa vem do Nordeste, que respira e se prepara para os próximos meses com um pouco mais de tranquilidade no supermercado.


