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Cidades do Nordeste lideram queda no preço da cesta básica no Brasil

A cesta básica ficou mais barata em 10 estados e no Distrito Federal. E o destaque é o Nordeste que tem as três cidades onde o custo médio da cesta caiu. De acordo com a ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
9 de julho de 2026 - às 06:33
Atualizado 9 de julho de 2026 - às 06:33
4 min de leitura
cesta básica
A cesta básica registrou redução em Salvador e Aracaju. Foto: Agência Brasil

A cesta básica ficou mais barata em 10 estados e no Distrito Federal. E o destaque é o Nordeste que tem as três cidades onde o custo médio da cesta caiu.

De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab, o mês de junho trouxe um fôlego para 10 estados e o Distrito Federal. A princípio, todo o protagonismo dessa queda vem do Nordeste.

Paraíba, Pernambuco e Alagoas em destaque

Antes de mais nada, o ranking de redução de preços é liderado por três capitais da região Nordeste. João Pessoa (PB) tomou a dianteira com a maior redução registrada no país: o custo médio da cesta encolheu expressivos 3,97%. Quase empatados tecnicamente, vêm logo atrás Recife (PE) com uma queda de 3,62% e Maceió (AL) com recuo de 3,61%.

Assim, para as famílias dessas cidades, isso significa que itens básicos como arroz, feijão, farinha e carne estão mais acessíveis. Dessa forma, permite um pequeno alívio no orçamento doméstico.

O outro lado da moeda: altas em Roraima e Tocantins

Enquanto o Nordeste comemora a queda, outras capitais amargaram altas consideráveis. Ao mesmo tempo, o destaque negativo ficou por conta de Boa Vista (RR), que viu o preço da cesta disparar 3,28%. A capital de Roraima foi seguida por Palmas (TO), com alta de 3,01%, e Rio Branco (AC), com 2,20%. Porto Alegre (RS) também figura na lista dos reajustes mais pesados, com aumento de 2,18%.

O vilão do mês: o feijão

Se você notou que o feijão está mais caro, não é impressão sua. Desse modo, o estudo aponta o grão como o grande responsável pela pressão inflacionária sobre a cesta em diversas localidades. De acordo com a pesquisa, as sucessivas altas no preço do feijão são reflexos diretos da redução da área de cultivo e, principalmente, das adversidades climáticas que prejudicaram a primeira e a segunda safras do produto.

Além disso, outros itens tradicionais como o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral também apresentaram aumentos generalizados em todo o território nacional, o que torna a queda registrada no Nordeste ainda mais significativa.

Suoermercado. Foto: Eliseu Lins
O Nordeste tem a cesta básica mais barata do Brasi, Foto: Eliseu Lins

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Comparativo entre altas e quedas da Cesta Básica

Para facilitar a visualização dos dados, separei as principais variações e os custos absolutos nas capitais mencionadas:

Ranking de Queda (Maiores reduções)Variação (%)Ranking de Alta (Maiores aumentos)Variação (%)
1º João Pessoa (PB)– 3,97%1º Boa Vista (RR)+ 3,28%
2º Recife (PE)– 3,62%2º Palmas (TO)+ 3,01%
3º Maceió (AL)– 3,61%3º Rio Branco (AC)+ 2,20%
4º Porto Alegre (RS)+ 2,18%

Cesta mais CARA (Junho)Custo Médio (R$)Cesta mais BARATA (Junho)Custo Médio (R$)
1º São Paulo (SP)R$ 965,471º Aracaju (SE)R$ 630,40
2º Cuiabá (MT)R$ 937,932º São Luís (MA)R$ 654,73
3º Rio de Janeiro (RJ)R$ 920,943º Maceió (AL)R$ 671,41
4º Florianópolis (SC)R$ 918,424º Natal (RN)R$ 686,07

Portanto, apesar da redução em pontos específicos, o cenário geral exige cautela. Assim, a variação nos preços do feijão e da carne ainda é uma preocupação, e a diferença entre o valor real do salário mínimo e o necessário para uma vida digna continua sendo o maior gargalo econômico do país. Por enquanto, a notícia boa vem do Nordeste, que respira e se prepara para os próximos meses com um pouco mais de tranquilidade no supermercado.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.