O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) protagonizou nesta segunda-feira, 13, uma cena incomum na política brasileira. Montou um acampamento em frente ao Congresso Nacional para pressionar o Senado a votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
A PEC, que estabelece um modelo 5×2, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora depende da análise do Senado. A mobilização do deputado busca convencer o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a colocar o texto em votação ainda nesta semana.
“A escala 5×2 já foi aprovada na Câmara e estamos apenas precisando que seja aprovada no Senado. Então, resolvi vir acompanhar e fazer um movimento pacífico, no sentido de ajudar e fazer com que os líderes dos partidos do Senado sejam convencidos pelo presidente Davi Alcolumbre para aprovar essa semana” , afirmou o deputado em suas redes sociais.
A luta pela escala 5×2
Isidório tem sido uma das vozes ativas na defesa da redução da jornada de trabalho. Durante a votação da PEC na Câmara, ele chamou atenção não apenas pela defesa veemente do projeto, mas também por sua vestimenta: usou colete e capacete de operário, com um cartaz que dizia:
“Trabalhadores têm família e não são robôs. Escala 5×2 já” .
Em seu discurso, o deputado defendeu que a nova escala trará benefícios concretos para os trabalhadores:
“A escala 5 por 2, além de melhorar a vida das famílias, vai permitir que os trabalhadores e as trabalhadoras tenham tempo inclusive para ter mais filhos e, portanto, fazer sexo em paz e com mais tranquilidade”
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O acampamento e a pressão no Senado
Em suma, a ação de Isidório faz parte de uma estratégia junto com movimentos sociais e parlamentares para acelerar a tramitação da PEC no Senado. Dessa forma, o deputado tem usado suas redes sociais para mobilizar apoiadores e manter a pressão sobre os senadores .
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não se manifestou publicamente sobre a data de votação da proposta. O texto, que já passou pela Câmara em uma maratona de mais de 12 horas de votação, representa uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso

