João Campos, Eduardo Braide e Cícero Lucena trocaram a administração de capitais pela corrida aos governos estaduais
As Eleições de 2026 colocam três ex-prefeitos de capitais nordestinas no centro das disputas pelos governos estaduais. João Campos (PSB), em Pernambuco, Eduardo Braide (PSD), no Maranhão, e Cícero Lucena (MDB), na Paraíba, apostam na experiência adquirida à frente de Recife, São Luís e João Pessoa para conquistar o comando de seus estados.
O trio chega à campanha com perfis diferentes, mas tem algo em comum: todos administraram capitais importantes do Nordeste e agora buscam ampliar sua atuação política em eleições consideradas estratégicas para a região.
Quem são os prefeitos que disputam os governos estaduais?
| Candidato | Partido | Ex-prefeito de | Disputa |
|---|---|---|---|
| João Campos | PSB | Recife (PE) | Governo de Pernambuco |
| Eduardo Braide | PSD | São Luís (MA) | Governo do Maranhão |
| Cícero Lucena | MDB | João Pessoa (PB) | Governo da Paraíba |
João Campos tenta levar o PSB de volta ao Governo de Pernambuco

Depois de duas gestões na Prefeitura do Recife, João Campos disputa uma das eleições mais observadas do Nordeste.
A corrida em Pernambuco tem sido marcada por uma forte polarização com a governadora Raquel Lyra (PSD). Pesquisas divulgadas ao longo deste ano mostraram cenários bastante competitivos, com vantagem para João Campos em alguns levantamentos e disputa apertada em outros, indicando uma campanha que deve permanecer acirrada até a votação.
João Campos começou o ano como favorito, mas em junho, a primeira pesquisa de intenção de votos sobre a eleição para o governo de Pernambuco, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco, aponta uma disputa acirrada.
A governadora Raquel Lyra (PSD) está numericamente à frente na corrida pelo Palácio das Princesas, com 44%, contra o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), com 42% no cenário de primeiro turno da pesquisa estimulada.
Além do peso político do PSB em Pernambuco, João aposta no desempenho de sua gestão na capital e na tradição eleitoral da família Campos.
Eduardo Braide lidera a disputa no Maranhão

Entre os três ex-prefeitos, Eduardo Braide é quem aparece na situação mais confortável nas pesquisas mais recentes.
Levantamento do Real Time Big Data, divulgado nesta semana, mostra o ex-prefeito de São Luís com 44% das intenções de voto no cenário estimulado para o primeiro turno, contra 31% de Orleans Brandão (MDB). Nas simulações de segundo turno, Braide também aparece à frente de todos os adversários testados.
A liderança consolida Braide como um dos favoritos na disputa pelo Palácio dos Leões.
Cícero Lucena busca ampliar protagonismo na Paraíba

Na Paraíba, Cícero Lucena chega à disputa após administrar João Pessoa e se consolidar como uma das principais lideranças do MDB no estado.
O cenário paraibano, porém, segue mais aberto que o observado no Maranhão. As articulações partidárias e a formação das alianças ainda influenciam significativamente a corrida eleitoral, tornando a disputa bastante competitiva entre os principais grupos políticos. O atual governador Lucas Ribeiro tem uma base muito grande de prefeitos consolidada e está revertendo um cenário que favorecia o ex-prefeito de João Pessoa no começo do ano.

Na última pesquisa divulgada em 27 de maio pelo Real Big Data, Lucas Ribeiro e Cícero Lucena estão empatados tecnicamente:
- Lucas Ribeiro (PP): 30%
- Cícero Lucena (MDB): 28%
- Efraim Filho (PL): 19%
- Olímpio Rocha (PSOL): 2%
- Nulo/Branco: 10%
- Não Sabe/Não Respondeu: 11%
A expectativa é que as próximas pesquisas mostrem com mais clareza o posicionamento dos candidatos à medida que a campanha avance.
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Administrar uma capital pode ser um diferencial?
Governar uma capital costuma oferecer ampla visibilidade política e administrativa, fator que frequentemente impulsiona candidaturas aos governos estaduais.
Entre as principais vantagens estão:
- maior exposição junto ao eleitorado;
- experiência na gestão de grandes orçamentos;
- capacidade de executar obras e políticas públicas;
- relacionamento com o governo federal e estadual;
- maior presença na mídia.
Por outro lado, a campanha estadual amplia o desafio dos candidatos, que precisam conquistar eleitores do interior, onde as demandas costumam ser diferentes das grandes cidades.
Portanto, nos próximos meses, debates, propaganda eleitoral e novas pesquisas deverão indicar se o capital político construído nas prefeituras será suficiente para levar os três candidatos ao comando de seus estados.


