Se você mora em Pernambuco, na Bahia ou no Ceará e sentiu que o dinheiro está dando um pouco mais de espaço no fim do mês, saiba que não é impressão.
Um estudo novo do banco Santander traz uma notícia que ajuda a explicar esse alívio: o aperto no orçamento das famílias nordestinas caiu para o menor nível em 12 anos.
Mas o que isso quer dizer na prática? Quer dizer que duas coisas muito importantes estão acontecendo ao mesmo tempo: os preços dos produtos (a inflação) estão mais controlados, e mais pessoas estão conseguindo trabalho. Essa combinação mágica devolve o poder de compra para o trabalhador, que volta a conseguir planejar as compras, pagar as contas e, quem sabe, até sonhar com um projeto novo.
O Nordeste está menos apertado no orçamento
O estudo mostra que, em 2025, os estados de Pernambuco, Bahia e Ceará registraram os menores índices de “desconforto econômico” desde 2013, quando essa pesquisa começou a ser feita. Esse índice é como um termômetro: quanto mais baixo ele é, menos as famílias estão sofrendo para fechar as contas no final do mês.
Para entender melhor a evolução, dá uma olhada na tabela abaixo. Ela mostra como a situação melhorou nos últimos anos:
| Estado | 2022 (Aperto alto) | 2025 (Aperto baixo) | O que mudou |
|---|---|---|---|
| Pernambuco | 19,5% | 12,4% | Menos desemprego e inflação sob controle ajudaram a reduzir o aperto. |
| Bahia | Acima de 21% | 13,1% | O estado deu a volta por cima depois de anos muito difíceis (como 2016). |
| Ceará | Não informado | 10,7% | É o estado com o menor aperto da região, mostrando uma economia mais forte. |
Quem é o campeão do alívio?
Olhando para a tabela, o Ceará aparece na frente, com o menor índice de desconforto (10,7%). Isso significa que, em comparação com os vizinhos, as famílias cearenses estão sentindo um alívio maior no bolso. A economia do estado, que aposta em áreas como tecnologia e logística, tem conseguido gerar empregos e evitar que a alta dos preços corroa o salário do trabalhador.
A Bahia é outro caso de superação. Quem viveu o ano de 2016 por lá lembra o sufoco: na época, o índice de desconforto disparou para quase 25%. Agora, com 13,1%, o estado mostra que conseguiu se reerguer, criando um ambiente mais seguro para as famílias e para o comércio local.

A ressalva: nem todo mundo sente o alívio igual
Apesar da festa nos números, os especialistas fazem um alerta importante: a melhora não é igual para todo mundo. Quem mora nas capitais, como Recife, Salvador e Fortaleza, ainda enfrenta um custo de vida mais alto, principalmente com moradia e serviços. Por isso, o aperto nessas grandes cidades ainda é maior do que a média do país.
Enquanto isso, o interior dos estados se beneficia de uma economia mais estável, ligada ao agronegócio e a programas sociais, e sente um alívio ainda maior.
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O que isso muda no seu dia a dia?
Para o consumidor, esse recuo no aperto é como um “ok” para voltar a consumir. Com mais confiança de que o dinheiro vai dar conta, as pessoas se sentem mais seguras para fazer compras maiores, reformar a casa ou até contratar um serviço.
Para o comércio e para as lojas, isso é excelente, pois significa que as vendas podem aumentar e os negócios podem crescer de forma mais previsível.
Em resumo, a notícia é boa e animadora. O Nordeste está mostrando que está no caminho certo para superar as dificuldades do passado, devolvendo às famílias aquele respiro no orçamento que faz toda a diferença.


