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Economia

Famílias do Nordeste atingem maior alívio no orçamento em 12 anos

Um estudo do banco Santander mostra que o aperto no orçamento das famílias nordestinas caiu para o menor nível em 12 anos.
Eliseu Lins, da Agência NE9
6 de março de 2026 - às 08:04
Atualizado 6 de março de 2026 - às 08:04
4 min de leitura

Se você mora em Pernambuco, na Bahia ou no Ceará e sentiu que o dinheiro está dando um pouco mais de espaço no fim do mês, saiba que não é impressão.

Um estudo novo do banco Santander traz uma notícia que ajuda a explicar esse alívio: o aperto no orçamento das famílias nordestinas caiu para o menor nível em 12 anos.

Mas o que isso quer dizer na prática? Quer dizer que duas coisas muito importantes estão acontecendo ao mesmo tempo: os preços dos produtos (a inflação) estão mais controlados, e mais pessoas estão conseguindo trabalho. Essa combinação mágica devolve o poder de compra para o trabalhador, que volta a conseguir planejar as compras, pagar as contas e, quem sabe, até sonhar com um projeto novo.

O Nordeste está menos apertado no orçamento

O estudo mostra que, em 2025, os estados de Pernambuco, Bahia e Ceará registraram os menores índices de “desconforto econômico” desde 2013, quando essa pesquisa começou a ser feita. Esse índice é como um termômetro: quanto mais baixo ele é, menos as famílias estão sofrendo para fechar as contas no final do mês.

Para entender melhor a evolução, dá uma olhada na tabela abaixo. Ela mostra como a situação melhorou nos últimos anos:

Estado2022 (Aperto alto)2025 (Aperto baixo)O que mudou
Pernambuco19,5%12,4%Menos desemprego e inflação sob controle ajudaram a reduzir o aperto.
BahiaAcima de 21%13,1%O estado deu a volta por cima depois de anos muito difíceis (como 2016).
CearáNão informado10,7%É o estado com o menor aperto da região, mostrando uma economia mais forte.

Quem é o campeão do alívio?

Olhando para a tabela, o Ceará aparece na frente, com o menor índice de desconforto (10,7%). Isso significa que, em comparação com os vizinhos, as famílias cearenses estão sentindo um alívio maior no bolso. A economia do estado, que aposta em áreas como tecnologia e logística, tem conseguido gerar empregos e evitar que a alta dos preços corroa o salário do trabalhador.

A Bahia é outro caso de superação. Quem viveu o ano de 2016 por lá lembra o sufoco: na época, o índice de desconforto disparou para quase 25%. Agora, com 13,1%, o estado mostra que conseguiu se reerguer, criando um ambiente mais seguro para as famílias e para o comércio local.

Suoermercado. Foto: Eliseu Lins
O controle da inflação é um fatores que favorecem o alívio no orçamento. Foto: Eliseu Lins

A ressalva: nem todo mundo sente o alívio igual

Apesar da festa nos números, os especialistas fazem um alerta importante: a melhora não é igual para todo mundo. Quem mora nas capitais, como Recife, Salvador e Fortaleza, ainda enfrenta um custo de vida mais alto, principalmente com moradia e serviços. Por isso, o aperto nessas grandes cidades ainda é maior do que a média do país.

Enquanto isso, o interior dos estados se beneficia de uma economia mais estável, ligada ao agronegócio e a programas sociais, e sente um alívio ainda maior.

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O que isso muda no seu dia a dia?

Para o consumidor, esse recuo no aperto é como um “ok” para voltar a consumir. Com mais confiança de que o dinheiro vai dar conta, as pessoas se sentem mais seguras para fazer compras maiores, reformar a casa ou até contratar um serviço.

Para o comércio e para as lojas, isso é excelente, pois significa que as vendas podem aumentar e os negócios podem crescer de forma mais previsível.

Em resumo, a notícia é boa e animadora. O Nordeste está mostrando que está no caminho certo para superar as dificuldades do passado, devolvendo às famílias aquele respiro no orçamento que faz toda a diferença.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.