Um levantamento revelou qual o mapa da geração de emprego no Nordeste. A princípio, o estudo é relativo ao mês de julho. Como resultado, mostra que o mercado de trabalho formal fechou o mês com saldo positivo de 18.973 novos postos.
Nesse sentido, o resultado é fruto de 327.186 admissões contra 308.213 desligamentos no período. Em resumo, todos os nove estados da Região apresentaram desempenho positivo no mês.
Antes de mais nada, a Bahia liderou a criação de oportunidades, com 4.664 vagas geradas — o equivalente a 24,6% do resultado regional. Na sequência, aparecem o Ceará, com 4.181 postos (22%), e a Paraíba, com 2.307 novos empregos (12,2%).
Nordeste – Geração de Emprego Formal (Julho/2026)
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Saldo total de empregos (Nordeste) | +18.973 |
| Admissões | 327.186 |
| Desligamentos | 308.213 |
| Saldo acumulado em 2026 | +152.127 |
| Participação do Nordeste no total do Brasil (acumulado) | 15% |
Geração de Emprego por Estado – Nordeste (Julho/2026)
| Posição | Estado | Vagas geradas | Participação (%) |
|---|---|---|---|
| 1º | Bahia | 4.664 | 24,6% |
| 2º | Ceará | 4.181 | 22,0% |
| 3º | Paraíba | 2.307 | 12,2% |
| 4º | Piauí | 1.987 | 10,5% |
| 5º | Pernambuco | 1.883 | 9,9% |
| 6º | Alagoas | 1.203 | 6,3% |
| 7º | Sergipe | 1.095 | 5,8% |
| 8º | Rio Grande do Norte | 999 | 5,3% |
| 9º | Maranhão | 654 | 3,4% |
| Total | Nordeste | 18.973 | 100% |
Serviços e indústria concentram as vagas
Ao mesmo tempo, os segmentos de serviços e indústria responderam conjuntamente por 73,6% de todas as vagas formais criadas na Região em julho. Assim, o setor de serviços liderou a expansão, fechando o mês com 8.747 novos postos ocupados.
Contudo, no segmento de serviços, os maiores saldos foram registrados na Bahia (3.037 postos) e no Ceará (2.931 postos). Em suma, a atividade representou 70,1% do saldo total de empregos no Ceará, 65,1% na Bahia e 55,4% em Sergipe.
Indústria da transformação puxa o setor fabril
A indústria encerrou julho com saldo positivo de 5.220 empregos. A expansão foi impulsionada pela indústria da transformação, responsável por 90,5% do resultado do setor (4.725 postos), mantendo trajetória de crescimento iniciada em maio devido à redução nos desligamentos.
Os destaques industriais ficaram com a Bahia (2.016 vagas) e a Paraíba (1.298 vagas), que juntas somaram 63,5% do saldo do segmento. Pernambuco (916), Alagoas (439), Rio Grande do Norte (383), Piauí (266), Sergipe (157) e Maranhão (153) também registraram contratações líquidas na área.
Construção e agropecuária seguem positivas
A construção civil abriu 3.508 postos, representando 18,5% do saldo total nordestino. O Ceará liderou o segmento com 1.284 vagas, seguido por Bahia (670), Piauí (523), Paraíba (418), Maranhão (379), Sergipe (348) e Pernambuco (265).
Já a agropecuária obteve saldo positivo de 2.428 vagas. O Rio Grande do Norte registrou a maior expansão do setor, com 1.291 postos, à frente de Pernambuco (641), Ceará (376), Alagoas (316), Paraíba (152) e Bahia (135).
Jovens dominam as contratações
Na divisão por faixa etária, o maior saldo ocorreu entre trabalhadores de 18 a 24 anos, com 16.830 novos empregos. Também houve saldo positivo nas idades de até 17 anos (1.061), de 25 a 29 anos (627) e de 40 a 49 anos (324).
Sob o mesmo ponto de vista, os trabalhadores com ensino médio completo concentraram a maior fatia das contratações. Dessa forma, soma 15.116 novos postos em julho.
Os homens ocuparam 12.036 novas vagas (63,4% do total), enquanto as mulheres responderam por 6.937 postos (36,6%). Em síntese, o salário médio de admissão ficou em R$ 2.137,57 para homens e R$ 2.141,05 para mulheres.

Semiárido concentra dois terços dos empregos
Assim, considerando a área de atuação da Sudene — que abrange os nove estados do Nordeste e o Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo —, o saldo total em julho atingiu 16.593 empregos.
Além disso, os municípios do semiárido registraram 12.614 novos postos. Ao passo que este número representa 66,5% de todo o saldo da Região Nordeste. Já as cidades localizadas no bioma Caatinga somaram 10.703 vagas formais. Isso equivalente a 56,4% do resultado regional.
Acumulado do ano
Portanto, no acumulado de 2026, o Nordeste registra saldo positivo de 152.127 empregos formais gerados. Desse modo, a média é de 21 mil vagas por mês. Ao mesmo tempo, o montante representa 15% de todos os postos de trabalho criados no Brasil. Os dados são de acordo com o Data Nordeste, plataforma da Sudene elaborada com base no Caged.

