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Estudo revela o mapa da geração de empregos no Nordeste

Um levantamento revelou qual o mapa da geração de emprego no Nordeste. A princípio, o estudo é relativo ao mês de julho. Como resultado, mostra que o mercado de trabalho formal fechou o mês com ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
2 de setembro de 2026 - às 10:42
Atualizado 2 de setembro de 2026 - às 10:42
4 min de leitura

Um levantamento revelou qual o mapa da geração de emprego no Nordeste. A princípio, o estudo é relativo ao mês de julho. Como resultado, mostra que o mercado de trabalho formal fechou o mês com saldo positivo de 18.973 novos postos.

Nesse sentido, o resultado é fruto de 327.186 admissões contra 308.213 desligamentos no período. Em resumo, todos os nove estados da Região apresentaram desempenho positivo no mês.

Antes de mais nada, a Bahia liderou a criação de oportunidades, com 4.664 vagas geradas — o equivalente a 24,6% do resultado regional. Na sequência, aparecem o Ceará, com 4.181 postos (22%), e a Paraíba, com 2.307 novos empregos (12,2%).

Nordeste – Geração de Emprego Formal (Julho/2026)

IndicadorValor
Saldo total de empregos (Nordeste)+18.973
Admissões327.186
Desligamentos308.213
Saldo acumulado em 2026+152.127
Participação do Nordeste no total do Brasil (acumulado)15%

Geração de Emprego por Estado – Nordeste (Julho/2026)

PosiçãoEstadoVagas geradasParticipação (%)
Bahia4.66424,6%
Ceará4.18122,0%
Paraíba2.30712,2%
Piauí1.98710,5%
Pernambuco1.8839,9%
Alagoas1.2036,3%
Sergipe1.0955,8%
Rio Grande do Norte9995,3%
Maranhão6543,4%
TotalNordeste18.973100%

Serviços e indústria concentram as vagas

Ao mesmo tempo, os segmentos de serviços e indústria responderam conjuntamente por 73,6% de todas as vagas formais criadas na Região em julho. Assim, o setor de serviços liderou a expansão, fechando o mês com 8.747 novos postos ocupados.

Contudo, no segmento de serviços, os maiores saldos foram registrados na Bahia (3.037 postos) e no Ceará (2.931 postos). Em suma, a atividade representou 70,1% do saldo total de empregos no Ceará, 65,1% na Bahia e 55,4% em Sergipe.

Indústria da transformação puxa o setor fabril

A indústria encerrou julho com saldo positivo de 5.220 empregos. A expansão foi impulsionada pela indústria da transformação, responsável por 90,5% do resultado do setor (4.725 postos), mantendo trajetória de crescimento iniciada em maio devido à redução nos desligamentos.

Os destaques industriais ficaram com a Bahia (2.016 vagas) e a Paraíba (1.298 vagas), que juntas somaram 63,5% do saldo do segmento. Pernambuco (916), Alagoas (439), Rio Grande do Norte (383), Piauí (266), Sergipe (157) e Maranhão (153) também registraram contratações líquidas na área.

Construção e agropecuária seguem positivas

A construção civil abriu 3.508 postos, representando 18,5% do saldo total nordestino. O Ceará liderou o segmento com 1.284 vagas, seguido por Bahia (670), Piauí (523), Paraíba (418), Maranhão (379), Sergipe (348) e Pernambuco (265).

Já a agropecuária obteve saldo positivo de 2.428 vagas. O Rio Grande do Norte registrou a maior expansão do setor, com 1.291 postos, à frente de Pernambuco (641), Ceará (376), Alagoas (316), Paraíba (152) e Bahia (135).

Jovens dominam as contratações

Na divisão por faixa etária, o maior saldo ocorreu entre trabalhadores de 18 a 24 anos, com 16.830 novos empregos. Também houve saldo positivo nas idades de até 17 anos (1.061), de 25 a 29 anos (627) e de 40 a 49 anos (324).

Sob o mesmo ponto de vista, os trabalhadores com ensino médio completo concentraram a maior fatia das contratações. Dessa forma, soma 15.116 novos postos em julho.

Os homens ocuparam 12.036 novas vagas (63,4% do total), enquanto as mulheres responderam por 6.937 postos (36,6%). Em síntese, o salário médio de admissão ficou em R$ 2.137,57 para homens e R$ 2.141,05 para mulheres.

Emprego na construção civil no Nordeste continua em alta.

Semiárido concentra dois terços dos empregos

Assim, considerando a área de atuação da Sudene — que abrange os nove estados do Nordeste e o Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo —, o saldo total em julho atingiu 16.593 empregos.

Além disso, os municípios do semiárido registraram 12.614 novos postos. Ao passo que este número representa 66,5% de todo o saldo da Região Nordeste. Já as cidades localizadas no bioma Caatinga somaram 10.703 vagas formais. Isso equivalente a 56,4% do resultado regional.

Acumulado do ano

Portanto, no acumulado de 2026, o Nordeste registra saldo positivo de 152.127 empregos formais gerados. Desse modo, a média é de 21 mil vagas por mês. Ao mesmo tempo, o montante representa 15% de todos os postos de trabalho criados no Brasil. Os dados são de acordo com o Data Nordeste, plataforma da Sudene elaborada com base no Caged.