A política brasileira ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (4). O partido Novo confirmou que a chapa presidencial para as eleições de 2026 será formada por Romeu Zema (ex-governador de Minas Gerais) como candidato a presidente e o senador Eduardo Girão (CE) como vice. A notícia pegou muitos de surpresa, principalmente no Ceará, onde Girão havia lançado sua pré-candidatura ao governo estadual no início de julho.
Da candidatura no Ceará para corrida presidencial
Antes de mais nada, Girão já tinha anunciado que queria governar o Ceará. Chegou a receber apoio de Michelle Bolsonaro (sim, a ex-primeira-dama) e estava no embalo da campanha. Porém, as conversas com Romeu Zema e a cúpula do partido Novo mudaram os planos. Girão aceitou o convite e agora vai disputar a Presidência da República como vice.
Nas palavras dele, isso é uma “missão existencial”. Já Zema disse que sempre quis um parceiro “decente e ficha limpa” e que, em oito anos de Senado, Girão mostrou coragem para enfrentar o que ele chama de “abusos de poder” e a “farra dos intocáveis de Brasília”.
Quem é Eduardo Girão?
Você pode estar se perguntando: afinal, quem é esse senador que vai dividir a chapa com Zema? Vamos conhecer um pouco da sua história.
Luís Eduardo Grangeiro Girão nasceu em Fortaleza, no dia 25 de setembro de 1972. Antes de entrar na política, ele foi empresário. Trabalhou com hotelaria, segurança privada, transporte de valores e até produção de filmes e vídeos.
Mas não para por aí. Em 2004, ele criou a Associação Estação da Luz, uma organização que faz projetos sociais. E, em 2017, foi presidente do Fortaleza Esporte Clube, time de futebol do Ceará.
Foi em 2018 que ele entrou na política de vez. Concorreu ao Senado e foi eleito com mais de 1,3 milhão de votos. Nada mal para um estreante, não é mesmo? Ele venceu até mesmo Eunício Oliveira, que na época era presidente do Senado.
Em 2024, Girão tentou ser prefeito de Fortaleza, mas ficou em quinto lugar, com pouco mais de 14 mil votos. Agora, em 2026, ele mudou os planos mais uma vez: saiu da disputa pelo governo do Ceará para tentar a vice-presidência.

Fonte: Agência Senado
A relação entre Zema e Girão
Em suma, Zema e Girão não se conheceram ontem. Eles vêm conversando há bastante tempo.
Girão foi eleito senador pelo Pros em 2018. Depois, passou pelo Podemos e, em fevereiro de 2023, filiou-se ao Novo. Na época, ele já elogiou publicamente a gestão de Zema em Minas Gerais, dizendo que o governador era “um dos melhores do Brasil” por causa da austeridade, da capacidade de gestão e da transparência.
Em 2023, quando Zema foi criticado por falar sobre um consórcio de estados do Sul e Sudeste, Girão saiu em sua defesa. Ele disse que as críticas eram injustas e que Zema tinha “profundo respeito” pelo Nordeste, a região onde ele próprio nasceu.
Em julho de 2026, Zema participou do lançamento da pré-candidatura de Girão ao governo do Ceará. Na ocasião, os dois já mostravam sintonia: criticaram o PT e também o apoio de parte do PL cearense a Ciro Gomes (PSDB).
O que Girão fez no Senado?
Muita gente conhece Girão mais por suas posições conservadoras, mas ele também teve projetos aprovados e viraram lei. Dois deles se destacam:
O que vem agora?
Assim, com a chapa definida, Zema e Girão vão percorrer o país para apresentar suas propostas. Os dois prometem defender mais segurança, mais prosperidade, defesa da vida e da família, e menos “abusos dos intocáveis” – expressão que eles usam para criticar políticos que, na visão deles, se aproveitam do poder.


