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Conheça o cordelista candidato a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras

O cordelista, advogado e jornalista baiano Franklin Maxado abriu sua inscrição como candidato à Academia Brasileira de Letras, na vaga do jornalista Zuenir Ventura — a cadeira 32, que também já foi de Ariano Suassuna. ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
16 de outubro de 2026 - às 09:53
Atualizado 16 de outubro de 2026 - às 09:53
3 min de leitura

O cordelista, advogado e jornalista baiano Franklin Maxado abriu sua inscrição como candidato à Academia Brasileira de Letras, na vaga do jornalista Zuenir Ventura — a cadeira 32, que também já foi de Ariano Suassuna. Ele tem mais de 500 cordéis na biografia e o apoio total da Academia de Letras de Feira de Santana.

A candidatura

Franklin Maxado, 83 anos, quer levar o cordel para a Academia Brasileira de Letras. O cordelista, que também é advogado e jornalista, formalizou sua inscrição como candidato a integrar a ABL na cadeira 32, vaga aberta com a morte do jornalista Zuenir Ventura — a mesma cadeira que já foi ocupada por Ariano Suassuna.

A eleição deve acontecer em novembro.

O pedido em versos

Fiel à tradição que representa, Franklin Maxado abriu seu pedido de inscrição com versos de cordel:

“Se o cordel já é
Patrimônio cultural
É justo que tenha assento
Entre quem é imortal.”

Assim, a estrofe resume o argumento central de sua candidatura: se o cordel é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, é coerente que tenha um representante na casa que reúne os “imortais” da literatura nacional.

Quem é Franklin Maxado

ItemInformação
NomeFranklin Maxado
Idade83 anos
NaturalidadeFeira de Santana (BA)
ProfissõesCordelista, advogado e jornalista
ObrasMais de 500 cordéis publicados, além de livros
Cadeira disputadaCadeira 32 da ABL
VagaDeixada por Zuenir Ventura
Antecessor ilustreAriano Suassuna
ApoioAcademia de Letras de Feira de Santana
Eleição previstaNovembro de 2026

O significado da candidatura

Em suma, a candidatura de Franklin Maxado à ABL tem um peso que vai além da trajetória individual. Ao mesmo tempo, ela coloca em pauta o lugar da cultura popular nas instituições que consagram a literatura brasileira.

Antes de mais nada, o cordel é uma expressão tipicamente nordestina, nascida da oralidade e da cultura do povo, que se consolidou como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Portanto, levar um cordelista para a Academia Brasileira de Letras é, de certa forma, levar o Nordeste e a cultura popular para dentro do espaço dos “imortais”.

“É uma imensa alegria, para mim e para a cultura popular também.”
— Franklin Maxado

Entrar na ABL é consagração

A eleição para a cadeira 32 da ABL não decide apenas quem ocupará um assento vitalício. Ela sinaliza que tipo de literatura a Academia está disposta a consagrar.

Em suma, se Franklin Maxado for eleito, será mais do que uma vitória pessoal: será o reconhecimento de que o cordel — nascido nas feiras do Nordeste, cantado em versos de seis ou dez pés, impresso em folhetos pendurados em cordões — tem o mesmo valor literário das formas mais tradicionais que sempre ocuparam a Academia.

Afinal, a frase de Maxado, dita com a simplicidade de quem passou a vida rimando o cotidiano, diz tudo: “É uma imensa alegria, para mim e para a cultura popular também.”

Dessa forma, a eleição está marcada para novembro. Até lá, o cordel segue batendo à porta da imortalidade — em versos, como sempre fez.