O mercado imobiliário brasileiro segue aquecido em 2026, mas com ritmos bem distintos entre as regiões do país. É o que revela o mais recente levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que aponta Recife como a capital com a maior valorização no preço dos imóveis residenciais entre as 10 cidades pesquisadas.
Antes de mais nada, a capital pernambucana é líder do ranking, com expressiva alta de 10,44% no acumulado do ano.
Ranking nacional das capitais com mais valorização de imóveis
No acumulado do ano, o cenário é bem diferente para outras capitais. Confira as líderes de valorização:
| Posição | Cidade | Valorização (jan–jul 2026) |
|---|---|---|
| 1º | Recife | 10,44% |
| 2º | Curitiba | 9,07% |
| 3º | Porto Alegre | 8,57% |
Desaceleração geral, mas ainda acima da inflação
Apesar das altas expressivas, o mercado imobiliário como um todo vem perdendo fôlego. Em julho, o IGMI-R nacional subiu 0,61% — acima dos 0,38% de junho, mas bem abaixo do pico registrado em março, quando o indicador acumulava 19,76% em 12 meses.
Atualmente, a valorização nos últimos 12 meses é de 15,78%, o quarto mês consecutivo de desaceleração. Mesmo assim, os números seguem muito acima de outros indicadores:
| Indicador | Variação em 12 meses |
|---|---|
| IGMI-R (imóveis) | 15,78% |
| INCC (custo da construção) | 6,4% |
| IVAR (aluguéis) | 5,08% |
| IPCA (inflação oficial) | 4,44% |
Descontada a inflação, os imóveis tiveram valorização real de cerca de 10,9% no período — o que confirma: o tijolo continua sendo um dos melhores ativos para proteger o poder de compra.
De acordo com comunicado da Abecip, “a valorização observada no mercado não acompanha apenas os custos da construção ou a inflação geral, mas também reflete condições próprias de cada mercado local, como oferta, demanda e disponibilidade de imóveis”.
O que esperar daqui para frente?
A tendência, segundo os dados da Abecip, é de desaceleração gradual nos preços, mas com sustentação em patamares elevados. O mercado segue aquecido, mas o ritmo de alta tende a ser menor nos próximos meses.

