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Capital no Nordeste lidera valorização de imóveis no Brasil

O mercado imobiliário brasileiro segue aquecido em 2026, mas com ritmos bem distintos entre as regiões do país. É o que revela o mais recente levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e ...
REDAÇÃO ELISEU, da Agência NE9
1 de setembro de 2026 - às 09:46
Atualizado 1 de setembro de 2026 - às 09:46
2 min de leitura

O mercado imobiliário brasileiro segue aquecido em 2026, mas com ritmos bem distintos entre as regiões do país. É o que revela o mais recente levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que aponta Recife como a capital com a maior valorização no preço dos imóveis residenciais entre as 10 cidades pesquisadas.

Antes de mais nada, a capital pernambucana é líder do ranking, com expressiva alta de 10,44% no acumulado do ano.

Ranking nacional das capitais com mais valorização de imóveis

No acumulado do ano, o cenário é bem diferente para outras capitais. Confira as líderes de valorização:

PosiçãoCidadeValorização (jan–jul 2026)
Recife10,44%
Curitiba9,07%
Porto Alegre8,57%

Desaceleração geral, mas ainda acima da inflação

Apesar das altas expressivas, o mercado imobiliário como um todo vem perdendo fôlego. Em julho, o IGMI-R nacional subiu 0,61% — acima dos 0,38% de junho, mas bem abaixo do pico registrado em março, quando o indicador acumulava 19,76% em 12 meses.

Atualmente, a valorização nos últimos 12 meses é de 15,78%, o quarto mês consecutivo de desaceleração. Mesmo assim, os números seguem muito acima de outros indicadores:

IndicadorVariação em 12 meses
IGMI-R (imóveis)15,78%
INCC (custo da construção)6,4%
IVAR (aluguéis)5,08%
IPCA (inflação oficial)4,44%

Descontada a inflação, os imóveis tiveram valorização real de cerca de 10,9% no período — o que confirma: o tijolo continua sendo um dos melhores ativos para proteger o poder de compra.

De acordo com comunicado da Abecip, “a valorização observada no mercado não acompanha apenas os custos da construção ou a inflação geral, mas também reflete condições próprias de cada mercado local, como oferta, demanda e disponibilidade de imóveis”.

O que esperar daqui para frente?

A tendência, segundo os dados da Abecip, é de desaceleração gradual nos preços, mas com sustentação em patamares elevados. O mercado segue aquecido, mas o ritmo de alta tende a ser menor nos próximos meses.