Ceará aparece na segunda posição nos dados do CAGED nos primeiros meses
A indústria nordestina começou 2026 em ritmo de crescimento e a Bahia aparece como principal destaque da região na geração de empregos formais. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o estado abriu 5.880 novas vagas industriais entre janeiro e abril, liderando o ranking nordestino.
A princípio, o resultado coloca a Bahia à frente de estados tradicionalmente fortes na atividade industrial, como Ceará e Pernambuco, e reforça o papel do setor como um dos motores da economia regional.
Na segunda colocação aparece o Ceará, com saldo positivo de 1.975 empregos industriais, seguido por outros estados da região que também registraram crescimento no mercado formal.
O desempenho baiano chama atenção porque ocorre em um momento de juros ainda elevados e desaceleração em alguns segmentos da economia nacional, demonstrando a capacidade da indústria local de continuar atraindo investimentos e gerando oportunidades.

Bahia concentra grandes polos industriais

O desempenho é sustentado por uma estrutura industrial diversificada. O estado abriga alguns dos maiores polos produtivos do Nordeste, incluindo o Polo Petroquímico de Camaçari, o Polo Industrial de Feira de Santana, o complexo automotivo da BYD em implantação e importantes cadeias ligadas aos setores químico, alimentício, mineração, papel e celulose, energias renováveis e agronegócio.
Além disso, a Bahia vem recebendo novos investimentos ligados à transição energética, fabricação de equipamentos para energia solar e eólica, além da indústria automotiva eletrificada.
Ranking de geração de empregos industriais no Nordeste
| Estado | Saldo de empregos industriais (jan-abr 2026) |
|---|---|
| Bahia | 5.880 |
| Ceará | 1.975 |
| Pernambuco | Saldo positivo |
| Maranhão | Saldo positivo |
| Rio Grande do Norte | Saldo positivo |
| Demais estados | Crescimento moderado |
Dados do Novo Caged/MTE.
Ceará mantém posição de destaque
Embora tenha ficado atrás da Bahia no saldo de novas vagas, o Ceará continua sendo uma das maiores potências industriais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Segundo levantamento da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), o estado encerrou abril com 285.465 trabalhadores formais empregados na indústria, ocupando a terceira posição entre os estados dessas três regiões.
A indústria de transformação foi a principal responsável pelo crescimento cearense, gerando 1.738 das novas vagas registradas no período.
Setores que mais contrataram no Ceará
| Segmento | Novas vagas |
| Produtos minerais não metálicos | 440 |
| Produtos de metal | 243 |
| Confecção de vestuário | 241 |
| Produtos alimentícios | 241 |
| Manutenção de máquinas e equipamentos | 239 |
O setor calçadista continua sendo o maior empregador industrial do estado, com mais de 67 mil trabalhadores formais.
Nordeste ganha importância na indústria brasileira
Os números reforçam uma tendência observada nos últimos anos: o fortalecimento do Nordeste como destino de investimentos industriais.
A região vem atraindo fábricas de automóveis, parques de energia renovável, indústrias de transformação, centros logísticos e projetos ligados à economia verde.
Estados como Bahia, Ceará, Pernambuco e Maranhão também vêm se beneficiando de investimentos em infraestrutura portuária, ferrovias, hidrogênio verde e produção de combustíveis renováveis.

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Principais polos industriais do Nordeste
| Estado | Destaque industrial |
| Bahia | Petroquímica, automotivo e energias renováveis |
| Ceará | Calçados, alimentos e metalurgia |
| Pernambuco | Automotivo, logística e petroquímica |
| Maranhão | Mineração e logística |
| Rio Grande do Norte | Energias renováveis |
| Sergipe | Petróleo, gás e fertilizantes |
Para especialistas do setor, a combinação de mão de obra, infraestrutura em expansão, energia renovável e novos investimentos industriais deve manter o Nordeste entre as regiões com maior potencial de crescimento econômico nos próximos anos.
Portanto, a liderança da Bahia na geração de empregos industriais em 2026 é mais um sinal de que a região segue ampliando sua participação na economia nacional e atraindo projetos capazes de gerar renda, empregos e desenvolvimento.



