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Senado aprova ampliação da licença-paternidade para 20 dias

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 5811/2025, que amplia a licença-paternidade no Brasil para até 20 dias. O texto agora segue para sanção do presidente Lula. A proposta também cria ...
Eliseu Lins, da Agência NE9
5 de março de 2026 - às 06:14
Atualizado 5 de março de 2026 - às 06:14
3 min de leitura

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei 5811/2025, que amplia a licença-paternidade no Brasil para até 20 dias. O texto agora segue para sanção do presidente Lula.

A proposta também cria o chamado salário-paternidade, benefício previdenciário voltado a garantir renda ao trabalhador durante o período de afastamento para cuidar do filho recém-nascido ou adotado.

O tema tramita no Congresso Nacional do Brasil há quase duas décadas. O projeto foi apresentado em 2007 pela ex-senadora Patrícia Saboya e teve relatoria da senadora Ana Paula Lobato.

plenário do Senado
Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

Entenda como a ampliação da licença será gradual

De acordo com o texto aprovado, o aumento da licença-paternidade ocorrerá de forma progressiva após a entrada em vigor da lei.

O cronograma previsto é:

  • 10 dias nos dois primeiros anos de vigência;
  • 15 dias no terceiro ano;
  • 20 dias a partir do quarto ano.

Além da ampliação do prazo, a proposta permite a divisão do período de licença entre os responsáveis pela criança, conforme regras a serem regulamentadas.

Maior participação dos pais nos cuidados com os filhos

Entre os principais argumentos apresentados durante a tramitação do projeto está a necessidade de ampliar a participação dos pais nos primeiros cuidados com os filhos.

O texto também prevê estabilidade no emprego durante e após o período de licença, medida considerada importante para garantir segurança ao trabalhador.

Outro ponto defendido pelos parlamentares é que a ampliação da licença contribui para reduzir desigualdades de gênero no mercado de trabalho, ao reconhecer que a responsabilidade pelo cuidado com os filhos deve ser compartilhada.

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Debate antigo no Congresso

Quando a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados do Brasil, em novembro do ano passado, o relator Pedro Campos destacou que a ampliação da licença representa um avanço social.

Segundo ele, o tema é debatido desde a elaboração da Constituição Federal de 1988, quando foram estabelecidos os primeiros direitos trabalhistas relacionados à proteção da maternidade e da família.

Para o parlamentar, garantir a presença do pai nos primeiros dias de vida da criança fortalece o vínculo familiar e contribui para um ambiente de cuidado mais equilibrado desde o nascimento.

Próximo passo

Com a aprovação no Senado, o projeto segue agora para análise do presidente da República. Portanto, caso seja sancionado, o Brasil passará a ter um modelo de licença-paternidade ampliado, com implementação gradual ao longo dos próximos anos.

Eliseu Lins

Eliseu Lins é baiano de nascimento e paraibano de coração. Jornalista formado na UFPB, tem mais de 20 anos de atuação na imprensa do Nordeste. É pós-graduado em jornalismo cultural e ocupa o cargo de editor-chefe do NE9 desde 2022.